A FAA (Federal Aviation Administration) estima que cerca de 11 mil aves colidem com aviões todos os anos, nos Estados Unidos.

A maioria destes incidentes não acaba em acidente – são os chamados «birdstrikes» -, prejudicando apenas os pássaros. No entanto, o perigo é real. Agora, pode ter sido um grupo de quatro jovens de 12 anos do estado norte-americano do Utah – os «Bionic Porcupines 2.0» – a resolver este problema, e melhor do que qualquer agência aérea oficial.

Depois de terem aprendido sobre as ameaças dos pássaros – que a FAA considera um «grande problema», porque as aves acabam por habituar-se aos sistemas de geração de ruído ou de pirotecnia existentes -, este grupo de alunos do sexto ano começou a experimentar sistemas de som, de lavagem à pressão e robôs, ainda que sem sucesso.

Depois de vários estudos, descobriram que o movimento aleatório assusta os pássaros. Foi então que os «Bionic Porcupines 2.0» criaram uma solução enganadora, simples e inteligente: o espantalho Bionic, um dispositivo pequeno, não poluente, robusto e portátil, que assusta os pássaros usando o movimento aleatório.

O grupo instalou o seu projeto no aeroporto de Salt Lake City, que está localizado perto de zonas húmidas e de uma rota de aves migratórias. «Quando o testámos no aeroporto, eles disseram que foi a primeira vez em que os pássaros ficaram afastados daquele local»,afirmou Allison Drennan, um membro da equipa.

O trabalho já foi reconhecido pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) e pela North American Bird Strike Conference. Os «Bionic Porcupines 2.0» já patentearam a invenção e foram contactados por aeroportos e bases aéreas interessados. O grupo está agora a fazer crowdfunding no site GoFundMe, para conseguir dinheiro para viajar até Washington D.C e poder aceitar o prémio «Presidents Environmental Youth Award», da EPA.


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