Esqueça Capri, Santorini ou Córsega – esta é considerada por muitos a ilha mais bonita do Mediterrâneo.
Palmarola é um pequeno paraíso a pouco mais de uma hora de Roma e um dos segredos mais bem guardados de Itália. Poucos a conhecem – nem mesmo a maioria dos italianos – e são ainda menos os que lá estiveram.

Na ilha, não irá encontrar casas, hotéis, bares, lojas ou carros. Nem multidões. No local, há apenas um restaurante – que abre durante o verão – e alguns curiosos que espreitam a beleza selvagem de Palmarola. Ao invés de confusão – que domina as restantes ilhas do Mediterrâneo na época balnear -, poderá, sim, esperar peixe acabado de apanhar e uma vista inigualável.

A natureza primitiva e o azul turquesa do mar fazem com que se sinta um verdadeiro Indiana Jones, pronto para explorar um novo mundo com um passado pré-histórico. O tempo parece ter parado na era Jurássica.

O ponto mais alto da ilha é a Punta Tramontana, de onde se torna possível admirar as ruínas assustadoras de um mosteiro medieval e de uma aldeia pré-histórica.

Roxo, vermelho, castanho, verde, branco, amarelo e cor-de-rosa são algumas das cores que se veem nos penhascos. As rochas brilham devido aos cristais e minerais que as formam, e a água é translúcida. Nadar nas grutas é uma experiência a não perder.

Poderá optar por passar a noite em Palmarola, numa gruta formada pelas rochas – que era uma antiga morada de um dos pescadores que habitaram a ilha em tempos idos – ou acampado numa tenda. O único restaurante aberto na ilha – O’ Francese – tem alguns quartos para alugar, mas costumam estar sempre ocupados.

O’ Francese tem uma história curiosa. O francês que dá nome ao restaurante vivia em Ponza antes de se mudar para França, onde constituiu família. Mas a ilha onde passou alguns anos da sua infância, vivendo numa caverna de pescadores com o seu pai, não lhe saía da cabeça. Foi então que decidiu regressar a Palmarola com a mulher, e construir uma barraca de madeira, que acabou por transformar em restaurante.

Para chegar a Palmarola, a única opção é ir até Terracina, uma cidade a pouco mais de 100 quilómetros de Roma, e viajar de barco até à ilha de Ponza. Aí terá de apanhar um outro barco que o levará até ao local.

Texto de Mafalda Magrini – Fotografias Direitos Reservados

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