Uma viagem de sonho pelos Parques Naturais dos EUA

Onde está a força, a essência dos Estados Unidos? Em Nova Iorque? Na Califórnia? No Arizona? Em Hollywood? Está em todos os estes sítios, mas sobretudo nos seus parques nacionais. Eis uma viagem por seis dos mais belos parques norte-americanos. Paisagens únicas, míticas, cada uma à sua maneira.

Texto de Diana Guerra e José Araújo - Fotografias Direitos Reservados 17 Oct 2016

Cem anos de Parques Nacionais

Em busca do sentimento americano

As paisagens, os povos e a cultura da América do Norte são pertenças da bagagem cultural de cada um de nós graças à imortalização de Hollywood. O imaginário de todos nós tem um pouco dos EUA. Mas para encontrar o verdadeiro Sentimento Americano, temos de ir além da fervilhante Nova Iorque, além da praia californiana, além mesmo do espírito da Smalltown que vemos nos filmes. Só nos Parques Naturais podemos encontrar a América mítica.

No sentido de preservar a integridade ecológica e histórica das maravilhas naturais dos EUA, foi criado o National Park Service, em agosto de 1916, há exatamente cem anos. É esta a entidade responsável por preservar os monumentos naturais e históricos para usufruto e apreciação do público. Hoje, o Park Service protege 401 locais, 59 dos quais são parques nacionais. A melhor forma de os conhecer é ao volante. Só trilhando a terra temos noção de como é imensa, e podemos imaginar as longas e duras viagens dos primeiros colonos, em caravanas de cavalo e carruagem.

As primeiras colónias puritanas vindas de Inglaterra instalaram-se na costa Este do continente e centravam o seu estilo de vida em torno de um firme sentido de comunidade, onde se dedicavam aos valores da devoção religiosa e retidão moral. Porém, o pulsar do continente ressoava no coração dos colonos. Uma terra vasta e misteriosa estava à espera de ser descoberta! A tentação da aventura acordou um desejo de liberdade individual que viria a caraterizar o povo americano, ditando o fim do governo puritano. Em seu lugar, nasce uma nacionalidade americana moldada pela constante expansão e por um novo conceito de fronteira – não mais seria uma barreira fixa que delimitava os povos, como acontecia na Europa.

A fronteira americana torna-se a linha que separava a civilização do mundo ermo e inexplorado, em constante progresso a caminho do Oeste. Aquilo que viriam a encontrar excederia as suas maiores expetativas. As terras eram férteis e fáceis de cultivar; os recursos, também eles abundantes, incluíam ouro e petróleo; e a paisagem, essa, era variada e incomparavelmente bela.

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