Como o convite para um casamento se transforma numa viagem épica por algumas das praias mais deslumbrantes da riviera turca. Tome nota: Kabak, Fethiye e Kas.

Texto Avani Ancok
Fotografia Manuel Trindade

O convite para o casamento de Sanem e Niels, em setembro, em Lüleburgaz, a oeste de Istambul – e para nos juntarmos à lua-de-mel na Riviera Turca, em Kabak –, chegou por e-mail e desde logo assustou alguns amigos, que recusaram a viagem até à Turquia.

Aceitámos de imediato, desejosos de ver a paz instalar-se definitivamente na Turquia, e nos corações de todos os homens, independentemente da sua nação ou religião. O que nos move é o amor. O que nos guia é a vontade de viajar, de conhecer o mundo. Não temos televisão e não vemos muitas notícias, por isso não temos medo. Compramos as viagens, as prendas de casamento, fazemos as mochilas e começamos a sonhar com a liberdade e a democracia a tornar-se uma realidade neste destino com tantos tesouros por descobrir. Pergunto aos amigos turcos Sinan e Murat se é seguro uma mulher viajar sozinha pelo país. Quero ter duas opiniões. Embora algumas zonas sejam bastante seguras, e as pessoas muito abertas, não mo aconselham. Ser rapariga e não falar uma palavra turca não ajuda. O melhor é ir numa viagem romântica, com a família ou assim, numa viagem com amigos.

A noiva é turca e o noivo holandês. Vivem juntos há vários anos na Holanda, mas toda a família da noiva está na Turquia, impaciente, à espera da grande celebração. Tal como nós, outros amigos convidados pelos noivos também não temem a instabilidade política. A amizade fala mais alto do que qualquer receio de atentados, golpes militares ou ataques bombistas, e aterramos com grande entusiasmo no Aeroporto Internacional Atatürk da gigantesca e na interminável Istambul, onde nos espera o shuttle de ligação a Lüleburgaz.

Os casamentos nesta província de Kırklareli, na região de Mármara, começam na noite anterior ao dia da boda. Faz bastante calor. As estrelas brilhantes e a Lua sorriem no céu. Entramos num conto de fadas. O jardim, ricamente decorado com sofás e pufes coloridos, com árvores de fruto recém-plantadas em homenagem aos noivos, com baloiços enfeitados e suspensos nas árvores altas, aguarda por uma princesa. Quase ninguém fala inglês ou francês, mas percebemos por gestos engraçados que todas as amigas da noiva vão pôr flores no cabelo, tocar pequenos instrumentos musicais e acender velas. Essa luz encanta o jardim e cintila nas nossas mãos, enquanto dançamos em volta da noiva, saída de um conto da Sherazade e das Mil e Uma Noites. Tem nas mãos pintada uma hera, e dança feliz, ainda afastada do noivo, com um longo vestido vermelho de seda turca muito bonito, cheio de brilhantes e dourados.

Neste casamento não há alianças, nem bolo, nem padres, nem sequer alguns rituais obrigatórios que a tradição ainda impõe mas que a noiva recusou.

É servida comida. Alguns dos vegetais, como os suculentos tomates, foram apanhados da horta local umas horas antes. A gastronomia turca, muito próxima da dieta mediterrânica, ainda está a revelar-se, mas aos primeiros sinais já faz parte da nossa lista das melhores do mundo. A deliciosa manteiga de sésamo tahíni e o iogurte local que acompanha os pratos salgados indicam que é bastante fácil ser vegetariano neste país, e alegramo-nos. Rakı é a bebida nacional da Turquia. É um licor feito de uvas e que cheira a perfume. Tem um sabor e aroma intenso a anis. É bastante forte, com mais de quarenta por cento de álcool. Como geralmente tem de ser diluído em água gelada, corre-se o risco de acabar com todo o stock e ficar com uma valente ressaca quase sem dar conta.

Subitamente, alguém liga uma coluna potente ao portátil em cima da mesa. Música turca jorra do YouTube, o volume está no máximo. O noivo entra no jardim e abraça finalmente a noiva. Beijam-se apaixonadamente. Familiares começam a cantar e a prender com alfinetes muitas moedas de ouro e fios de ouro nas roupas dos noivos. Os turcos adoram dançar. Até às três da manhã não conseguimos parar de dançar, possuídos, enfeitiçados pelo ritmo acelerado das tradicionais danças de roda turcas, mãos dadas, pés descalços na relva, com as avós e os tios da noiva. Não falamos uma palavra turca, mas isso não impede uma noite inesquecível de sorrisos e abraços calorosos. O coração fala sempre por nós quando não entendemos um idioma.

No dia seguinte, ao anoitecer, os melhores músicos da região sobem a um palco enorme, a dança começa para os mais de trezentos convidados e a festa prolonga-se até de manhã. Neste casamento não há alianças, nem bolo, nem padres, nem sequer alguns rituais obrigatórios que a tradição ainda impõe mas que a noiva recusou. No entanto, há um baú mágico. Uma arca talhada de madeira foi colocada no jardim debaixo do grande salgueiro, com uma vastidão de lenços de seda coloridos, meias de dormir, xailes de caxemira, tudo bordado à mão pela avó da noiva com muito amor desde a sua infância até ao dia da boda. Cada convidado tira de dentro do baú mágico uma peça como recordação. Sentimo-nos mais felizes do que a Cinderela antes da meia-noite. Sentimo-nos em casa. Despedimo-nos da família da noiva com promessas de voltarmos um dia, sem sabermos ainda que vamos encontrar durante a viagem turcos extraordinários que nos acolhem nas suas casas, sem nunca nos terem visto antes.

Lua-de-mel no coração da terra da luz

De Istambul à Riviera das mais belas praias da Turquia. Primeiro de avião, depois em carro alugado, por estradas de alcatrão e terra batida.

Viajar dentro da Turquia é fácil e barato. De Istambul para Kabak há várias opções por terra ou por ar. Ainda arriscamos a sorte com a BlaBlaCar local (ferramenta online de partilha de automóveis), mas como ninguém responde às nossas reservas, talvez por não falarmos turco, resolvemos ganhar tempo e viajamos com uma companhia aérea local.

Menos de duas horas de voo e estamos no paraíso. Encontramos enseadas protegidas e de difícil acesso por terra, montanhas íngremes avançando sobre o mar azul, calmo e cristalino. Há ilhas paradisíacas. Estamos nas mais bonitas praias da Turquia. Fethiye, cidade portuária rodeada de montanhas, fica na província de Muğla e é conhecida como a Virgem do País da Luz. É o melhor ponto de partida para explorar a ancestral Grande Rota Lícia. Aqui habitaram os lícios, o povo da Terra da Luz, e mais tarde bizantinos e otomanos.

A Lícia é uma antiga região da Ásia Menor, na atual Turquia. Durante o primeiro milénio antes de Cristo desenvolveu língua e cultura próprias.

Uma boa maneira de viajar é alugar uma scooter ou um carro numa agência rent-a-car local em Fethiye. Os preços cobrados por um ligeiro não ultrapassam os 15 euros por dia. Kabak, pérola secreta no coração da Riviera Turca, é um vale encantado, rodeado por altas montanhas e florestas. Depois de deixarmos para trás destinos mais turísticos, a estrada de alcatrão termina, e entramos por uma estrada de terra, que começa a descer vertiginosamente. Vamos a pique, serpenteando, em direção ao coração da Terra.

Esta enseada de sonho era uma praia exclusiva dos poucos habitantes da aldeia de pescadores até há meia dúzia de anos, quando surgiu o primeiro resort, com cabanas de madeira e desenhado para receber turistas e grupos de yoga e meditação.

Ömer Kıvrak dá-nos as boas-vindas no Sea Valley Bungalows & Camping. Trabalha como gerente desde que começou, há mais de quatro anos, sem um dia de férias. Estudou Economia na universidade e ainda trabalhou como diretor de um banco, mas o turismo é a sua paixão. Não conseguiria viver em Istambul ou em Ancara longe do mar e do sol. Não quer casar-se nem ter família, confessa-nos que ainda se sente muito novo, mas um dos seus sonhos está quase realizado. Está a juntar dinheiro para comprar um terreno e construir mais um resort de luxo com spa. O sorriso bonito não se apaga quando falamos da situação política, mas as lágrimas quase assomam à sua voz quando nos diz: «Há poucos dias li num grande jornal inglês um artigo que recomendava evitar a Turquia como destino de férias, mas isso não é informar, não é verdade que seja perigoso. Eu tenho curdos na minha família. É apenas um grupo étnico que defende a sua independência. As notícias de bombas geralmente não têm nada que ver com isto. Não podemos fechar as fronteiras aos nossos irmãos sírios que fogem da guerra. Temos de aprender a viver como irmãos e respeitar toda a gente, sem importar de onde és ou qual a tua religião. Acredito que daqui a dez anos, ou menos, as mentalidades e atitudes terão mudado, a Turquia vai mudar e abrir-se, ser um país novo e livre.»

Muitas das deslumbrantes praias em volta, como Paradise Bay, Butterfly Valley ou Pirate Bay, só se alcançam por mar, por isso alugamos o barco do jovem capitão Hüseyin e passamos um dia inesquecível a fazer snorkeling, a visitar grutas debaixo de água, a trepar a cascatas «extremamente perigosas» e a descobrir ruínas de antigos abrigos dos piratas. Nalgumas destas praias o acesso noturno é interdito. São santuários para as tartarugas- -comuns, que vêm aqui desovar. Há sinais por todo o lado a pedir para não levarmos lanternas nem música para o areal durante a noite. Descobrir que podemos contemplar a Lua e as estrelas que brilham no céu em silêncio revela-se uma experiência maravilhosa. Aqui não há mesquitas, nem o som habitual do altifalante a chamar para a oração, e contam-se pelos dedos duma mão as turcas com cara tapada e vestidas de burkini até aos pés.

Paradise Bay, Butterfly Valley e Pirate Bay são nomes de praias só alcançáveis por mar.

Depois da meditação matinal cruzamo-nos com um jovem turco, piloto de aviões que quer ser agricultor biológico, fazer uma horta e aprender permacultura. Ficamos impressionados com a sua história. Certo dia, antes de um voo, recebeu uma notificação sobre um carregamento que seria transportado junto com a bagagem dos passageiros no porão do Boeing. Já antes havia notado coisas estranhas a bordo. Mais uma vez desconfiou, mas desta vez resolveu ir ver com os seus próprios olhos. Nem queria acreditar no que estava dentro das caixas– armas. Incrédulo e desiludido por ser proibido transportar sementes, mas poderem levar armas, deixou o emprego e procura um part-time como piloto em pequenas companhias comerciais. Queremos trocar contactos mas não é fácil, as suas contas de e-mail e Facebook foram fechadas por motivos de segurança.

Kabak Koyu ainda é um dos segredos mais bem guardados da Turquia. Há alojamentos para todos os gostos e todas as bolsas. Há animação, festas e concertos de música ao vivo. Quem dera que a vida fosse uma eterna lua-de-mel. Apetece ficar aqui para sempre. Despedimo-nos dos noivos, dos amigos, e partimos à aventura.

A Riviera Turca é rica em atividades recreativas, de aventura e de bem-estar como mergulho, vela, caiaque, BTT, asa delta, canoagem, canyoning, trekking, yoga e spa. E também é famosa pelas suas antiguidades. Para os amantes de história há muito a descobrir. As ruínas da antiga Lícia estão por toda parte, bem preservadas.

Antes de seguir viagem, ao encontro da pitoresca vila de Kas, paramos para um mergulho no mar e na história turca, em Patara Beach, uma pérola de arqueologia no coração do mediterrâneo. São 12 quilómetros de areia fina, sem resorts, sem turistas, repletos de lendas e cujo acesso é pago, para ajudar a manter tudo limpo e preservado. Além do antigo teatro romano com capacidade para mais de cinco mil espetadores, há outros monumentos impressionantes. Paramos para comer e encontramos Semih Nml, um jovem simpático que, tal como nós, também regressa da festa de casamento de uns amigos. Gentilmente, oferece-nos o cartão de entrada na praia de Patara. Já não lhe faz falta. Semih formou-se em Engenharia do Ambiente e adora viajar de moto para sentir a liberdade sobre duas rodas a mais de trezentos quilómetros por hora. Trocamos e-mails, fotos, abraços e dicas de locais por onde já passámos e outros que ambos queremos ainda explorar nesta fantástica Riviera.

Em Kas, o coração da Terra da Luz, ficamos alojados perto do centro, na calma da pequena península rodeada de ilhas paradisíacas. É uma praia privada com bandeira azul, onde as tartarugas-gigantes nos vêm saudar, no meio de centenas de peixinhos coloridos, quando nadamos nas águas tépidas e transparentes. Mehmet Çapa, herdeiro de uma das mais ricas famílias turcas desde os tempos otomanos, tem um coração generoso e trata todos os empregados do seu hotel de forma muito humana. Gosta de ver todos à sua volta felizes. Era muito jovem quando percebeu que a vida é uma passagem rápida, na qual podemos deixar uma marca de bondade e seguir os nossos sonhos. Por isso, abandonou a agitada Istambul para dar a volta ao mundo. Hoje, só lhe falta conhecer três países, entre os quais Portugal. Este amável viajante do mundo recebe-nos no hotel de luxo que construiu há dezoito anos como se fôssemos amigos e promete-nos que a sua próxima viagem será por terras lusitanas, onde esperamos retribuir a gentileza.

Kaş é uma pequena vila de pescadores que se tornou turística. Fica a 168 quilómetros de Antalya, a capital provincial.

À beira de uma das piscinas deste pequeno hotel, a conversa gira à roda das últimas notícias. Çapa é direto e fala sem medo: «O turismo caiu mais de noventa por cento porque as notícias sobre a Turquia mentem, são falsas. Os nossos políticos não estão bem, não são pessoas normais como nós, estão a brincar com pessoas inocentes, a usar muito dinheiro para bombas e guerras, porque há interesses terríveis.» Çapa acredita que em breve a Turquia será livre. A mesma esperança é partilhada pelo jovem gerente Ali Gökhan, filho de um amigo do dono do Club Çapa Hotel, que trocou a Florida, ondemorava, para regressar ao seu país. Num inglês perfeito faz-nos sentir em casa e guia-nos apaixonadamente pelas maravilhas e pelos encantos desta região.

Kas deslumbra-nos com as suas praias de água turquesa cristalina, muitas com acesso direto da rua, da esplanada do bar ou do hotel para o mar, um sonho real para quem não aprecia areia. Os turcos têm mãos de ouro, são artistas fabulosos. AlpaslanAkbayrak, o simpático dono da loja de tapeçaria e joalharia da Marina, explica-nos que os seus móveis e peças de mobiliário não são para venda, são meramente decorativos, mas os nossos olhos não conseguem descolar facilmente. Fazemos compras nas lojas de artesanato e passeamos pelo centro histórico. Há homens a tocar alaúdes e mulheres a bordar na rua, uma árvore muito antiga e onde, no seu tronco, cabemos em pé. Se formos ao cabeleireiro ou ao barbeiro, ou a uma loja comprar meias turcas, servem-nos sempre chá ou café turco. Adoro este gesto simples, que vimos em todo o lado. Não é tanto pelo que é oferecido, mas pelo gesto. Temos sempre algo a aprender uns com os outros. Sentamos-nos numa esplanada. Pedimos bulgur com especiarias e pide, uma espécie de piza de legumes em forma de barco. Provamos os pratos tradicionais desta gastronomia deliciosa.

Estamos onde o coração do Oriente e o do Ocidente se cruzam, se unem. Temos uma ilha grega à frente de nós, e neste momento sentimos o mesmo fascínio das antigas civilizações que por aqui passaram – este é um lugar abençoado. O esplendor da Riviera Turca atinge o seu ponto mais elevado em Kas. Pouco turístico, reúne tudo para umas férias perfeitas. Invade-nos um profundo sentimento de paz e gratidão. Queremos continuar a saborear esta boa energia e, depois da aula de yoga no hotel, fazemos reserva no spa da marina. As massagens são mimos que todos os viajantes apreciam, e não somos exceção.

O banho turco é mesmo obrigatório. No tradicional Old Turkish Bath parece que nos vão arrancar a pele do corpo com uma luva esfoliante que chega até ao ombro do massagista. Felizmente, depois de sobrevivermos a esta esfrega, e eventualmente depois de todas as criaturas invisíveis e indesejáveis terem deixado a nossa pele, podemos respirar fundo. O som da água a cair dentro das bacias de cobre deixa-nos ainda mais relaxados, e o que vem a seguir faz-nos rir. Imaginem primeiro uma fronha de almofada ou travesseiro que enchem com água e sabão. Depois, o massagista sopra lá para dentro com toda a força que tem nos pulmões e acabamos cobertos por uma verdadeira montanha de espuma. Agora, sim, a massagem suave com espuma leva-nos ao céu.

Çağdaş é o saxofonista da Orquestra da Rádio Nacional Turca, não tem religião nem acredita em Deus e gostava que as mesquitas tivessem outra utilização. Para este professor de Música, as religiões são a origem de guerras e conflitos. Sente muita pena das mulheres que tem de se tapar e esconder. Cansu, a sua namorada, é designer de sobrancelhas. Encontramos Çağdaş no regresso dum concerto em Ancara. Oferece-nos estada na sua casa em Istambul. Temos menos de dois dias para a capital turca e começamos com uma divertida visita guiada às instalações da Rádio Nacional. Para quem vem dos tempos das rádios piratas em Portugal, assistir aqui a um ensaio ao vivo é uma cereja recheada de boas memórias.

Çağdaş conta-nos que comprou o primeiro saxofone em segunda mão, às escondidas do pai, depois de um professor lhe ter dito que devia ouvir jazz, que era bom para o cérebro, para abrir a sua mente. Leva-nos a uma loja de música perto da sua casa, onde nessa altura adquiriu todos os mestres de jazz. Era miúdo e durante anos praticou sozinho, apenas tentando imitar o que ouvia no walkman. Rimo-nos quando nos segreda que ficava muito frustrado por o seu instrumento não conseguir reproduzir o mesmo som do grande Dizzy Gillespie. Só muito mais tarde descobriu que tentava imitar um dos maiores trompetistas do mundo. E só muito mais tarde, na universidade, encontrou um departamento de jazz. Hoje, é um dos melhores músicos do país, e passados quase vinte anos, são os seus CD que estão à venda nesta mesma loja.

Guia para a Riviera Turca

Documentos: Passaporte
Moeda: Lira turca; 1 euro: 3,85 TRY
Fuso horário: GMT +3 horas
Idioma: Turco

Ir
A TAP (flytap.pt) tem ligação direta de Lisboa para Istambul sem escalas, a partir de 227 euros. O tempo total de voo ronda as cinco horas. Para as ligações internas, por exemplo de Istambul para Antalya, há várias opções. Recomenda-se a Turkish Airlines, com preços a partir de 15 euros por trajeto. Para circular pela Riviera Turca, a melhor hipótese é alugar localmente um automóvel. Os preços rondam os 15 euros por dia, um pouco mais se optar por uma das rent-a-cars mais conhecidas.

Dormir
Na Riviera Turca e em Istambul não faltam hotéis para as mais variadas bolsas. Junto à praia, em cidade ou em plena montanha, tudo depende do que se procura. Os resorts são quase sempre de qualidade, nas imediações da praia e até com praia privativa. Eis algumas sugestões.

Sea Valley Bungallows & Camping
Em Kabak, a curta distância do mar e com a presença da montanha por perto. Conjunto de Bungalows e casas nas árvores em perfeita ligação à natureza. Preços a partir de 57 euros por noite para duas pessoas.
seavalleybungalows.com

Club Çapa Hotel
Está localizado a cerca de três quilómetros do centro de Kas e da sua animada vida noturna. Ostenta apenas duas estrelas, mas os seus 22 quartos são um autêntico achado na região. Tem praia privativa, piscina, wi-fi e é um dos melhores exemplos de uma boa relação qualidade-preço. Quartos duplos a partir de 40 euros por noite com pequeno-almoço.
kashotelsguide.com/club-capahotel

Comer
A gastronomia turca é de cariz mediterrânico, como não poderia deixar de ser. É muitas vezes comparada à grega, mas não refira isso em voz alta para não arranjar «problemas» com os seus amigos turcos. É condimentada, assente em receitas tradicionais e assiste-se cada vez mais a uma internacionalização dos pratos.

Restaurante Natur-El
Cozinha tradicional turca no seu melhor. Legumes, massas, peixe, marisco e sobremesas preparadas com tempo e devoção. Fica bem no centro de Kas, numa das artérias mais movimentadas, a Rua Gursoy. Preço médio: 15 euros.
natur-el.com.

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Desportos Náuticos
Paradise Bay, Butterfly Valley ou Pirate Bay são três das muitas praias que poderiam servir de postais desta região. Há atividades para todos os gostos, como fazer snorkeling, visitar grutas, trepar cascatas, fazer mergulho, vela, caiaque, canoagem ou canyoning.

Natureza
BTT, asa delta trekking, yoga e spa são outras atividades que a maioria dos hotéis da região preparam para os visitantes. E não se esqueça do famoso banho turco.

História
Em Patara Beach, praia de doze quilómetros de extensão em pleno Mediterrâneo, não há hotéis, somente poucos turistas. O acesso é pago (cerca de um euro) para que tudo seja mantido limpo e preservado.


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