Desde que a febre dos smartphones e das redes sociais começou, o número de mortes a tirar selfies não parou de aumentar.

A procura da foto perfeita leva a que muitas pessoas corram riscos e cheguem mesmo a morrer. Segundo um estudo da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, EUA,, 60% destas mortes aconteceram na Índia.

«Me, Myself and My Killfie: Characterizing and Preventing Selfie Deaths» – o estudo da universidade norte-americana em parceria com o Indraprastha Institute of Information Technology Delhi, uma universidade indiana – apresenta as mortes resultantes de selfies num período de 18 meses (entre março de 2014 e setembro de 2016). O número total foi 127, sendo que 76 tiveram lugar na Índia.

A preocupação da Índia com estes casos começa a ser grande. A polícia de Mumbai declarou 15 lugares perigosos como «zonas interditas a selfies». Para além disso, foram colocados sinais que alertam os turistas – as principais vítimas – sobre os perigos de tirar selfies. No entanto, duas pessoas morreram enquanto se fotografavam à beira-mar em Mumbai, desde maio deste ano.

Perto de 90% dos casos indianos aconteceram junto à água. Já no resto do mundo, a maioria das mortes provocadas por selfies decorreram perto de precipícios e montanhas. 70% das pessoas que morreram tinham menos de 24 anos e 75% eram homens.


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