As imagens tornaram-se virais. O vídeo do passageiro vietnamita, a bordo de um avião da United Airlines forçado a desembarcar, pode ameaçar o futuro da agência de segurança nos dois principais aeroportos de Chicago, hoje em foco num Conselho Municipal.

O vídeo colocou a polícia do aeroporto em risco, disse o vereador Chris Taliaferro, que vai pedir, juntamente com outros membros do conselho da autarquia, explicações à companhia aérea e ao departamento de aviação de Chicago (noroeste) sobre a razão pela qual o médico do Kentucky foi arrancado violentamente do assento depois de ter recusado sair do avião.

Entre as principais questões do Conselho Municipal de Chicago está se os agentes do aeroporto têm autoridade para entrar nos aviões. Estes não fazem parte da força policial regular da cidade, recebem menos formação, e não podem andar com armas de fogo dentro da área do aeroporto.

Na terça-feira, o presidente da transportadora aérea United Airlines pediu desculpa ao passageiro que foi expulso à força de um aparelho da companhia em Chicago. Passadas 48 horas, o incidente provocou indignação em todo o mundo.

Oscar Munoz, em comunicado, qualificou o incidente como “verdadeiramente horrível” e que “ninguém deve ser tratado daquela maneira”. No texto esclarece que a empresa “assume as suas responsabilidades e vai compor as coisas”, acrescentando que “nunca é tarde demais para fazer bem”.

Os advogados do passageiro, David Dao, indicaram, por seu turno, que este continuava internado e que não iria fazer qualquer declaração nos próximos tempos. O ‘mea culpa’ de Munoz contrasta com o tom adotado inicialmente, na madrugada de terça-feira, pelos empregados da transportadora aérea, uma das três maiores norte-americanas.

Neste primeiro texto, o passageiro, um médico de origem vietnamita que vive nos Estados Unidos há alguns anos, era qualificado como “perturbador e agressivo”.

As ações da United perderam na terça-feira mais de 1%, ou seja, cerca de 250 milhões de dólares (236 milhões de euros) de capitalização bolsista.

Até a Casa Branca lamentou o incidente, que classificou como “infeliz”. O porta-voz, Sean Spicer, afirmou que “é perturbador ver como tudo foi gerido”.

Lusa


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