Montanhas, oceano, dinossauros, património, gastronomia, cultura, desporto, arquitetura. É só escolher: as Astúrias têm. A hora e meia de voo de Lisboa ou a cinco horas de carro do Porto, há um principado com alma de país pronto para agradar.

Texto de Ricardo Santos

Se queres compreender as Astúrias, tens de entender os três M: Mar, Montanha e Maçã». Quem o diz é David, guia turístico em Oviedo, a capital desta região espanhola. Estamos encostados a um dos varandins da praça principal da cidade, frente à Catedral de São Salvador. Pergunto-lhe como se podem definir então os habitantes de Oviedo e que diferenças têm para os seus vizinhos das outras cidades asturianas. Ri-se, baixa a cabeça e olha para o lado, naquele jeito de quem quer responder, mas tem receio de ser demasiado cru. Volta a fitar-me: «Escuta, não é fácil.» E continua a explicar-me a importância da catedral de Oviedo para os Caminhos de Santiago.

Veja quanto lhe pode custar a viagem às Astúrias

Quando se pensa em Astúrias, temos duas hipóteses: reconquista cristã da Península Ibérica e/ou Picos da Europa. Começamos pela segunda. Pela montanha. Afinal, trata-se do primeiro Parque Nacional espanhol e, em 2018, comemora 100 anos desde a fundação. Instalado em terras das Astúrias, mas também de Cantábria e Leão, é um ponto de orgulho para todos. E com legitimidade. Três maciços (Cornión, Urrieles e Ándara) com picos acima dos 2600 metros de altitude tornaram ainda mais perfeita a imagem que se tem desde os dois lagos de Covadonga Enol e Ercina. E no meio de ambos, o ponto de vista ideal: La Picota, um miradouro para o manto verde, para as montanhas nevadas e para as vacas que por ali pastam.

As curvas apertadas, montanha acima, são passerelle para a elite do ciclismo mundial desde 1983, quando a Volta à Espanha aqui terminou pela primeira vez. Fazer o caminho inverso é bem mais fácil. E de carro, num instante se chega à gruta de Covadonga, local histórico e religioso. Terá sido aqui que Dom Pelayo, primeiro rei das Astúrias, se refugiou com os seus homens na Batalha de Covadonga, o primeiro passo para a reconquista cristã da Península Ibérica no século VIII. A Virgem Maria tê-lo-á ajudado e hoje visitar a gruta – La Santa Cueva – é tradição. Para os asturianos, principalmente, mas também para todos os turistas que aqui chegam. Fica o conselho: 08h30 da manhã, se quiser deslumbrar-se com a construção e com a natureza sem ninguém por perto.

O primeiro Parque Nacional de Espanha – o dos Picos da Europa – foi criado em 1918.

Não faltam grutas nos Picos da Europa. Nem ursos, são quase trezentos. Lobos também os há, mas os seres vivos mais famosos da região são os queijos. Só podem estar vivos, tais são as mutações por que passam até chegar ao ponto de consumo. O Cabrales, por exemplo, feito com leite de cabra e de vaca, que passa quatro a dez meses numa gruta húmida até se transformar num produto de denominação protegida. Jessica Lopez Fernandez é queijeira mais o marido. Uma vez por semana sobe às grutas à volta de Sotres para limpar, controlar, pegar ou largar mais queijos que serão vendidos entre os 16 e os 30 euros por quilo na Quesería Maín. Dá-nos três a provar, com níveis diferentes de cura. O mais antigo é verde, em pasta. O mais recente, branco. O do meio é o melhor dos dois mundos. Ao lado, o copo de sidra. «E então, qual é o mais forte?» Este. A resposta dada está certa e seguimos em frente. Na memória, aquela gruta escura, forrada a prateleiras de queijos a absorver o que a montanha lhe dá. Mais direto do produtor é quase impossível.

(Foto Turismo das Astúrias / Paco Currás S.L.)

 

Felizmente não é apenas bolor que as grutas das Astúrias criam. Também há estalactites, estalagmites, galerias, túneis e um segredo com 45 mil anos. Pablo Solanes é espeleólogo e, com o paleontólogo Adrian Alvarez, leva-nos à Cueva La Peruyal. Foi descoberta em 1970, por académicos britânicos que desceram os 12 metros verticais para se surpreenderem com uma gruta de seiscentos metros de extensão, trinta de profundidade e um fóssil de um animal. Ali, no interior da terra, longe da luz. Um urso, disseram. Estudos recentes provaram o contrário – é um fóssil de rinoceronte com cerca de 45 mil anos. Sim, havia rinocerontes na Península Ibérica nessa altura.

Sentamo-nos à beira da poça de água que o submerge e, provavelmente, tem protegido ao longo dos séculos. É perfeitamente visível (com lanterna…) e as teorias sobre como o animal ali terá ido parar prendem-nos por duas horas.

Cangas de Onís, a cidade dos Picos, está a apenas 14 quilómetros. É terra de ponte romana sobre o rio Sella, lojas de recordações e de roupa quente – pode ser sempre útil em qualquer altura do ano. E de Ramon Celorio, chef da terra e do restaurante Los Arcos. «Têm fome?» é o início de conversa. Seguem-se argumentos de peso como polvo com alho-francês, lavagante cantábrico com espargos laminados crus, favada com enchidos e pescada com leite de ovelha e manga. Ainda ensaiamos rebater com as favas, que em Portugal são diferentes e que aquilo é quase uma feijoca, mas Ramon está rei e senhor da discussão. Três troços de carne de vaca maturada grelhada na chapa e dá-se o braço a torcer. A natureza é a principal razão de descobrir as Astúrias, mas a gastronomia é o que pode também fazer regressar.

Maçã. «O cliente não pode, não deve e não quer servir a sidra», responde Sabino Perez, maestro escanciador com mais de trinta anos de experiência. Aí está a justificação para, nas Astúrias, a bebida alcoólica tradicional à base de maçã obedecer a um cerimonial quase religioso em que o cliente não deve pegar na garrafa para encher o copo.

Noite de semana, no centro de Oviedo, capital do Principado e a sidrería Tierra Astur, na Rua da Sidra, está a começar a ficar lotada. Sabino descobre espaço entre as mesas e começa a servir copos, bem lá do alto, com o braço esticado. Não mais do que um dedo de sidra no copo: «Bebe-a já, enquanto está oxigenada, enquanto tem espuma. Senão, não faz sentido estar a servi-la». Há que obedecer. Uma e outra vez. E mais uma, enquanto o mestre nos fala do processo de fabrico, de ser um produto democrático de baixo custo (aproximadamente 2,80 euros cada garrafa para partilhar com os amigos) e de estar na moda. Olha-se à volta e confirma-se. Asturianos e estrangeiros aderiram à tradição e deixam-se servir enquanto pedem mais uma dose de croquetas de jamon iberico. É um acompanhamento acertado, mas nem só de cozinha local vive a movida gastronómica de Oviedo.

Célia Pinto é uma das novas estrelas da cozinha nas Astúrias, com o seu restaurante homónimo. Foi de camião de Portugal para Oviedo há 16 anos, depois da morte da mãe. Tem dois filhos, casou com um natural de Gijón e deixou oito irmãos e o pai a cinco horas de carro, no Porto. O seu restaurante está entre os dez mais das Astúrias: «Em Portugal quase ninguém deve fazer ideia disso». Não foi fácil, mas o trabalho compensou. E o bacalhau triunfou, tornou-se rei da casa em várias receitas. Também tem francesinhas, cervejas nacionais, só serve vinhos portugueses e tem mais um pormenor interessante no currículo: quase um mês de espera para jantar.

Também com fila está a Rialto, bem perto do edifício do governo. Senhoras impecavelmente penteadas e senhores com fato domingueiro a meio da semana percorrem de forma apressada o passeio. Cumprimentam-se com um trejeito de cabeça ou uma saudação quase aristocrática. Há portas que se seguram para as senhoras passarem sem que isso seja um atentado à igualdade de género. A da confeitaria Rialto é uma delas, cofre-forte de carbayones, princesitas e moscovitas. Calma, é apenas uma cimeira dos bolos mais notáveis deste negócio com 90 anos de existência. Ótimos para o lanche a meio da manhã ou para uma pausa nas compras. Com um café.

Vai para as Astúrias? Não pense no clima. Num dia, tudo pode acontecer.

Pelas ruas de Oviedo é fácil descobrir uma estátua. Há mais de cem exemplos de arte pública deste género. Homenageiam heróis locais, profissões, reis e até um oscarizado realizador de cinema nascido em Brooklyn em 1935, com queda para o humor e para relações difíceis – Woody Allen. Ali bem no meio da Rua Milicias Nacionales, em tamanho físico real, inversamente proporcional ao talento. Mesmo a pedir uma selfie.

Está à vista que os asturianos não ficaram limitados pela fronteira com o mar Cantábrico nem pelas montanhas. Muitos saíram da região em ondas de migração, outros ficaram mas abriram os horizontes. E para isso também contribui a atribuição anual do Prémio Príncipe das Astúrias, com a denominação Princesa das Astúrias desde 2014. Comunicação e Humanidades, Ciências Sociais, Artes, Letras, Investigação Científica e Técnica, Cooperação Internacional, Concórdia e Desporto são as áreas. Woody Allen recebeu-o. Tal como Francis Ford Coppola, Leonard Cohen, Rafael Nadal ou o português António Damásio. E o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer em 1989.

A torre do Centro Niemeyer, em Avilés (Foto Turismo das Astúrias / Luis Argüelles Garcia)

 

Diz a lenda urbana que Niemeyer chegou às Astúrias para receber o prémio e foi conhecer a pequena cidade de Avilés. O arquiteto de Brasília rendeu-se à paisagem, mas também à força rude da metalurgia, dos armazéns, da proximidade com o rio. Viu o centro histórico de Avilés e, à mesa de um restaurante, terá rabiscado aquilo que é hoje um centro cultural internacional, o Centro Niemeyer. É a única obra do arquiteto em Espanha e leva-nos à capital brasileira com as linhas da torre, do auditório, da cúpula, do espaço público. Nem falta a referência às linhas do corpo feminino, as curvas de Niemeyer. E a utopia, sempre ela.

Mar. A Legião Condor da Alemanha Nazi – a mesma que destruiu Guernica, no País Basco – bombardeou Gijón. E as forças franquistas da Guerra Civil Espanhola venceram a batalha do Norte de Espanha aqui, em outubro de 1937. Este foi o último bastião dos republicanos na região. O assunto não está fresco, mas ainda tem odor nesta cidade de contrastes, dividida entre estaleiros e praias, passado romano e futuro incerto.

A meio da década de 1940 as minas eram o sustento da população e um acidente com vítimas mortais deitou muito a perder. Foi preciso ajudar as famílias, principalmente as crianças. O Estado comprou e expropriou terrenos nos arredores de Gijón para construir um orfanato. O projeto cresceu, passou também a centro de formação profissional, chegou a Universidade Laboral, esteve ao abandono e, de 2001 a 2007, foi reabilitado. Continua a ser o maior edifício de Espanha (270 mil metros quadrados), tem três vezes o tamanho do Escorial e é hoje um centro de inovação e de educação por onde passaram dezenas de milhares de alunos. Tem igreja, um dos teatros mais bem equipados da região, o edifício mais alto das Astúrias (torre com 129,5 metros) e marcas bem vincadas do franquismo – e de suas influências megalómanas – nas fachadas. «Isso pode causar desconforto em alguns visitantes», diz Sheila Pascual, guia nesta Laboral, Cidade da Cultura, que se apressa a apresentar a nova realidade. «Agora é diferente, o passado é passado e há muita coisa de valor que aqui é conseguida.»

Gijón tem duas metades: a do trabalho e a do lazer.

O esqueleto em perfeito estado de conservação que se encontra no Museu das Termas Romanas também é passado. E ainda mais antigo. Um passado que já parece orgulhar os habitantes de Gijón. A cidade foi fundada no século I pelos romanos. No subsolo, em frente da Igreja de São Pedro, está a estrutura das antigas termas. Os mais altos terão de caminhar com cautela em algumas partes do percurso.

Lá fora está o mar, sempre presente. E a praia de São Lourenço com o seu quilómetro e meio de extensão e a famosa Escalerona, a escadaria de pedra que liga o areal à marginal e que já se tornou ponto de encontro. Há gente na água, a banhos e a surfar. Corre-se no paredão e joga-se à bola na areia. A camisola de listas vermelhas está em maioria, mas não são bons os ventos que correm em Gijón.

O Sporting desceu de divisão. Já a equipa da Volta ao Mundo estava em Portugal quando o clube da terra falhou os seus objetivos. Na próxima temporada, o mítico estádio El Molinón – o mais antigo de todo o país onde se pratica futebol profissional, desde 1908 – não vai receber Cristiano, Messi e as outras estrelas da Liga Espanhola. O Sporting de Gijón vai jogar na segunda divisão, mas nem por isso com estádio vazio. Aqui, junto ao mar, entre a natureza e os estaleiros, vive uma das massas associativas mais empolgantes de Espanha. É feita de gente do dia-a-dia, que trabalha, paga, come, dorme e, ao fim de semana, quer uma vitória para poder sorrir e noventa minutos para gritar tudo cá para fora.

Em 2017/2018, o Sporting vai enfrentar o maior rival: o vizinho Real Oviedo. Também ele afastado dos dias de glória, o clube com sede na capital da comunidade é a imagem das gentes da sua sociedade: altivo, conservador, tradicional, nobre. Daí o real. Será a batalha de dois mundos, separados por 33 quilómetros de estradas, 25 em linha reta. Ora aí está uma bela altura para visitar as Astúrias. Se não for antes.

Veja aqui todos os episódios da Volta ao Mundo nas Astúrias.


Guia para as Astúrias

Moeda: euro
Fuso horário: GMT +1
Idioma: castelhano, bable (idioma local)

Ir
A TAP (flytap.com) voa diariamente para o aeroporto das Astúrias, a partir de 130 euros.

Saber mais
Turismo das Astúrias
turismoasturias.es
Turismo de Espanha
spain.info

Ficar
Parador Cangas de Onís
Nas margens do rio Sella e a dois quilómetros de Cangas de Onís, o Parador ocupa o imponente Mosteiro de San Pedro de Villanueva, um dos mais importantes exemplos de arquitetura românica nas Astúrias.
Cangas de Onís
Preço: Quarto duplo a partir de 130 euros por noite
parador.es

Eurostars Hotel de la Reconquista
É aqui que todos os anos, em final de outubro, são entregues os Prémios Princesa das Astúrias. O edifício é classificado como Monumento Nacional e faz parte da história do país.
Calle de Gil de Jaz, 16, Oviedo
Preço: Quarto duplo a partir de 100 euros por noite
hoteldelareconquista.com

Hotel Nh Collection Palacio de Avilés
Na praça principal do centro histórico, o antigo Palacio de Ferrera, datado do século XVII, mantém o caráter da sua história mas com todas as comodidades de um cinco estrelas moderno.
Plaza de España, 9 Avilés
Preço: Quarto duplo a partir de 108 euros por noite
nh-hoteles.es

Ablanos de Aymar
Uma casa rural na aldeia de Loroñe, onde se vive a verdadeira hospitalidade asturiana, a natureza e gastronomia. Tem quatro quartos com casa de banho privativa.
Casa de Alea S/N, Colunga
Preço: Quarto duplo a partir de 90 euros por 2 noites (estada mínima)
ablanosdeaymar.es

Quinta Duro
Uma grande casa senhorial do século XIX transformada num hotel rural a poucos quilómetros de Gijón e com um enorme jardim para passear.
Camino de las Quintas, 384, Cabueñes, Gijón
Preço: Quarto duplo a partir de 90 euros
hotelquintaduro.com

Comer
Casa Cipriano

O restaurante do Hotel Rural serve um cabrito de leite caseiro que não tem concorrência.
Sotres de Cabrales
Tel.:+34 985 945 024
casacipriano.com

Los Arcos
Na praça principal de Cangas de Onís, o chef Ramón Celorio usa os melhores produtos
asturianos para preparar pratos de raiz tradicional com um toque e apresentação contemporâneos.
Plaza del Ayuntamento Cangas de Onís
Tel.: +34 985 849 277

Quince Nudos
Com o mar tão perto, brilham produtos como as vieiras e choquinhos em arrozes melosos.
Avelina Cerra, 6 Ribadesella
Tel.:+34 984 112 073

Auga
Uma cozinha de mercado, atual e merecedora de uma estrela no Guia Michelin. Desde 2011 que chef Gonzalo Pañeda e o sommelier Antonio Pérez se mudaram para o centro de Gijón, para um espaço cheio de luz e com vista para a marina de Gijón.
Claudio Alvargonzalez, s/n, Gijón
Tel.:+34 985 168 186
restauranteauga.com

Casa Gerardo
Na cozinha estão pai e filho. Pedro e Marcos Morán dão continuidade a um negócio que já vai na quinta geração e que é uma referência na cozinha asturiana. Apesar da sofisticação associada a um Estrela Michelin não falta na carta a Favada Asturiana.
Carretera AS-19, Km 9 (a 9 km de Gijón), Prendes
Tel.:+34 985 88 77 97

El Fondín
No coração da capital asturiana, faz jus à qualidade dos produtos locais com carta tradicional, da terra e do mar.
Plaza de Trascorrales, 1, Oviedo
Tel.: +34 646 665 597

Célia Pinto
A chef portuguesa é uma das mais faladas na cidade e é preciso esperar semanas para conseguir mesa no pequeno restaurante. A carta é quase toda feita de pratos de bacalhau, mas há caldo-verde, pataniscas e para a sobremesa molotov e bolo de bolacha.
Javier Grossi, 9, Oviedo
Tel: +34 985 240 219
celiapinto.es

Atividades
Ecola Asturiana de Piragüismo
Pioneira e exemplar nas descidas em caiaque do rio Sella, a escola dos irmãos Calo e Ton Sotto (ambos caiaquistas de referência internacional) organiza também atividades de rafting e canyoning.
piraguismo.com

Volar en Asturias
Uma experiência inesquecível nos céus das Astúrias é viajar de balão, nas mãos experientes de Jorge Iglesias. Voos desde 160 euros por pessoa.
volarenasturias.com

Proastur
Com partida de Gijón, organiza passeios de barco ao longo da costa com possibilidade de parar para tomar banho e fazer um piquenique.

Comprar
São muitos os produtos, em especial gastronómicos, que vale a pena trazer das Astúrias, como queijos, mel, enchidos, os carbayones ou a sidra.

Confeitaria Rialto
Fundada em 1926, é um ponto de passagem obrigatório para residentes e visitantes. É difícil resistir a moscovitas, carbayones e princesitas.
San Francisco, 12, Oviedo
moscovitas.com

Tierra Astur
A cadeia de siderías tem já cinco restaurantes nas Astúrias, cada um com uma decoração diferente, mas sempre com a sidra como inspiração. Em cada um deles tem também uma loja de produtos tradicionais asturianos.
tierra-astur.com

Agradecimentos:


Veja também:
Viagem pelas Astúrias (Episódio 1 – RTP3)
À descoberta do melhor das Astúrias (Episódio 2 – RTP3)