"Lugano Arte e Cultura" é o nome de um novo centro cultural suíço. Uma verdadeira obra de arquitetura com vista para o lago e para os Alpes. A prova, se preciso fosse, de que a Suíça (já) não é um país cinzento. Apesar da cor do edifício.

Apresentar na sua primeira exposição a escultura Walking Man II, de 1960, obra da autoria de Alberto Giacometti, um dos maiores artistas plásticos do século XX, poderia ser considerado um feito por si só – está avaliada em cerca de cem milhões de euros – mas o facto de estar exposta numa galeria com vista para o lago Lugano e para os Alpes, do outro lado da margem, empresta uma aura extra ao Lugano Arte e Cultura. (Assim mesmo, à portuguesa). Um investimento de trezentos milhões de euros que resulta da junção de dois museus e tem a ambiciosa tarefa de se tornar num dos principais divulgadores da arte e cultura europeia.

A exposição inaugural, Orizzonte Nord-Sud, que junta obras de artistas europeus de meados do século XIX a meados do XX, está patente até 10 de janeiro.

A construção do edifício ficou a cargo do suíço Ivano Gianol que, além da vista, fez do vidro e da pedra (cinzenta) outras das imagens de marca. Lá dentro, a pintura e a escultura serão omnipresentes, mas também a música, passando a ser a nova casa do Lugano Festival – festival de música que tem lugar anualmente a partir de abril. Possui uma sala com capacidade para mil pessoas.
luganolac.ch

Texto de João Ferreira Oliveira - Fotografias Direitos Reservados