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Já não é preciso ir ao Japão para dormir numa cápsula. Os aeroportos começam a apostar nesta fórmula para dar descanso aos passageiros e há também uma empresa eslovaca que criou uma casa-cápsula portátil com 11 metros quadrados. E amiga da natureza.

Dos hotéis-cápsula já quase todos ouvimos falar. Devido à falta de espaço nas grandes cidades japonesas, os arquitetos começaram a fazer microunidades de alojamento em que apenas cabia uma pessoa. Deitada. O primeiro hotel foi inaugurado em 1979, em Osaka, e desde então abriram outros um pouco por todo o país. Mas a moda não pegou, sendo muitos os turistas que gostam de viver esta experiência quando vão ao Japão, mas são depois incapazes de repeti-la nos seus países, tal a sensação de claustrofobia.

De forma algo inesperada surgem agora notícias que apontam em sentido contrário. Depois dos aeroportos de Abu Dhabi e do Dubai terem apostado nas sleeping pods, o de Helsínquia é o primeiro na Europa a apostar nestas cápsulas para dormir. São 19 que podem ser alugadas por nove euros à hora, almofada incluída. Muito mais completas são as ecocapsules, cápsulas ecossustentáveis de origem eslovaca com 11 m², o espaço suficiente para que tenham uma cama, cozinha, casa de banho, secretária e arrumação. Pode ser transportada num atrelado e usada como casa de férias, seja no fundo do quintal, numa praia deserta ou no topo de uma montanha.

ecocapsule.sk

Toda a energia é produzida pela cápsula com uma turbina eólica e painéis solares. A água da chuva é armazenada.

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A ecocápsula eslovaca pode ser transportada para qualquer lado, como um simples atrelado.

Artigo da edição de julho 2015 - n.º 249