Algumas dicas preciosas para quem viaja ou tem de viajar sem esquecer o animal de estimação.

Este escritor, apresentador de televisão e treinador de cães nascido no México tornou-se uma figura popular a nível internacional. Tudo graças às suas capacidades e conhecimentos de comportamento e psicologia canina. César Millan é um «encantador de cães» e os seus conselhos são seguidos por milhares de pessoas em todo o mundo. No seu site (cesarsway.com) deixa algumas dicas preciosas para quem viaja ou tem de viajar sem esquecer o animal de estimação. E o principal conselho é pensar cada passo com antecedência.

Encaixotar
É normal que se sinta mal por ter de fechar o cão num espaço fechado, mas não leve a questão muito a peito. O especialista diz que os animais não se importam com isso e até se sentem seguros lá dentro. Diz César que o melhor é cansá-lo com exercício antes de o colocar lá dentro e certificar-se que a caixa ou jaula não tem nada que possa magoar o cão, como trelas e coleiras onde ele se possa enredar.

Viagem de carro
Mesmo que o percurso seja curto é sempre melhor restringir o cão à caixa. Pela sua segurança e pela segurança do animal, não vá ele ser projetado em caso de acidente ou distrair o condutor que deve manter os olhos na estrada. Não o alimente antes da viagem – os cães são muito propensos a enjoos.

No avião
Confirme com a companhia aérea as regras quanto a viajar com animais de estimação. Algumas requerem um certificado de saúde. O mais provável é que o cão tenha que viajar numa caixa própria. Tal como no automóvel, tenha atenção à alimentação do animal – nada de comida seis horas antes da viagem. Garanta que ele ou ela vai ter água.

Medicamentos
César Millan não recomenda sedativos ou calmantes para a viagem. Isso poderá originar um comportamento padrão de adição. Mantenha-o calmo através da voz, da atitude e da linguagem corporal.

Ficar no hotel
Tal como nos voos, faça pesquisa prévia para perceber se o hotel onde vai ficar aceita animais de estimação. Cadeias como a Best Western (diz César) vão preparar a sua chegada e até recomendam parques e áreas para passear o cão. Atenção à possibilidade de latidos e uivos, os vizinhos do quarto ao lado não têm culpa da sua opção.

Calma na viagem
Leve consigo o cobertor, o brinquedo preferido do animal ou qualquer objeto que o faça sentir bem. Poderá também besuntar as mãos com óleo de alfazema e dá-las a cheirar. É uma espécie de aromaterapia. Massajá-lo na coluna ou na base da cabeça também pode ser boa opção.

Leve-o a passear
O exercício é um calmante, já deu para perceber. Leve-o para uma caminhada nas proximidades do hotel e não se preocupe se ele ladrar a estranhos, afinal tudo será novo para o cão.

Como entrar no quarto
Entre em primeiro lugar e deixe-o ficar num só lugar para que não ande a circular pelo quarto, caso contrário ele vai sentir-se no controlo da situação. Enquanto estiver a desfazer a mala ou a tomar banho, ele tem de ficar quieto à espera.

E se não for possível viajar com o cão?
No canil ou num hotel para cães ele será imediatamente aceite como mais um membro da matilha, com toda a ajuda de pessoal especializado. O animal vai sentir a sua falta – e vice-versa – mas o período de luto é curto e ultrapassável.