De Tallinn a Istambul ao longo de nove países e 3500 quilómetros

De Tallinn a Istambul por terra, do Báltico ao Bósforo, atravessando nove países e seguindo a história e o percurso de quase 3600 quilómetros, fomos em busca do âmbar europeu. A resina fossilizada faz parte da história do continente e mantém uma aura mística.

Texto e Fotografias de José Luís Jorge 06 Oct 2016

Os caminhos do âmbar

Senti uma ligeira exaltação quando do convés superior do Finlândia, avistei Tallinn no horizonte. A capital da Estónia é pequena, compacta e baixa, com torres de igrejas altas e uma mão-cheia de arranha-céus recentes e banais, que parecem não casar bem com o resto da cidade.

Tallinn cresceu debaixo de um chapéu chamado Liga Hanseática, um dos mais notáveis projetos medievais nascidos na Europa, e que tinha no comércio a sua seiva. Um dos ramos desse comércio incluía o âmbar.
No princípio acreditava-se que o âmbar era uma pedra mágica, pois flutua na água, arde e tem o poder de aprisionar vida. Hoje sabemos que é uma resina fossilizada há milhões de anos e não tem propriedades mágicas. Contudo, independentemente da época, seja na Idade do Bronze, seja no século XXI, a atração pelo “Ouro do Norte” manteve-se inalterável.

Foi o âmbar que me atraiu a Tallinn e que de seguida me conduziu ao longo de 3700 quilómetros de estradas, levando-me a Istambul. Numa parte do trajeto deixei-me guiar pela Rota Báltica do Âmbar, um projeto que «oferece a possibilidade a turistas e a viajantes de se familiarizarem com o âmbar na Letónia, Lituânia e Kaliningrado, ficando a par da sua história, produção, processamento e aspetos da joalharia.» Depois, quando rodei para sul, procurei as antigas rotas comerciais que ligavam o mar Báltico ao mar Negro.

Regressemos a Tallinn. A cidade incorpora duas geografias, a contemporânea, constituída por ruas espaçosas e muitos ângulos retos, e a medieval, perfeitamente conservada, onde por vezes se vislumbra uma réstia de mistério. Caminho por esse espaço, ruas estreitas calçadas com pedra escura, ladeadas por edifícios de três ou quatro pisos que terminam em telhados de duas águas quase verticais. Há um alvoroço estrangeiro em movimento, grupos de japoneses, brasileiros, alemães, italianos, anglo-saxónicos e não sei quem mais. E que veem os olhos gulosos dos turistas colados às vitrinas? Porcelanas, têxteis, matrioskas, ícones e muito âmbar. De tudo isto estão cheias as lojas. Ponhamos as coisas como elas são: a maioria destes produtos é de origem russa, mas a pertença, primeiro ao Império Russo e de seguida à União Soviética, produziu um fenómeno de apropriação por parte dos estónios. No que diz respeito ao âmbar, a quantidade de origem estónia é minúscula mas considerando que Báltico é sinónimo de âmbar, ninguém questiona. Num primeiro momento apreciei o seu brilho à distância, separado pelo vidro grosso dos escaparates, mais tarde pensei em fotografar algumas peças. Nos passeios pelas ruas de Tallinn aproximei-me da fonte do âmbar, mas não a alcancei. Para que isso aconteça tenho de virar-me para Sudoeste e avançar ao longo do litoral.

O âmbar é dado à viagem. Num passado remoto alimentou um comércio de longa distância, alcançando Micenas, na Grécia da Idade do Bronze, e o Egito dos faraós. Posteriormente, durante a vida do Império romano, aprendeu o caminho até à sua capital. A rota mais comum corria o território da atual Polónia, utilizando provavelmente o rio Vístula, apontava às províncias romanas a sul do Danúbio e daí saltava até Roma. Não se tratava de um itinerário único, mas de uma teia de caminhos que hoje designamos Estrada do Âmbar. Outras vias dirigiam-se ao mar Negro. Este vínculo comercial entre os dois mares contava com os rios Dniepre e Dniestre no papel de facilitadores. Durante a Idade Média, viajou a bordo das naus da Liga Hanseática.

O âmbar tem sido apreciado desde os tempos do Paleolítico. Dele se diz ter poderes curativos, além de ser requisitado para a joalharia e para a arte da perfumaria.

Riga será a primeira escala. A língua russa escuta-se mas não se vê. Conquanto seja o idioma materno de muitos riguenses, há poucos anos os russos constituíam a maioria dos habitantes, todas as indicações estão em letão. Combinara encontrar-me com Dina Leitane, uma letã que nos últimos anos tem saltitado por diferentes geografias europeias. Dina levou-me a um café, onde me explicou que «o âmbar está presente em muitos aspetos da vida dos letões, por exemplo como nome próprio, Dzintars para homens, Dzintara, ou Dzintra, que é mais comum, para as mulheres.» Em letão, dzintars significa âmbar.

De Riga a Liepaja são 220 quilómetros. Em julho e agosto, os hotéis em Liepaja transbordam, no resto do ano hibernam. Fiz o check-in, e corri em direção ao mar. Senti-o antes de o ver, ao chegar à duna que antecede a praia, por via de uma brisa levemente salgada que passou por mim. Em cima da linha de rebentação reparei numa figura equipada com botas e roupas impermeáveis. Nas mãos segurava uma rede semelhante a um camaroeiro. Mergulhava-a no mar, arrastando-a por alguns metros, até que num gesto vigoroso a trazia à altura dos olhos. Deixava a água escorrer, e então vasculhava o interior. Estaria a pescar? Sentindo-se observado, o homem estacou. Cumprimentei-o e isso deixou-o mais à vontade. Tive um palpite e lancei-o ao ar: «Dzintars?» O indivíduo confirmou. Dzintars fora a primeira palavra que eu aprendera em letão.

Aquela era a sua profissão, coletor de âmbar? «Não, não, capitão de navio; estou de férias e apanho âmbar.» Respondeu usando uma mistura de italiano, russo e inglês. Jogou de novo o apetrecho ao mar, repetindo toda a operação. A rede trouxe um novelo de algas. Uns passos adiante nova tentativa, mas nada. Talvez o momento não fosse o mais propício, todavia sondei-o quanto à safra. Retirou uma bolsa do interior do casaco, abriu-a e numa mão em concha caíram meia dúzia de pequenos fragmentos de um tom amarelo baço. Olhou-os por momentos, escolheu uma pepita, oferecendo-ma.

Quando se tornou claro para mim que tinha encontrado um garimpeiro — chamemos-lhe assim — (talvez, seja mais apropriado chamar-lhe recoletor, como os nossos antepassados que viviam daquilo que a natureza lhes fornecia), pensei de imediato que ganhara o dia. Sem fazer nada para isso, testemunhava a primeira etapa do processo de transformação do âmbar, a recolha na natureza.

No dia seguinte passei por uma oficina onde interrompi a paz de quatro mulheres. Sala modesta mas luminosa, com quatro mesas robustas e um expositor, onde faiscava âmbar já pronto a voar dali. Não eram peças que expressassem os milagres do design contemporâneo (estamos longe da sofisticação das joalharias de Riga). Era um mostruário onde o presente é o passado. Colares, brincos ou alfinetes de peito acabados de fazer são semelhantes aos que eram exibidos durante a época romana e agora são expostos em museus.

Encaixada entre a Roménia e a Ucrânia está a República da Moldávia. Estado independente desde agosto de 1991, a sua população ronda os três milhões de pessoas.

Nenhuma objeção em que eu lhes pegasse: o âmbar é simultaneamente veludo e cristal, leve mas compacto, e ao tato é morno. Fazer negócio foi fácil. «15 euros, 20 euros, 50 euros», pronunciou uma das mulheres com desembaraço, rodando lentamente artigo após de artigo diante dos meus olhos. Ficou claro muito rapidamente que apesar de terem anunciado os preços em inglês, ali só se falava letão; ainda assim entenderam que o meu interesse ia além da compra de uma jóia. Acolheram com naturalidade a presença da câmara fotográfica, que foi registando as diferentes etapas do seu métier: selecionar, talhar, polir e, por fim, nalguns casos, engastar em prata. São artistas ou artesãs? Não há duas peças iguais. Isso deve-se ao âmbar em bruto chegar à oficina com diferentes tamanhos e formatos. Mas o processo é sempre o mesmo, independentemente da peça. Portanto, são artesãs que, talvez, de quando em vez, se tornem artistas.

Fotografias com milhões de anos. Depois de Liepaja olhei para Palanga, já na Lituânia. Soube que mudei de país ao avistar um posto aduaneiro abandonado, à semelhança do que acontecera ao transitar da Estónia para a Letónia. Na paisagem tudo permanece igual. Fiz escala em Palanga, com o Museu do Âmbar na mira. O sítio na web da Rota Báltica do Âmbar explica que os lituanos se referem ao seu país como “A Terra do Âmbar”, e Palanga, pela sua localização, é o coração da Rota. A importância desta resina na vida local não é de agora. O chamado Tesouro de Sventoji, um ingénuo e luzidio achado arqueológico da Idade da Pedra, recorda-nos que o âmbar é apreciado desde o fundo dos tempos como matéria-prima para a manufatura de peças de adorno.

Um trilho sombreado por pinheiros altos levou-me ao museu. No topo de uma duna, a grande casa do âmbar na Lituânia. Pelas salas de teto alto circulavam pessoas de todas as idades. De divisão em divisão alarguei o meu olhar sobre o âmbar, pude apreciá-lo (também) sob os ângulos natural e científico, até agora ausentes. O âmbar tem uma relação deveras singular com o passado. Sendo uma resina, resulta da exsudação ocorrida em determinadas espécies vegetais. Durante o processo, plantas e animais minúsculos, o mais das vezes insetos, foram capturados. Nas situações em que isso aconteceu é como se a natureza nos entregasse fotografias com milhões de anos. O museu expõe uma coleção notável de fragmentos de âmbar que no seu interior contêm diferentes incorporações.

Se cumprisse todas as etapas da Rota Báltica do Âmbar, após Palanga faria escala em Karklé; mas não: dei um salto e instalei-me em Klaipéda, uma cidade de navios e guindastes, um porto lituano muito ativo. É também uma cidade do âmbar. Nas suas ruas ouve-se falar alemão com frequência. Não são habitantes de Klaipéda, todavia alguns já o foram, enquanto outros são descendentes de antigos residentes. A nostalgia trá-los de volta, agora como turistas. Klaipéda foi governada pela distante Berlim até 1945. Para os alemães a cidade chama-se Memel e no que se refere à arquitetura o centro contém algo de germânico. Durante o fim de semana, todos os museus estavam fechados e todas as joalharias abertas, a abarrotar de âmbar. Ocupam os melhores sítios, exigindo atenção. Os alemães são excelentes clientes.

De madrugada, o motor do autocarro ronronou, isolado numa fila de viaturas adormecidas. Vamos para Kaliningrado. Quem se debruçar com atenção sobre um mapa da Europa, encontrará um retângulo de terra à beira do Báltico, apertado entre a Polónia e a Lituânia, 15 100 quilómetros de área e quase um milhão de habitantes. É o exclave russo de Kaliningrado. Parte constituinte da Prússia Oriental, foi entregue à União Soviética após o colapso do regime nazi. A cidade capital tem o mesmo nome e nasceu em 1946 sobre as ruínas da muito antiga e alemã Königsberg.

Há mais de cinco mil anos que o âmbar do Báltico serve de moeda de troca para vários povos que habitam a região. O valor da resina era – e ainda é – sentimental.

A região encerra os maiores depósitos de âmbar do mundo. É motivo para afirmar que o centro da Rota do Âmbar fica na periferia. Em Yantarnyy, junto ao mar, o âmbar é extraído de uma impressionante mina a céu aberto. Não irei tão longe. Na cidade de Kalinin o âmbar surge nas montras das joalharias, embora sem a abundância de Tallinn e de Riga (não há magotes de pessoas para o adquirir). Em compensação, o Museu do Âmbar de Kaliningrado é um caso sério. Instalado na torre Dohna, parte da antiga cintura defensiva prussiana, o número de itens exposto ultrapassa os cinco mil, incluindo a segunda maior peça conhecida de âmbar em bruto, um bloco que pesa 4 quilos e 280 gramas que descansa num plinto como num trono.

À minha volta alguém lê as notas explicativas — em russo, inglês e alemão, linguagem acessível e rigorosa —, alguém fotografa, alguém comenta, alguém cobiça. Mas nem todos os visitantes visitam. Aquele indivíduo de fato feito à medida, que eu vira a sair de um carro grande com motorista, estará a visitar? Não larga o telemóvel e a guia que o acompanha, sempre aprumada, já sabe que mais não vai fazer que conduzi-lo de divisão em divisão, até à saída.

Todos os Caminhos Seguem Para Istambul. Rodei para Sul, mas não perdi de vista o âmbar. Uma constatação: ma Ucrânia e na Moldávia, portanto longe do Báltico, a popularidade do âmbar revela a pertença destes países ao desaparecido império Soviético, que em tempos deteve praticamente o monopólio do ouro do Norte.

Em Varsóvia, uma capital de longas avenidas que parecem existir, em primeiro lugar, para servir o transporte motorizado e às quais as pernas das pessoas têm de se adaptar, o Vístula passou debaixo de nós. Houve um tempo em que, entre as mercadorias que navegavam no rio, se incluía o âmbar. Durante séculos, até o caminho-de-ferro alterar isso, a água dos rios foi a melhor estrada para o comércio no interior do continente.

Depois a Ucrânia. Desenhei uma linha convexa no mapa, sempre de autocarro, unindo três pontos: Lviv numa extremidade, Chernivtsi na outra e Kaminets Podilskyi no meio. Todas cidades monumentais, devedoras em boa medida do comércio. Assentes na planura a perder de vista, são lugares onde a Mitteleuropa e a Europa de Leste confluem. Estar na fronteira é uma roleta. Uma localização tão convidativa aos colonos e aos mercadores, quanto aos invasores.

A dado momento passámos sobre o Dniestre. Tal como no Vístula, imagino que no passado tenha conhecido um vaivém de barcas e mercadorias. Neste caso tratava-se do corredor entre o mar Báltico e o mar Negro. Transportavam tecido e peles, por exemplo, mas também âmbar, que tinha a inquestionável vantagem de ser leve e de grande valor comercial.

Saltei mais uma fronteira. Agora a Roménia, e isso significa outra cultura, outra língua e outro povo. Para mim tudo se tornou mais familiar, resultado dessa longínqua pertença comum, de portugueses e romenos, ao Império Romano.

Suceava, a primeira cidade que encontrei, recebeu durante um largo período de tempo intrépidos mercadores que percorriam a rota Lviv – Istambul. A Sul de Suceava, o Caminho Moldavo — é assim designado — escalava Iasi, para onde me dirigi. Iasi é um centro universitário cheio de jovens. Os seus residentes afirmam que é a segunda maior cidade da Roménia, embora essa posição seja muito disputada.

O Google Maps diz que são 24 quilómetros até ao rio Prut, ou seja até à República da Moldávia. Com menos de 100 mil visitantes por ano, a Moldávia é um dos países mais desconhecidos do mundo. Em Chisinau, a capital, o inesperado: o Museu Nacional de História da Moldávia. O espaço é amplo, as coleções estimulantes. Na sala dedicada ao período romano uma surpresa (que não foi surpresa se considerarmos o grande apreço que os romanos tinham pelo âmbar): belas peças de joalharia em âmbar, braceletes e colares.

Depois do encontro com o Dniestre, mais a norte, o rio volta a sair-nos ao caminho. Na parte inferior do seu curso, o Dniestre separa a República da Moldávia, da República Moldava da Pridnestróvia. Não conhece? Face ao Direito Internacional estamos perante uma única entidade, a República da Moldávia, mas se é assim de jure, não o é de facto. A República Moldava da Pridnestróvia existe, tem governo próprio, exército, emite moeda, exerce controle aduaneiro.

É para este país, que não é um país, que olho agora. Apresentado frequentemente como um museu vivo do comunismo, tal não corresponde à verdade, mas também não é uma falsidade. A simbologia comunista fez-me companhia para onde quer que eu fosse; a toponímia da capital, Tiraspol, confirma essa idiossincrasia: rua Lenin, rua Karl Marx, rua Soviética; porém quando falamos de economia, aparentemente não há sombra de comunismo.

É possível encontrar peças de âmbar com cerca de trinta milhões de anos. As mais valiosas têm no seu interior insetos ou vestígios de plantas.

De Tiraspol recuei até Chisinau e ali, numa manhã quente e de céu azul, entrei num mini autocarro com Tulcea na ideia. Antes de alcançar a cidade tenho mais de 300 quilómetros a vencer, dois postos de fronteira a ultrapassar e uma escala em Galati, onde encontrei o Danúbio, que ali tem um esplendor monumental, ultrapassando um quilómetro de largura.

Deixei o Festival antes do cair do pano. A próxima paragem é em Constança, à beira do mar Negro. Uma das coisas que me acontece durante as viagens é fazer amigos. Em Tulcea conheci Mircea Albutiu, que me sugeriu o Hotel Palace, por já conhecer de umas quantas estadas. Alçado sobre o mar, é um edifício grandioso. Com mais de 100 anos, o Palace é metade ontem metade hoje.

Em Constança, uma visita: o Museu Nacional de História e Arqueologia. Na Sala do Tesouro, o desenho da luz conduz o olhar para as peças em exposição. A estátua da deusa Fortuna e do deus Pontos, e a estátua da deusa serpente Glykon, são requintadas raridades. Entrego de seguida o olhar a coisas miúdas, joalharia em particular. Peças singelas, nalguns casos, como um belo colar onde luzem umas quantas contas de âmbar. Penso no gosto dos romanos por este material, penso no longo caminho que percorreu, desde o litoral do Báltico ao litoral do mar Negro

Diariamente, ao final da tarde, um autocarro deixa Constança com destino a Istambul. Foi nesse transporte que alcancei o Bósforo. Ao fim de cinco semanas de estrada, o ponto final. Istambul é e não é europeia, Istambul é e não é asiática. Não sei definir melhor a cidade. Nalguns aspetos, o final da jornada assemelha-se ao começo. Tal como aconteceu em Tallinn, pergunto-me como é que Istambul não se afunda com tanto turista? E temos o âmbar, quase tão abundante quanto na costa do Báltico. No Grande Bazar, um mostruário infindável de produtos, onde os turistas e os locais muitas vezes se abastecem nas mesmas lojas, deparei-me com uma estimulante variedade de artigos âmbar. Ah! E não posso esquecer os ambarinos atavios romanos em exposição no Museu de Arqueologia.

Do princípio ao fim, esta foi uma viagem que teve a companhia do âmbar, uma resina que no passado aproximou o Báltico do Mediterrâneo, contribuiu para abertura de rotas comerciais, que mais do que vias de negócios foram também veículos de conhecimento. Uma resina à qual, pelo que vejo, o passar do tempo não retirou o poder de sedução.

Nota: Esta reportagem foi publicada na edição 262 da revista Volta ao Mundo com uma falha técnica que impediu a sua correta leitura. Esta é a versão correta e desde já pedimos desculpa ao autor e aos nossos leitores pelo sucedido. Obrigado.

Guia

Ir

A melhor opção passa por voar para Helsínquia e a partir daí tomar um ferry para Tallinn. Há vários ao longo do dia. Quanto ao transporte aéreo, a TAP (flytap.pt) voa a partir de Lisboa, à segunda, terça e sexta-feira e também ao sábado para a capital da Finlândia. Voos a partir de 290 euros.

Documentos

Passaporte ou Cartão de Cidadão para os países da Comunidade Europeia; passaporte para a República da Moldávia e República Moldava da Pridnestróvia; passaporte e visto para Kaliningrado e Turquia.

Moeda

Dada a natureza da viagem foram usadas diferentes moedas. Na Estónia, Letónia e Lituânia a moeda é o euro. Em Kaliningrado é o rublo (1€, 73 rublos); na Polónia o zloty (1€, 4,37 zloty); na Ucrânia é a grívnia (1€, 28,6 grívnias); na Roménia o leu (1€, 4,4 leis); na República da Moldávia o leu moldavo (1€, 22,4 leis moldavos); na República Moldava da Pridnestróvia (1€,12 rublos transnístrios) e na Turquia a lira turca (1€, 3,3 liras turcas.)

Quando ir

Os meses de maio e junho são os mais adequados. Setembro é uma boa alternativa. Durante julho e agosto os países bálticos e Istambul estão sobrelotados de turistas.

Comprar

Âmbar, certamente. As cidades que oferecem maior escolha são Tallinn e Riga, onde se podem adquirir joias fieis a modelos tradicionais, ou optar por joias menos convencionais, por vezes associadas a materiais como titânio, platina ou aço. As joalharias de Kaliningrado, Klaipèda e Istambul também oferecem variedade. O Museu do Âmbar de Palanga (Lituânia) e o Museu do Âmbar de Kaliningrado possuem loja própria com venda de objetos de âmbar.

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