Frenética e inspiradora, Amesterdão é um valor seguro. Tem arte, arquitetura, bares, restaurantes e vida ao ar livre doze meses por ano. Com frio ou ao sol, junto aos canais ou pelos corredores de um museu, a cidade holandesa é a rainha das escapadinhas.

Textos de João Tomaz e Ricardo Santos

Sempre que Amesterdão é referida, logo surgem os coffee shops (em que drogas denominadas leves são vendidas e consumidas) e o Red Light District – a área onde as trabalhadoras do sexo se exibem em montras -, símbolos da liberdade de costumes praticada pelos holandeses. Estes são apenas dois dos muitos elementos diferenciadores desta cidade onde se celebra a vida. Entretenimento, cultura, gastronomia e lazer em doses desmesuradas são ofertas disponíveis no centro da “Veneza do Norte”, como é conhecida Amesterdão devido aos mais de cem canais e milhar e meio de pontes que a integram. Este acaba também por ser um autêntico centro comercial gigantesco ao ar livre. Vender, não importa o quê, parece estar na ordem do dia, saltando à vista (e às carteiras) dos visitantes uma das principais razões de a Holanda ser um dos países com melhor nível de vida da Europa e do mundo.

Não menos percetível será o elevado civismo e a tolerância dos holandeses. Convém, no entanto, advertir para uma situação em que estes comportamentos se desvanecem, representando um risco para os mais desatentos: habitantes locais sentados numa bicicleta em movimento. Os ciclistas atuam como se tivessem prioridade sobre os automobilistas e peões, reservando ainda alguma antipatia para os desatentos turistas que circulam calmamente pela cidade utilizando este meio de transporte. Recomenda-se prudência aos pedestres.

Design, moda, música, gastronomia, arte, antiguidades. Há de tudo nesta cidade holandesa.

Numa estada curta, a Estação Central é um bom local de partida para descobrir Amesterdão. O edifício do final do século XIX, concebido por Pierre Cuypers, também arquiteto do Rijksmuseum, é imponente. Na sua retaguarda encontra-se a estação de ferry que liga à parte norte da cidade e a uma zona requalificada, beneficiando agora de edifícios modernos e várias esplanadas. O porto está a curta distância.

Da estação para a Dam, a praça mais emblemática da capital holandesa, a distância é curta. Nesta destacam-se o palácio real e o memorial às vítimas da Segunda Guerra Mundial, bem como a oferta de artistas de rua, nomeadamente homens-estátua para todos os gostos.

De costas voltadas para a estação, passando pelos edifícios da Dam em qualquer direção, há um aparente emaranhado de canais. Os quatro principais – Singel, Herengracht, Keizersgracht e Prinsengracht – são semicirculares, atravessam a cidade de este a oeste e cruzam com várias dezenas de canais secundários, assemelhando-se, de um ponto de vista aéreo, a uma teia de aranha delineada metodicamente.

Apesar de a maior parte dos canais serem idênticos, percorrê-los (de barco ou a pé pelas margens) nunca se torna monótono. Tal se deve às pontes e aos prédios, muitos deles estreitos, porque era pela dimensão da fachada que se determinava o imposto devido, e tortos, devido à moleza dos terrenos em que foram fundados.

O preço de uma cerveja numa esplanada de Amesterdão ronda os três euros. Um copo de vinho pode começar nos 4,50 euros. (Se pedalar, não beba)

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Os muitos parques e zonas verdes da cidade contribuem para a alta qualidade de vida dos habitantes.

Se o tempo escassear, decida-se por sudeste. Encontrará o Red Light District, a casa de Anne Frank, a casa Rembrandt, a Magere Brug, no rio Amstel, conhecida por Ponte Magra, a praça dos museus, o Artis, um dos mais antigos jardins zoológicos no mundo, o vasto e belo parque Vondel ou a sinagoga portuguesa, entre muitas outras atrações. Prepare calçado confortável, olhe sempre para os dois lados antes de atravessar as ruas, não se aproxime demasiado dos canais e passe um fim de semana inesquecível em Amesterdão.

A Transavia voa para Amesterdão a partir de 52 euros por percurso. Mais informações em transavia.com

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