A par do futebol e da indústria, a música é um dos motores da economia local e motivo legítimo para descobrir Manchester. Em particular quando se tem como cicerone o baterista dos Inspiral Carpets.

Emma Fox teve sorte. Nasceu na cidade certa, na altura certa. «Eu era adolescente, tinha os meus 18 anos, quando isto estava ao rubro», recorda com entusiasmo. Ela, que hoje anda na casa dos 40, pode dizer que ainda é do tempo em que o Haçienda era o clube mais cool do mundo. E do tempo em que bandas como os Happy Mondays e os Stone Roses estavam no auge da popularidade. Sim, é uma grande sorte ser-se da cidade que viu nascer todas as nossas bandas preferidas e tê-las ali tão perto no pico das suas carreiras.

Ainda por cima, num sítio como Manchester, que, não sendo propriamente um lugarejo, é uma cidade pequena, onde as pessoas se cruzam na rua e se conhecem. Uma minimetrópole com tudo, porém comportável para alguém com um par de sapatos confortáveis, boa passada e uma saudável vontade de descoberta. O cliché da cidade à escala humana e mais um pouco: Manchester tem também qualidades humanas. «É uma cidade amigável, somos do Norte, as pessoas falam connosco, respondem-nos, são amistosas.» Emma é boa a vender o seu peixe. Ela que, superada a noção adolescente de viver naquilo que sentia como «o centro do mundo», decidiu mudar de ares por uns tempos, apenas para regressar com maiores certezas sobre qual o seu lugar. Hoje faz visitas guiadas, com passo ligeiro, sorriso contagiante e uma paixão enérgica pelo «produto» que tem para vender.

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Texto de João Mestre - Fotografias de Paulo Spranger/Global Imagens