É possível que a cozinha cubana não seja tão pobre quanto se apregoa. Há cada vez mais viagens gastronómicas à disposição.

Cuba está (novamente) na moda, mas a sua cozinha não tem grande fama a nível internacional. Uma cozinha baseada em ingredientes pobres, sobretudo porco e galinha, e que não explora muito o peixe, apesar da sua costa. Talvez não seja só isto, afinal. A Access Trip, agência especializada em viagens culinárias um pouco por todo o mundo, criou um programa de oito dias que pretende mostrar a riqueza da gastronomia local. Uma semana em que os participantes passarão pelo campo, comprarão diretamente o peixe aos pescadores e poderão aprender a cozinhar com os chefs cubanos.

Muitas das refeições terão lugar nos paladares, pequenos restaurantes familiares em que se come de forma verdadeiramente tradicional. Como a famosa ropa vieja – carne desfiada com arroz e molho crioulo. Havana será o ponto de partida, mas estão também prometidas paragens na cidade colonial de Trinidad ou em Vale de Viñales, património da UNESCO, recheado de plantações de tabaco.

Cuba é muito mais do que mojitos e charutos, mas estes também fazem falta.

Não faltarão oportunidades para comprar charutos Cohibas e Montecristo. E ainda para aprender a fazer cocktails, entre eles mojitos ou daiquiris, outras das instituições cubanas.
O programa tem partida de Miami e custa 2900 € por pessoa.
>> accesstrips.com/tour/cuba-culinary

Texto de João Ferreira Oliveira - Fotografias de Jorge Amaral/Global Imagens