Os primeiros portugueses a estudar a bordo do Regina Maris contam como correram os primeiros cinco meses do projeto.

Amesterdão, Inglaterra, Tenerife, Cabo Verde, Saba, Panamá, Colômbia, Cuba, Bermudas. Muitas outras paragens, muitas histórias para contar. Bartolomeu Ribeiro, de 17 anos, e Júlia Branco, de 15, embarcaram em outubro na maior aventura das suas vidas: estudar seis meses a bordo de um veleiro. A um mês do fim, os dois amigos da Horta, Faial, passaram pelos Açores e partilharam com o Diário de Notícias alguns dos momentos mais marcantes da viagem. Contam, por exemplo, como foi viver com uma comunidade rastafári na Dominica ou a diferença brutal entre o nível de vida em Cuba e nas Bermudas.

Durante a viagem, que decorre no âmbito do projeto holandês School at Sea, os 34 jovens – 32 holandeses e os dois portugueses – seguem os programas das suas escolas de origem e são acompanhados por professores de áreas nucleares. A bordo, um dia é dedicado aos estudos, o outro a tudo o que implica a vida marítima, da navegação à cozinha. Pelo meio, têm ainda a oportunidade de explorar muitos países e culturas.

Proibidos de usar telemóvel, os jovens têm apenas sailmail: “Podíamos enviar um e-mail aos nossos pais, uma vez por semana, e apenas em meia folha de Word.”

Para estudar a bordo do navio à vela, os dois amigos tiveram de reunir 21 mil euros. “Trabalhámos muito para arranjar apoios para que pudéssemos concretizar este sonho”, diz Bartolomeu. Conseguiram graças à Cofaco, detentora do Bom Petisco, que suportou metade das propinas. Neste momento, Júlia sabe que há cinco portugueses a tentar reunir patrocínios para viajarem no próximo ano. “Espero que mais portugueses participem, porque é fantástico ver outras perspetivas do mundo.”

Leia a reportagem completa no Diário de Notícias.


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Por Joana Capunho/DN - Fotografia Direitos Reservados