São ainda muitos os que continuam a olhar para África como um continente adiado, a eterna terra prometida que tem tanto de belo como de trágico. O Botswana está aí para provar o contrário.

Em 2016 comemorou 50 anos sobre a sua independência e a conceituada revista Lonely Planet não teve dúvidas, no início do ano, e colocou o país como o destino número um para visitar. Porque é uma democracia estável com um crescimento económico e social muito acima da média regional, um destino seguro, tem agentes turísticos de confiança, uma rede hoteleira de luxo e, não menos importante, uma natureza de eleição.

Não tem mar, é verdade, é uma ilha cercada de terra por todos os lados, mas tem deserto, savanas e uma quantidade e diversidade de animais selvagens difíceis de igualar mesmo nos países vizinhos como a Namíbia, Zimbabué ou África do Sul, também eles destinos de safari por excelência.

Nenhum país do mundo tem tantos elefantes como o Botswana. Os big five estão todos lá e o rinoceronte, o mais ameaçado dos cinco, tem mesmo um programa de proteção próprio e fortes medidas contra a caça furtiva.

Curiosidade
A fronteira com a Zâmbia tem apenas 150 metros de extensão, o que faz dela a mais pequena do mundo. É atravessada em ferryboat.

Muitos dos seus lodges integram as listas dos melhores hotéis de África, alguns deles situados em locais mágicos como o delta do Okavango, o maior delta interior do mundo, e o deserto semiárido Kalahari, precisamente para onde correm as águas do rio Okavango. Duas maravilhas da natureza que, pelas suas caraterísticas, têm uma concentração ímpar de vida animal, incluindo mais de 500 espécies de pássaros.


A não perder

Delta do Okavango: é um dos maiores deltas do mundo. O rio encontra o deserto e toda a água acaba por se evaporar, criando um ecossistema único.

Deserto do Kalahari: são 900 mil quilómetros quadrados de zona semiárida e areia estendo-se pelo Botswana, Namíbia e África do Sul. Foi criado há cerca de 60 milhões de anos aquando da formação do continente africano.

Reserva de Moremi: situa-se na parte leste do delta do Okavango e é hoje uma reserva de vida selvagem, com vistas impressionantes sobre a savana. Paraíso para observadores de aves (mais de 500 espécies) e de animais de grande porte.

Texto de João Ferreira Oliveira

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