Todas as estradas vão dar a Marrocos

Qualquer forma é boa para conhecer Marrocos, mas poucas serão tão completas como fazer uma road trip. Neste caso, uma expedição de todo-o-terreno (organizada pelo Clube Escape Livre) com quase três mil quilómetros e passagem por locais como Tânger, Fez, Marraquexe, as gargantas do Dadés e do Todra e, é claro, o deserto. Para ler e ver os episódios da Volta ao Mundo na RTP 3.

Texto de João Ferreira Oliveira
Fotografia de Nuno Mota Gomes

Foi a realidade que criou o mito. Qualquer pessoa, mesmo quem nunca tenha estado no país, sabe que os marroquinos aparecem em qualquer lado, no topo de uma montanha com três mil metros de altitude, no meio do deserto, no meio do nada, mesmo que pareça não haver nada, uma estrada, uma aldeia, uma casa, nenhum meio de transporte. Às vezes são crianças. Por norma querem bombons, canetas, uma camisola do Ronaldo ou simplesmente dizer adeus. Este quer apenas boleia. Este não: Hassim. As pessoas têm sempre nome, vida, mesmo que nos cruzemos com elas apenas durante alguns segundos através da janela. Traz uma mochila às costas, um ar de absoluta serenidade. «Para onde vais Hassim?», perguntámos, naquilo que é suposto ser francês. «Para o albergue», responde, num francês perfeito, apontando para cima. Para cima é que é caminho, já se sabe, vamos lá então. «E o que estás aqui a fazer sozinho no meio da estrada, Hassim?» O rapaz aponta agora para baixo, junto às rochas, onde se vê um burro, um homem e uma tenda. «Fui às aulas», responde. «É uma escola nómada.»

Em Portugal dar boleia a uma criança com 10 anos seria «crime», aqui é diferente. Não é outro mundo, às vezes nem sequer é África, é o dia-a-dia, é Marrocos, um mundo à parte. «Chegámos», diz Hassim, quatro quilómetros depois, convidando-nos a sair. Auberge Tiza Café, pode ler-se numa rocha. Um homem aproxima-se. Tem o sorriso do filho na cara. Agradece-nos a cortesia e convida-nos a beber um chá. Aparece poucos segundos depois com o tradicional serviço marroquino, copos de vidro a fumegar carregados de menta e, sobretudo, de açúcar. Em Marrocos é assim, às vezes servem-nos chá de menta com açúcar, outras vezes «chá de açúcar com sabor a menta». Calhou-nos a segunda. Não faz mal. Poderiam vir vazios, que o copo já estaria cheio.

Veja quanto lhe pode custar a viagem a Marrocos

Hassim vive aqui com o pai, a mãe, o irmão mais novo e a avó. Também está lá o primo, o que revela que haverá mais casas por perto, mas não se veem. São berberes, seminómadas. Além da pastorícia tentam viver do turismo, dos viajantes de ocasião, como nós, grupos de aventureiros que por aqui passam de jipe ou de moto. Quem quiser pode ficar a dormir. Quartos simples, quatro paredes e duas camas na pedra, em jeito de camarata, mas com colchão. Limpos, charmosos.

«Onde estamos?», pergunta alguém da caravana, braço levantado para fazer um brinde, todo um quadro por trás. «Sei lá. Em Marrocos», responde alguém, como se no país tudo fosse possível, independentemente da geografia. Estamos algures em Jbel Saghro, no sul do país, a mais de dois mil metros de altitude, depois de um almoço na pequena vila de Nkob e várias horas de subida, em ritmo lento, numa estrada feita de calhau, precipícios e vistas de cortar a respiração. Um cenário algures entre a Lua e o paraíso. Uma espécie de recompensa, mais uma, para uma expedição que nos pôs cerca de 24 horas no purgatório, de onde chegamos a pensar que talvez nunca fôssemos sair.

Quem faz uma road trip tem de estar preparado para alguns imprevistos, caso contrário não é uma road trip, mesmo que seja uma viagem organizada. Neste caso uma organização do Clube Escape Livre, clube sediado na Guarda que, pelo segundo ano, decidiu apostar em Marrocos. O processo é simples: os participantes levam o seu jipe (quem não tiver pode alugar) e a equipa trata de tudo, dos hotéis, restaurantes e percurso – em colaboração com o ACP – à papelada burocrática da travessia de ferry.

Mas há imprevistos que nem as melhores organizações conseguem ultrapassar. Como a natureza. Tarifa, no sul de Espanha, é capital europeia do windsurf e do kitesurf por alguma razão, mas quando a natureza sopra com demasiada força não há outra solução senão ficar em terra. Esperar. A partida ainda foi alterada para o porto de Algeciras, maior, mas nada feito. Chegámos ao porto às 08h30 de sábado, embarcámos quase à meia-noite. Podia ser pior, afinal havia quem ali estivesse há duas noites, uns a dormir nos carros, nas motos, outros em hotéis junto ao porto. Mas a espera ainda não tinha acabado. Depois de duas horas de travessia, seis horas para passar a alfândega no renovado porto de Tânger. Em suma, 24 horas exatas, uma eternidade, para fazer uns singelos 14 quilómetros.

«Isto é sempre assim?», ouve-se perguntar. «Venho a Marrocos há 30 anos e isto nunca se passou», responde um dos participantes. Não, não é normal. Foi apenas azar, a mais complicada entrada em Marrocos na última década, confidenciaram-nos as autoridades.

Há cansaço, mas ninguém parece verdadeiramente irritado, bem pelo contrário. O espírito mantém-se. Ao contrário do avião – um meio de transporte para nos fazer chegar do ponto A ao ponto B – numa expedição de todo-o-terreno aplica-se por inteiro a máxima de que viagem não é apenas o destino, mas o caminho. Não há filtros para editar o que de menos bom acontece, faz tudo parte da história. Até porque se houvesse ficariam cheios de pó.

Tânger. Aqueles que visitem Marrocos pela primeira vez e entrem por Tânger – e sobretudo quem estiver à espera de um país parado no tempo, puxado a carroça e narguilé – terão um encontro imediato com os seus próprios lugares-comuns. A cidade sempre teve fama de vivida, mundana, ponto de encontro e refúgio de espiões a artistas, mas nos últimos anos cresceu exponencialmente, não só a nível turístico mas também de infraestruturas. Basta uma passagem pela marginal, a Corniche, para percebê-lo. Está grandiosa, mais ampla, mais limpa, repleta de hotéis, cafés e restaurantes, miúdos a jogar futebol, gente a fazer jogging, running, cycling e todas essas modalidades internacionais. Poderia ser uma qualquer marginal da Europa, de Portugal. As grandes cidades assemelham-se cada vez mais, é certo, mas basta levantar a cabeça, olhar as fortificações, lá em cima, e entrar no coração da sua labiríntica medina para se perceber que Marrocos continua lá, à solta nos cheiros, nas lengalengas dos marroquinos, e nos cantos do muezzin que chama para a oração. A aparência não lhe roubou a essência.

Seguimos para Fez, onde chegamos já de noite, cerca de 400 quilómetros de autoestrada. O tempo que não houve para visitar Tânger faltou também para conhecer a capital espiritual do país, a cidade dos palácios, das 185 mesquitas, 20 mil fontes, 9400 ruelas, das 1001 noites. Fica para a próxima. Ao contrário de outros países, em que a expressão sai pela força do hábito, em Marrocos fica-se sempre com certeza de que haverá uma próxima vez. Valeu, contudo, a pena despertar no hotel Les Mérinides, com vista direta para a Medina, Património Mundial da UNESCO com 1200 anos de história. O postal perfeito. O primeiro de muitos.

É tempo de voltar à estrada, rumo a sul. Um dos pontos altos deste programa de nove dias é uma ida às dunas do Erg Chebbi, e é para lá que vamos, mas antes há que passar por uma estância de neve! Ifrane. Tivesse uma placa a dizer «bem-vindos à Suíça» ou «bem-vindos aos Alpes» e nós acreditaríamos. Há verde, muito verde na primavera e no verão, e neve no inverno. O local onde já foi registada a mais baixa temperatura do continente africano – 23ºC em 1935. Além do passaporte, do documento único, seguro do carro com extensão para Marrocos, dois pneus suplentes, filtro de combustível, filtro de ar, protetor solar e todos aqueles acessórios básicos que convém levar numa viagem destas, convém não esquecer de levar roupa quente.

As expressões existem para ser utilizadas, mesmo as mil vezes repetidas: país de contrastes. Haverá poucos países com tantos contrastes, tantas assimetrias, tão bipolares e diversificados como Marrocos, em que a paisagem, a realidade, mude tanto e tão rapidamente. Os 500 quilómetros seguintes, já no Médio Atlas – uma das três cadeias montanhosas que compõem a grande cordilheira do Atlas – são a prova disso mesmo. Mais um desfiladeiro, mais um planalto, mais uma ravina, mais uma aldeia típica, mais um campo agrícola, mais um palmeiral, mais, cada vez mais típico, cada vez mais longe, cada vez mais no coração de Marrocos – quantos corações terá Marrocos? – agora, sim, cada vez mais árido, até ao hotel Tombouctou, debruçado sobre as dunas do Erg Chebbi. «Uaaaauuu», ouve-se pelo rádio da caravana. Nunca menosprezar a força de uma onomatopeia.

Com as dunas do Erg Chebbi pela frente e um todo-o-terreno entre mãos, qualquer um quer deixar sair o Ari Vatanen ou o Stéphane Peterhansel que há em si, mas ainda não é para já, só ao final do dia, se bem que o percurso que se segue esteja longe de ser para meninos. Mais de 150 quilómetros em pista, ora em modo todo-o-terreno ora em modo rali, sempre a um ritmo rápido, às vezes demasiado rápido, em que é preciso ter mãozinhas, alguma coragem, muita atenção e, sobretudo, a dose certa de sorte. Os obstáculos estão escondidos, qual marroquinos, e às vezes basta uma pequena pedra, uma linha de água, um rego, para capotar. Furar, vá lá.

Fernando Laranjeiro e Jorge Azevedo Martins, uma das 26, e a mais velha, duplas de participantes, foram os primeiros contemplados com uma mudança forçada de pneu. Fossem todos os problemas como este. Como qualquer expedição que se preze, há uma equipa de mecânicos, os simpáticos e omnipresentes José Silva e o senhor Teixeira, sempre a fechar a caravana. Neste caso nem era preciso. Quando lá chegaram, já Fernando Laranjeiro estava debaixo do Land Rover a fazer aquilo que qualquer viajante é suposto saber fazer: mudar um pneu com um sorriso na cara, mesmo com 81 anos. O amigo e companheiro de muitas viagens tem 83. «Expedição que é expedição tem de ter um furo», dizem, pela janela, pneu mudado e sorriso bem cheio. Um furo e um atascanço. Não, desta não foram eles, que a experiência é um posto. Somos nós.

Tudo resolvido a tempo do almoço, um piquenique num pequeno oásis à sombra das palmeiras, com direito a todo o tipo de mordomias, desde cestas compradas no hotel com sandes e fruta a bolos e verdadeiros petiscos trazidos desde Portugal e imaculadamente conservados. Inclusive vinho e café expresso! Não, não estamos a delirar. A culpa é sobretudo do senhor Nogueira e da mulher, Graça, que mais do que um Mitsubishi Pajero têm um canivete suíço com rodas, de onde parece sair a resposta a todos os nossos desejos capitalistas. Gelados? Também há. «São muitos anos a virar frangos», brinca António, referindo-se aos muitos passeios por África. «Uma vez encontrei um motard português, no meio do nada, vinha tão cansado que o convidei para almoçar. “Agora ia bem uma feijoada de chocos, não era?”, perguntei-lhe. Pensou que eu estava a brincar. “E um um café expresso?”, perguntei-lhe no final da refeição. Ele nem queria acreditar» conta, enquanto tira mais um café.

Depois disto, o corpo pede uma sesta, mas não há tempo a perder, há que voltar ao hotel, até porque as dunas do Erg Chebbi estão à espera. A organização montou um pequeno percurso onde todos os participantes podem acelerar à vontade sob o olhar atento dos berberes que, nas suas mobiletes, sobem e descem na areia como se levitassem.

Começamos a subir no mapa, pouco a pouco. Voltamos ao início do texto, às montanhas de Jbel Saghro, a Hassim, às crianças que não param surgir na estrada. Estendem a mão, pedem canetas, cadernos, sapatos, atenção. Uns por necessidade, outros por hábito, nunca se sabe ao certo onde começa e acaba o quê. Pelo sim, pelo não, a organização trouxe canetas e cadernos para entregar nas escolas, que uma expedição também pode ser solidária.

Há quem tenha trazido roupa. António Sousa Ribeiro e a mulher distribuem peças a quase cada criança e família com que cruzam, nas zonas mais remotas. «A nossa filha é educadora de infância e sensibilizou-nos para esta realidade» diz António. Ao contrário da maioria, esta é a primeira viagem do casal ao país. «Há muito que queríamos cá vir, era uma das viagens da nossa vida. É um país incrível, muito mais do que aquilo que poderíamos imaginar», diz. Valeu a pena aquele sofrimento inicial? «Qual sofrimento?», brincam.

A noite é passada junto a Boumalne, preparando-nos para o se segue: um percurso de mais de cem quilómetros pelo vale do Dadés, com passagem pelas gargantas do Dadés e do Todra. São outros dos dois postais turísticos do país – veem-se mais carros, mais turistas do que em todas as estradas por que passámos até aqui – e percebe-se facilmente porquê. Toda a gente quer fazer o foto perfeita, lá no topo, a estrada em ziguezague, o asfalto a comer curvas por entre as rochas, pintadas naquele ocre cor de Marrocos. Um percurso também conhecido pela rota dos mil kashab, fortalezas ou aldeias fortificadas feitas de terra e palha seca e construídas há séculos pelos povos berberes. Vivem da agricultura e das pastorícia, do que o rio dá. Vê-se gente a trabalhar nas margens, árvores de fruto, macieiras, figueiras, amendoeiras e tamareiras. Subimos, vamos subindo, quase até aos três metros de altitude, já no Alto Atlas, e descemos até as gargantas do Todra, a cerca de 15 km da cidade de Tinerhir. O mais famoso desfiladeiro do país, composto por penhascos que chegam a atingir os 300 metros de altura e separados apenas por 20 a 50 metros. Conforme a hora do dia e a incidência da luz, as paredes ganham diferentes tons, do cor-de- rosa ao laranja. A natureza a escrever poesia com a luz.

O mesmo fenómeno no dia seguinte, no vallée des Roses (vale das Rosas) junto à cidade de Kelaat-M’Gouna. Não é um vale, mas vários vales nas montanhas do Sul do Alto Atlas, que todos os dias se enchem de cor e na primavera de rosas. As pétalas são, sobretudo, utilizadas no fabrico de sabonetes e cosméticos de cidades como Casablanca e Marraquexe. É para lá que também seguimos, a caminho do final da viagem.

Os postais perfeitos repetem-se, já não os descrevemos como merecem. Apenas uma semana de estrada e baralham-se os dias, as paisagens, a geografia – tudo se funde numa espécie de imagem, uma memória harmoniosa. Talvez seja esta a magia de Marrocos. Até chegar a Marraquexe temos ainda uma passagem pelos estúdios do Atlas, em Ouarzazate, a cidade do cinema – onde foram gravados filmes como A Última Tentação de Cristo, Lawrence da Arábia ou A Joia do Nilo – e Aït-Ben-Haddou, Património Mundial da UNECO, cidade fortificada com cerca de 50 palácios construídos em adobe e barro. Valeria a viagem por si só.

Ao sétimo dia chega o merecido descanso, no Hotel Grand Savoy – com piscina exterior, piscina interior e spa –, até porque um dia depois há que voltar à estrada para os mil quilómetros de regresso. Não, ninguém ficou de molho. Quem é que resiste à vibrante Marraquexe mesmo num dia de chuva intensa? Nada como regressar a Portugal de carro e alma lavada.


Acelerar a fundo… mas com cuidado

Quem é que costuma andar com um filtro de combustível ou de ar na mala? Aqui é fundamental, sobretudo o filtro de ar, tanto é o pó acumulado ao longo do trajeto. Um ou dois pneus suplentes? Dois, é claro. É possível fazer a expedição sem ter de ir buscar o macaco, mas a probabilidade de furar é grande, tal a dureza de algumas estradas.

Quanto aos documentos: passaporte (com pelo menos três meses de validade), documento único e registo de propriedade (original e cópias), seguro com extensão para Marrocos (basta solicitar na seguradora) e declaração do proprietário da viatura (caso não seja o próprio), em francês, a autorizar a circulação em Marrocos. A licença de condução internacional não é obrigatória.

Ao volante, convém ter alguns cuidados; um pequeno curso de água, um rego, areia solta, calhaus, pedras, a atenção tem de ser redobrada, por mais inofensivo que pareça o percurso, até porque muitas vezes a vontade de acelerar e fazer «rali» também é a dobrar, tal é o número de estradas perfeitas para a condução. Rápidas, lentas, em terra, asfalto, na areia, nas dunas, em altitude, com precipícios, há de tudo. Convém lembrar que não se trata de uma corrida. A circulação é feita em caravana, estando todas as viaturas ligadas por um rádio.

Estar atento à pressão dos pneus é fundamental numa expedição. Nas dunas, há que baixar a pressão, subindo assim que se volta à estrada. A cada dois dias convém verificar o nível do óleo do motor e água no radiador. Há uma equipa de mecânicos na caravana, mas é indispensável gostar de conduzir, afinal estamos a falar de mais de 2500 quilómetros. E muito pó.


Agenda do escape livre

Muitos dos participantes do II Off Road Bridgestone Marrocos já se conheciam de outros passeios organizados pelo Clube Escape Livre. Apesar de ser apenas a segunda incursão pelo país do Magrebe, este clube sediado na Guarda – e responsável pelo mais antigo programa de rádio dedicado ao automóvel em Portugal, criado em 1973, semanalmente na Rádio Altitude – tem já cerca três décadas de experiência em atividades fora de estrada. Está programada mais uma série de passeios até ao final do ano, um pouco por todo o país. E, em 2018, tudo indica que voltará a haver expedição por Marrocos.

De 8 a 10 de setembro decorrerá o XIV Off Road Bridgestone ACP, que andará pelos concelhos de Mêda, Vila Nova de Foz Coa, São João da Pesqueira e Régua. Com direito a subida de barco no rio Douro (entre Pinhão e Peso da Régua) e regresso de comboio.

No fim de semana de 17 a 19 de novembro vai para a estrada o primeiro Raid TT Vinhos Beira Interior, também ele destinado a todas as marcas e modelos 4×4 e SUV 4×4. Três dias centrados no concelho de Pinhel.

O clube liderado Luís Celínio organiza também passeios monomarca, como o Audi Off Experience, de 22 a 24 de setembro, pela Guarda, Pinhel, Castelo Rodrigo, Ciudad Rodrigo e Sabugal;

O Mercedes-Benz 4 MATIC Experience, de 13 a 15 de outubro, na serra da Estrela; O Volvo XC Adventure – na região Oeste, de 30 a 1 de outubro.


Guia de Marrocos

Moeda: Dirham marroquino mad – 1 euro equivale a 10,94 mad
Fuso horário: GMT
Idioma: árabe e francês
Quando ir: julho e agosto são meses de muito calor, logo evitar as zonas mais a sul. Primavera e outono são aconselháveis.

Ficar

Tânger
Hotel Movenpick
Um cinco estrelas na renovada marginal (Corniche) , a apenas cinco minutos do centro histórico. Um hotel moderno, com 240 quartos – muitos destes virados para o mar – dois restaurantes, piscina e ginásio.
Avenue Mohamed VI, Tânger
Tel.: +212 539329300
Quarto duplo a partir de 93 euros por noite
movenpick.com

Fez
Hotel Les Meridines
Uma referência na capital espiritual de Marrocos. Está localizado no alto de uma colina, com vista única para a medina. Serviço de eleição.
Douar el Magta, Fez
Tel.: +212 535645226
Quarto duplo a partir de 110 euros por noite com pequeno-almoço
lesmerinides.com

Merzouga
Kasbah Hotel Tombouctou
Abriu em 1998, em frente às dunas do Erg Chebbi, e tornou-se uma referência no deserto. Tem piscina, 77 quartos e restaurante. Aconselha-se chegar ainda com luz.
Hassilabied, Merzouga
Tel.: + 212 535577091
Quarto duplo a partir de 83 euros por noite
xaluca.com

Boumaline-Dades
Hotel Xaluca Dades
É um quatro estrelas, mas à noite são milhares as estrelas que se podem ver. Está a 1612 metros de altitude e tem vista privilegiada para o Vale do Dades. Tem 106 quartos, piscina, restaurante, bar e spa.
Avda. Zone Touristique B.P, 138
Tel.: +212 524830060
Quarto duplo a partir de 83 euros por noite
xaluca.com

Ouarzazate
Hotel Berbere Palace
Um cinco estrelas contemporâneo. Tem três restaurantes, piscina, bar e está no centro da cidade e muito perto do Kasbah de Taorirt junto do Museu do Cinema.
Rua Al-Mansour, Ad-Dahbi
Tel.: +212 5248 83105
Quarto duplo a partir de 144 euros por noite
hotel-berberepalace.com

Marraquexe
Savoy Le Grand Hotel
Um cinco estrelas com 368 quartos, três restaurantes – marroquino, italiano e internacional –, piscina exterior e interior, spa e quartos espaçosos e suites ainda maiores. Até à Praça Jemma el-Fna são 30 minutos a pé, mas recomenda-se um táxi. Custa apenas cinco euros.
Avenue Prince My Rachid, Marraquexe
Tel.: +212 524351000
savoylegrandhotelmarrakech.com

Comer

Restaurantes à beira da estrada, talhos ao ar livre que servem refeições, auberges e kasbah’s, há de tudo um pouco. As tagines, o couscous, o borrego e o frango são incontornáveis. E chá de menta.

Auberge Restaurant Ibrahim
A uma hora das gargantas do Todra. Tem oito quartos e restaurante tradicional. Pratos servidos por Paulo Silva, português rendido à pequena vila. Há vinho lusitano.
Lsar Agdal Bouazmou Imilchil, Agoudal
Quarto desde 20 euros por noite
Tel.: +212 653922439
facebook.com/auberge.ibrahim

Kasbah Ennakhile
Um kasbah com 15 quartos e restaurante com vista sobre um oásis. E uma piscina. A comida é boa e chega com um sorriso.
kob
Tel.: +212 672641511
kasbah-nkob.com

Na estrada

Conduzir em Marrocos não é nenhum bicho de sete cabeças. Basta cumprir a sinalização, respeitar os limites de velocidade, as indicações dos agentes da autoridade e estar atento quando circular no interior das localidades. À saída do porto, duas paragens estratégicas devem ser levadas em conta: numa caixa automática ou num banco para levantar/trocar dinheiro e na bomba de gasolina para atestar o depósito. O ideal é chegar a Marrocos com o carro na reserva. A diferença de preços compensa – o litro de gasolina ronda um euro, oitenta cêntimos para o gasóleo. Não se aventure na opção de comprar combustível à beira da estrada, os motores não estão preparados para a diferença de qualidade. Nas grandes cidades, estacionar perto dos centros históricos pode ser um problema. Os veículos entram nas medinas, daí existirem parques de estacionamento não oficiais, geridos por homens vestidos com batas azuis. Um euro pode ser suficiente para garantir a segurança do seu veículo durante toda a noite. Quanto a táxis, há os petits (dentro das localidades) e os grands (para fora do limite urbano). Combine o preço antes de iniciar a viagem.


Veja também:
Marrocos numa expedição todo-o-terreno (Episódio 1 – RTP3)
Viagem ao deserto de Marrocos (Episódio 2 – RTP3)