Foi uma luz nas trevas medievais, terra dos melhores artesãos e cervejeiros, o centro do Sagrado Império, a inspiração de Dürer e o berço da justiça internacional. Mas foi também incubadora das mais cruéis torturas e sede do santuário nazi de Hitler. Nuremberga ruiu mas soube levantar-se. Sobreviveu à história para poder contá-la.

Texto e Fotografias de Tiago Carrasco

A eterna musa da Alemanha

Mesmo ao lado da estátua de Albrecht Dürer, no coração da cidade antiga, uma intrigante entrada escavada no solo encaminha os visitantes para as entranhas de Nuremberga – uma rede de 24 quilómetros quadrados de túneis e caves construída há mais de 700 anos. «Esta é a parte mais intacta de toda a cidade», diz Tim Breitner, guia de 64 anos, nascido e criado na capital da Francónia durante o pós-guerra. «Foi aqui que a população se refugiou das bombas dos Aliados e salvou as peças de arte do castelo e das igrejas. No fim da Segunda Guerra Mundial, noventa por cento da cidade estava destruída.»

Logo no primeiro túnel, os destroços de um míssil e algumas fotos remetem para os tempos bélicos em que as caves serviram de bunker: ao soar das sirenes, os habitantes de Nuremberga, que hoje são cerca de 500 mil, tinham de dez a vinte minutos para se esconderem no subsolo, levando consigo os bens mais valiosos. Mesmo assim, 6000 pessoas morreram, 1800 delas a 2 de janeiro de 1945, o dia de ataques mais intensos.

A origem das caves não teve, todavia, propósitos de defesa. «Aqui, no século XII, começaram a depositar e a refrigerar a cerveja, que naquela época era mais bebida do que a água», explica Breitner. Os números comprovam-no: em 1529, calcula-se em 500 litros o consumo médio anual de cerveja de um habitante de Nuremberga, contra os 100 litros atuais. «Por ser fervida e ter acidez, não tinha bactérias, ao contrário da água, e podia beber-se sem causar problemas. As crianças também bebiam. Mas tinha menos álcool do que hoje.» Os cervejeiros sabiam o que faziam: nas profundezas não entra um raio de sol e está um gelo de arca frigorífica. Os corredores intermináveis que perfuram as paredes de arenito, muitas vezes com menos de 1,65 centímetros de altura, conduzem a espaçosas salas onde para além das bebidas os agricultores conservavam os legumes, usando alçapões e escadarias para o acesso. Centenas de edifícios têm acesso direto à rede subterrânea. A saída dá para o pátio anterior de uma das muitas casas cervejeiras – identificadas com uma estrela na parede, muito similar à de David, símbolo judaico, que Hitler diabolizou nas leis raciais de 1935, proferidas também em Nuremberga –, onde é possível degustar o malte ruivo ainda fermentado e conservado nas baixas temperaturas do útero da cidade. Tem um travo apurado, de receita antiga, vinda dos tempos medievais em que o Sacro Império Romano-Germânico fez de Nuremberga um dos seus bastiões, atraindo para a corte os melhores mercadores e artesãos.

Em 1945, quando a II Guerra Mundial terminou, perto de 90% da cidade estava destruída.

À superfície, Nuremberga preserva surpreendentemente a aura dessa época, ainda que poucos tenham sido os muros centenários que resistiram à guerra. Quase tudo o que se vê – castelo, igrejas, casas com molduras de madeira – é posterior a 1945. Nuremberga é mais recente do que a Torre Eiffel. Recriar uma cidade milenar tinha tudo para a tornar uma espécie de Disneyland da era média, uma monstruosidade, mas a reconstrução foi um milagre. Continua antiga, bela e romântica na velhice. Como se o mito que carrega a tivesse regenerado e voltado a transformar na cidade-livre dos sucessores do Kaiser Frederico I, Barba Ruiva, na musa inspiradora do pintor Dürer ou na obsessão maquiavélica do III Reich. A cidade mítica sobrepõe-se à cidade real. «Os alemães imaginaram sempre Nuremberga como a sua capital cultural e espiritual, concentrando nela sentimentos de identidade nacional», diz Stephen Brockmann, autor do livro Nuremberga – Cidade Imaginária. É um mito que nem se esconde nas caves. Está patente em cada esquina.

 

A joia da Coroa

Ninguém sabe ao certo desde quando o Castelo Imperial de Nuremberga se ergue numa colina sobranceira ao centro histórico. Está quase a completar, seguramente, um milénio, visto que a primeira referência à sua existência data de 1050, aquando de uma visita do imperador Henrique III à cidade. O que é certo é que se trata de uma das mais notáveis fortificações medievais da Europa, representando a importância do Sacro Império Romano-Germânico e de Nuremberga como um dos seus pilares. «Apesar de os imperadores não terem sede permanente, quase todos passaram longas temporadas em Nuremberga», diz a historiadora Cecil Headlam, autora das séries medievais de história de Nuremberga. «Mais que um reduto de defesa, foi um edifício político e diplomático, onde durante muito tempo se realizaram as assembleias imperiais, uma espécie de Parlamento feudal, que se seguia à coroação dos Kaisers.»

O recheio era suficiente para os figurinos de uma temporada inteira da série televisiva A Guerra dos Tronos, tal a panóplia de espadas, armaduras e indumentária da Idade Média. Por sete euros, é ainda possível visitar a fantástica Capela Dupla – um templo imperial com dois pisos –, o Poço Profundo, a Torre Redonda (uma das melhores vistas sobre a localidade), bem como o museu. Na muralha das traseiras, estão decalcadas as pegadas do acontecimento mais lendário do burgo: a fuga do barão Eppelein von Gailingen, condenado à forca em 1372, que conseguiu que o seu cavalo saltasse sobre o fosso do forte. Com muita imaginação ainda se consegue ver onde o animal apoiou as patas para saltar rumo à liberdade.

Esta foi a capital espiritual do III Reich. Mais de 70 anos depois fala-se abertamente do assunto.

Muitos não tiveram a sorte de Gailingen. Nuremberga era um laboratório de tortura onde morrer rápido era o maior desejo de todos os prisioneiros. Perto do castelo, junto ao Hauptmarkt (praça principal), estão os calabouços medievais. São 12 celas e uma sala de tortura, a Capela, equipada com utensílios macabros. A Virgem de Nuremberga (ou Iron Maiden, a Dama de Ferro), uma cápsula de ferro com formato de mulher bávara forrada com aguçados espinhos, é o mais famoso: os suspeitos ficavam em agonia no seu interior durante três dias, com os picos cravados na carne sem atingirem órgãos vitais. Se sobrevivessem ao martírio, acabavam por confessar.

O verdugo tinha tal estatuto na comunidade que a corte lhe disponibilizou uma torre para viver junto a uma ponte construída em 1457. Essa ponte sobre o rio Pegnitz – a Henkersteg, a Ponte do Carrasco – é hoje um dos locais mais fotografados de Nuremberga. Irónico, pois do século XVI ao século XIX, quando aquela era a morada do algoz, ninguém se aproximava do local, já que a profissão era compreensivelmente desonrosa para a população cristã. Mesmo ao lado, está o Weinstadel, que há mais de 600 anos era o maior armazém de vinho das redondezas, com a sua arquitetura tradicional: a base de arenito, varandins de madeira no meio e a típica fachada raiada no sótão. Uma obra-prima.

Quase tão antigas como o castelo são as colossais igrejas. Nuremberga conta com 130 torres sagradas, das quais apenas 71 escaparam ilesas aos bombardeamentos. A Frauenkirche (Igreja de Nossa Senhora), situada com o seu traço gótico no extremo oriental da praça do mercado, é a mais icónica. Foi mandada erigir pelo imperador Carlos IV, entre 1352 e 1362, sobre uma sinagoga destruída após a perseguição aos judeus, de 1349. Peter Adelman, um judeu de Cleveland, com 84 anos, olha atentamente para a estrela judaica inscrita no piso do altar. Ele nasceu num campo de refugiados no interior do castelo de Nuremberga, em 1947, depois de os seus pais terem sobrevivido ao Holocausto. «É a primeira vez que estou a visitar a cidade onde os meus pais me trouxeram milagrosamente à vida e estou emocionado por ver um símbolo judeu dentro desta igreja», diz Adelman.

Ao meio-dia os sinos tocam e o norte-americano, que estava quase sozinho, vê chegarem dezenas de outros turistas. Vêm para observar o Männleinlaufen – o relógio mecânico instalado em 1506 no exterior da igreja para comemorar a Bula Dourada de 1356, isto é, a Constituição que definiu as leis do Império Germânico. Diariamente, às 12h00, sete bonecos que representam os príncipes-eleitores giram em torno de outro, que simboliza o imperador. O espetáculo pitoresco dura cerca de um minuto. Depois, os visitantes voltam-se para a fonte dourada de 19 metros, no centro da praça, atualmente em reparação. A obra, em formato de coruchéu gótico, exibe 40 figuras coloridas, ligadas à religião, à nobreza e à filosofia, que representam a visão do mundo que o Império tinha. Diz-se que a boa sorte acompanha todos aqueles que fazem rodar as duas argolas douradas da vedação.

O Castelo Imperial de Nuremberga é referenciado desde o ano 1050. Há quase mil anos, portanto.

Na zona histórica situam-se ainda as igrejas de St. Sebald e de St. Lorenz, sendo a última a maior da cidade e atual ponto de encontro de grupos de adolescentes que, sentados à porta, bebem cerveja ao cair da noite. Estas catedrais nasceram católicas, mas são hoje protestantes. Nuremberga foi, aliás, uma das primeiras cidades a aderir ao movimento reformista de Martinho Lutero, em 1524. O clérigo aproveitou-se das 21 tipografias existentes na cidade do Pegnitz para difundir os seus ideais. «Nuremberga é os olhos e os ouvidos da Alemanha», disse Lutero.

Para lá das muralhas, na zona de St. Johannis, fica a igreja com o mesmo nome, que alberga um dos cemitérios mais notáveis da Europa, com jardins floridos e campas ornamentadas com esplêndidas esculturas. É aqui que jaz Albrecht Dürer, filho de Nuremberga e o mais proeminente artista renascentista alemão.

Dürer (1471-1528) nasceu e morreu na capital da Francónia. No número 39 da rua com o seu nome, à sombra do castelo imperial, está a casa onde viveu grande parte da sua vida e criou algumas das suas obras revolucionárias em aguarela, xilogravura e um dos autorretratos mais detalhados que as telas já conheceram. Ao contrário de outros artistas do Renascimento, sobre Dürer sabe-se quase tudo, devido ao alargado número de cartas, desenhos e anotações que o artista deixou e que chegaram aos nossos dias. Assim, os curadores da casa-museu tiveram a vida facilitada: uma reconstrução perfeita do mobiliário e dos utensílios da época ao longo de quatro andares de surpresas, aprimorada com a reconstituição do ateliê do mestre, com os materiais com que trabalhava, onde ainda é possível senti-lo a pintar ou a executar as suas impressões. A visita custa cinco euros e pode ser guiada virtualmente por Agnes Dürer, a mulher do génio, que mediante pedido pode até aparecer, encarnada por uma atriz vestida com trajes quinhentistas, para explicar às crianças as técnicas plásticas do seu marido.

No parque de Dutzendteich cheira a salsichas e a cerveja escorre desenfreadamente de grossas canecas. É a Volksfest – a festa do povo – organizada semestralmente na cidade. Há uma gigantesca roda panorâmica, carrinhos de choque e tendas compridas, onde milhares de pessoas de várias origens e etnias dançam ao som de música popular alemã. «Muitas delas não sabem que o coliseu inacabado que está colado ao recinto é o Palácio de Congressos nazi, idealizado por Adolf Hitler como expoente máximo do seu culto», diz Steffen Radlmaier, jornalista do diário Nürnberger Nachrichten e autor de várias obras sobre as cerimónias nazis em Nuremberga e sobre o julgamento dos seus líderes no término da guerra. «Nuremberga tinha para Hitler o passado imperial que se ajustava como uma luva à propaganda do partido.»

Meia dúzia de passos para fora do recinto e o calor da festa é substituído por um arrepio na espinha. Aquele é o domínio do Reichsparteitagsgeländ, a área de desfiles e comícios do partido nazi, um conjunto arquitetónico desenhado pelo lápis nacional-socialista de Albert Speer, que Hitler queria tornar uma espécie de santuário do III Reich.

Na mais conhecida das suas instalações, o Campo Zeppelin, célebre pelos discursos inflamados do Fürher para dezenas de milhares de alemães, há quem faça ginástica nos degraus da tribuna ao mesmo tempo que uma turista ajeita o cabelo para uma selfie no palanque outrora pisado por Hitler e Goebbels. No ar, um balão plana docemente. E, no meio do tremendo anfiteatro, um rapaz treina hóquei junto a um parque de estacionamento para camiões e de campos de futebol. Tudo isto cabe onde há setenta anos só cabia ódio. É uma visão velada, sem sabermos ao certo o que se esconde: a normalidade ou a aberração. Nuremberga também nunca soube ao certo o que fazer com as infraestruturas nazis – no pós-guerra, muitas foram aproveitadas como edifícios públicos, porque escasseavam os prédios intactos. Ali cantou, em 1978, o Prémio Nobel da Literatura deste ano, Bob Dylan, que revelou como era bom cantar naquele lugar, depois de interpretar Masters of War. Manutenção ou destruição? A dúvida persiste. «O exercício é pensar o que Hitler gostaria ou não que se fizesse ali. Se ele provavelmente não gostasse, essa seria a melhor solução», diz Alexander Schmidt, historiador do Dokuzentrum, o museu instalado numa das alas do Palácio de Congressos.

O Dokuzentrum é uma visita obrigatória. Acompanha todo o percurso da ideologia nazi, desde os primeiros panfletos aos campos de extermínio, com especial destaque para os desfiles, que aparece em fotografias de 1935 com o centro histórico forrado a suásticas. Hitler alinhou o seu recinto de comícios com o castelo imperial e ordenou a construção de uma monumental avenida desde a cidade medieval até ao Reichparteitagsgëland. O Palácio de Congressos, feito à imagem do Coliseu de Roma, teria capacidade para 50 mil pessoas. Tudo é violento e desmesurado. Brutalidade em pedra.

A cidade ficaria irremediavelmente ligada ao período negro da história alemã não fossem os julgamentos, iniciados em novembro de 1945 contra os máximos dirigentes nazis. Foi um período fascinante. «Não se tratava somente de punir os monstros que criaram os campos de concentração mas também era o início da reconstrução, do pós-guerra, começava também a Guerra Fria, com os Estados Unidos e a União Soviética a tentarem impor os seus interesses, com a presença em Nuremberga de grandes jornalistas e intelectuais de todo o mundo, como John dos Passos, Steinbeck e Hemingway», diz Radlmaier.

Na ala este do Palácio da Justiça, na Bärenschanzstraße, encontra-se o memorial do Processo de Nuremberga, com arquivos e explicações detalhadas sobre os julgamentos. Na Sala 600, a sala de audiências utilizada no processo, o procurador Robert H. Jackson proferiu um notável discurso de abertura, pontapé de saída para a fundação da justiça internacional, e Hermann Göring, segunda maior figura do Partido Nazi, foi condenado à morte. Acabaria por se suicidar na cela do mesmo edifício, na véspera da execução.

No Grand Hotel ficaram hospedados os juízes e advogados, os jornalistas ficaram no castelo Faber-Castell, na «casa das testemunhas», nos arredores da metrópole, estavam debaixo do mesmo teto vítimas do Holocausto e nazis, incluindo o fotógrafo de Hitler que trocava retratos do Führer por cigarros dos guardas americanos.

 

Um novo capítulo

A história faz parte do código genético de Nuremberga. Mesmo à mesa. A prova disso é o restaurante Bratwursthäusle, adjacente à Igreja de St. Sebald, que faz salsichas desde 1313. «Ficava do outro lado da igreja e alimentava os operários que construíram o edifício», diz Kai Belminger, de 49 anos, quinto proprietário da dinastia que tomou conta do restaurante depois da guerra.

Para ter a certificação de qualidade de Nuremberga, os Bratwurst têm de obedecer a regras estritas: tamanho de sete a nove centímetros, 20 a 25 gramas e a carne tem de ser triturada em raladores de 5 mm. «Tem de ser grelhada lentamente para ficar tenra. Caso contrário, fica como borracha», diz Kai. Os enchidos são servidos com Kartoffelsalat (salada de batata) ou com Sauerkraut (chucrute) e acompanhados por uma cerveja Tucher da região. A refeição custa 8 a 14 euros, dependendo da quantidade de salsichas. Outra iguaria típica é o Schäufele, naco de ombro de porco grelhado. Um prato de resistência.

Na época natalícia, altura em que Nuremberga organiza o maior mercado de Natal do país na sua praça principal, a vedeta gastronómica é o Lebkuchen, uma espécie pasteleira similar ao madeirense bolo de mel. Mas nem tudo é tradição. Nos numerosos Biergarten há pratos vegetarianos e de fusão para todos os gostos. No Frida Kahlo Art Bar Cafe, por exemplo, reina um ambiente descontraído ideal para os fins de tarde na primavera e no verão, com noites de música ao vivo e exposições de pintura. As margens do Pegnitz estão inundadas de esplanadas onde se pode tomar um cocktail com vista para as pontes.

Nuremberga está na senda de um novo capítulo, com muitos jovens estudantes e outros empregados nas enormes multinacionais sediadas na região – Adidas, Puma, Siemens ou AEG – a residir na cidade. Há vários espaços modernos a abrir. O Jazzstudio foi pioneiro. O clube de jazz, o segundo mais antigo do país, de 1954, tem uma vasta oferta de bandas, que tocam no acolhedor sótão do nº 27 da Paniersplatz. Chet Baker passou por lá. Numa cidade em que cada prédio conta um episódio, é preciso reescrever capítulos por cima de histórias anteriores. No Z-Bau, centro cultural que é uma das melhores pistas techno das redondezas, centenas de jovens dançam noite fora. Há louros, turcos, africanos, casais homossexuais e muita paz. Estão todos dentrodas antigas casernas das SS.

Dicas

Moeda: Euro
Fuso horário: GMT +1
Idioma: Alemão
Quando ir: Os melhores meses para visitar Nuremberga são entre março e outubro, mas também durante o inverno para quem gosta de neve.

 

Como ir

A Volta ao Mundo viajou com a Ryanair de Lisboa para Frankfurt-Hanh por 80 euros e de autocarro (Flix Bus) de Frankfurt para Nuremberga, por 12 euros (3h30 de viagem). Não há voos diretos de Portugal para Nuremberga mas a Lufthansa tem ligações com escala de duas horas em Munique por 230 euros, ida e volta.

 

Dormir

Le Meridien Grand Hotel
Não é só o requinte e a comodidade. O Grand Hotel ocupa um lugar na história da cidade por ter alojado os principais juízes e advogados durante os julgamentos aos líderes nazis, em 1945. Está estrategicamente localizado, diante da estação central de comboios e a poucos minutos da zona histórica e do Neues Museum, o museu de arte contemporânea, cuja entrada é livre para todos os hóspedes do hotel. Tem 192 quartos e 4 suites.
Bahnohotstrasse, 1-3
Tel.: +49 911 2322 0
Quarto duplo a partir de 130 euros
emeridiennuernberg.com

Hotel Deutscher Kaiser
É sempre fascinante dormir num hotel fundado no século XIX, mais precisamente em 1889. Mas o Kaiser soube adaptar-se ao século XXI e tem hoje as suas salas completamente renovadas e equipadas com ecrãs da última geração, wi-fi e quartos inteligentes, tudo isto atrás de uma fachada tradicional da Francónia e de quartos com um acolhedor soalho de madeira. Vai sentir-se na Nuremberga imperial mas com o conforto moderno.
Königstraße, 55
Tel.: +49 911 242 660
Quarto duplo a partir de 138 euros
hoteldeutscherkaiser.de

Hotel Drei Raben
É regularmente incluído nas listas dos melhores hotéis alemães de quatro estrelas. Tem um estilo boutique de design sofisticado, com a decoração dos 22 quartos duplos inspirada em diferentes personagens, histórias e mitos de Nuremberga. O próprio hotel inventou a sua lenda: diz que os três corvos (tradução de Drei Raben) estiveram séculos pousados na chaminé do hotel e trouxeram as histórias da cidade.
Königstraße, 63
Tel.: +49 911 274380
Quarto duplo a partir de 150 euros
hoteldreiraben.de

 

Comer

Bratwursthäusle
Há vários bons locais para comer as pequenas salsichas autóctones da Francónia, mas o Häusle destaca-se pela esplanada situada entre a praça principal e a majestosa Igreja de St. Sebald e pela sua longevidade – tem mais de 700 anos. Peça uma dúzia delas com salada de batata ou, caso tenha pressa, a clássica Drei im Weggl, ou seja, três salsichas no pão.
Rathausplatz,1
Tel.: +49 911 227695
Preço médio: 13 euros
die-nuernberger-bratwurst.de

Schäufelewärtschaft
Em 2005, 36 amigos, fãs de carne de porco, abriram este restaurante que é especializado na confeção de Schäufele, um naco retirado do ombro do suíno. O nome quer mesmo dizer «Amigos do Porco da Francónia». É servido com um grande dumpling de batata, por 9,50 euros. É uma poupança, porque provavelmente não vai querer comer mais nesse dia.
Schweiggerstrasse, 19
Tel.: +49 911 4597325
Preço médio: 10 euros
schaeufele.de/das-gasthaus.html

Frida Khalo Art Bar Cafe&Food
Local perfeito para um final de tarde quente em Nuremberga. O Biergarten, o pátio, está sempre repleto com casais, famílias e grupos de amigos a jantar ou a beber deliciosos cocktails. Prove as tortilhas e os caris.
Pleydenwurffstraße, 1
Tel.: +49 911 56836434
Preço médio: 15 euros
cafe-fridakahlo.de

Albrecht Dürer Stube
Se visitar a casa de Dürer à hora de almoço ou perto da hora de jantar, contorne a esquina e encontre o Stube, imperdível para os fãs da superestrela renascentista de Nuremberga. Antes da refeição, beba uma das tradicionais cervejas de trigo de Nuremberga e delicie-se depois com as várias receitas de carne de porco, inclusive uma com carne crua. Até o chef Jamie Oliver já experimentou .
Albrecht-Dürer-Strasse, 6
Tel.: +49911227209
Preço médio: 18 euros
albrecht-duerer-stube.de

 

Comprar

Nuremberga tem uma das mais vastas zonas pedonais das cidades europeias, repleta com lojas de marcas multinacionais e locais. Na Kaiserstraße estão os negócios de luxo, a alta-costura, a joalharia e a decoração de interiores. No entanto, é a Karolinenstraße que é conhecida como a melhor rua para shopping na cidade. Nas ruas estreitas junto ao castelo também se encontram verdadeiras relíquias. E no mercado central pode encontrar também excelentes recordações. Se gosta de desporto, fica a dica: o quartel-general da Adidas, que fica a 30 minutos de Nuremberga, em Herzogenaurach, tem um enorme outlet.

Consultar

https://tourismus.nuernberg.de/en.home.html
germany.travel

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