Ainda há muito mundo para desbravar, nos surpreender e aguçar a vontade de sair daqui.

Um fotógrafo em Vanuatu

Viajar não é só conhecer lugares míticos que já vimos em todas as revistas nem simplesmente não fazer nada numa praia paradisíaca. Viajar é também, e muito, conhecer o que até aí era desconhecido, supreender-se com o inimaginado. Foi essa vontade, aliás, que deu fama às viagens e corpo aos melhores viajantes. É nesse sentido da viagem como descoberta que publicamos nesta edição um portfólio fotográfico sobre o estranho culto Cargo, da Melanésia.
Esta história foi descoberta pelo fotojornalista Vlad Sokhin, um russo-português com muito mundo percorrido, quando ele andava por aquela região a fazer um trabalho sobre violência sobre as mulheres na Papua-Nova Guiné.
O que lhe chamou a atenção a Vlad era o que chamaria a qualquer viajante, mesmo que não profissional: aviões e armas americanos reproduzidos em madeira. Vlad investigou e descobriu que nesta ilha de Tanna, em Vanuatu, há este estranho culto que combina o ódio ao Ocidente com o fascínio com as coisas americanas.
Esta reportagem faz-nos recordar que, apesar de todos os meios que tornaram o mundo mais pequeno, ele ainda é muito, muito grande. E que só a falta de curiosidade nos deve impedir de o desbravar.
Isto leva-nos a outra questão: a próxima revista, a edição de agosto da Volta ao Mundo que irá para as bancas na terceira semana de julho. Esse será um número para ler, sublinhar e guardar, porque poderá muito bem ser o seu guia essencial de viagens até ao fim dos seus dias. Parece-lhe tétrico? E se lhe dissermos que terá 250 boas razões para o comprar? Boas viagens.

Catarina Carvalho, diretora
catarina.carvalho@voltaaomundo.com.pt

Vlad Sokhin
Vlad Sokhin

Catarina Carvalho, diretora