Fomos ao coração da cidade do Verão do Amor, guiados por quem lá vive. Não fugimos ao óbvio, mas descobrimos de que são feitos os dias dos seus habitantes, onde comem, onde se divertem, como passam o seu tempo livre. Entre hippies e yuppies, voltámos com muitas histórias para contar.

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A frase dramática de Cicely Hansen acompanha o gesto largo com os braços apontando para a Haight Street, no centro do São Francisco. Hoje, a decoradora é dona de uma loja de artigos vintage nesta rua, a Decades of Fashion, mas Cicely também esteve aqui quando tudo aconteceu. A contracultura dos anos 1960 pôs o bairro de Haight-Ashbury nas bocas do mundo, quando milhares de hippies aqui se estabeleceram e fundaram lojas livres e clínicas livres, instituindo o amor livre como palavra de ordem. O ano de 1967 tornou-se especialmente marcante para o movimento. Tudo se desenrolou a partir do Monterey Pop Festival (organizado na cidade com o mesmo nome a 200 quilómetros de São Francisco), que colocou a contracultura e os seus músicos nos ouvidos dos mais atentos, numa preparação para o Festival de Woodstock.

«Foi lá o primeiro grande concerto de Jimi Hendrix e Janis Joplin. Eu era vizinha deles e nunca pude imaginar a fama que iriam ter», recorda Cicely. Nesse mesmo ano o Summer of Love trouxe milhares de estudantes e outros jovens para Haight Street (que em inglês se pronuncia da mesma forma que hate), onde centenas de hippies já viviam. O Verão do Amor foi uma época de autodescoberta, manifestações políticas e arte, estendendo-se do bairro ao parque da cidade, o Golden Gate Park, «onde se partilhava comida e drogas», confessa Cicely.

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Já nas bancas ou no quiosque digital.

Texto e Fotografias de Diana Guerra e José Araújo