Uma lista de 15 viagens para todos os gostos: de avião, barco, comboio, carro ou a pé.

Transiberiano – Europa/Ásia

É daqueles destinos que quase todos os viajantes têm na sua lista de sonhos a cumprir. A maior linha ferroviária do mundo, cerca de nove mil quilómetros que unem Moscovo a Vladivostok, com passagem pela Sibéria e paraísos como o lago Baikal, o lago de água doce mais profundo do planeta. A linha desmultiplica-se em várias linhas, na verdade, entre elas o Transmongoliano, que passa pela Mongólia e tem Pequim como destino final. Dá para fazer de forma livre ou com uma agência especializada. Em qualquer dos casos, convém levar O Grande Bazar Ferroviário, livro de Paul Theroux. Pela qualidade da escrita e para perceber o que mudou em quase quarenta anos.

El Caminito del Rey – Málaga, Espanha

A história é simples: em 1921, o rei Afonso III foi obrigado a cruzar este caminho, para a inauguração de uma barragem (Conde del Guadalhorce) e desde então ficou conhecido como El Caminito del Rey. Tudo porque não era um caminho qualquer, chegando mesmo a ser considerado como o mais perigoso do mundo. Uma passagem de três quilómetros cravada nas paredes de um imponente desfiladeiro andaluz. Depois de vários anos votado ao abandono, reabriu em março e pode ser percorrido com as devidas condições de segurança. caminitodelrey.info

Allure of the Seas – Caraíbas e Mediterrâneo

A cada ano que passa há um navio de cruzeiro gigante, o novo maior navio de cruzeiros do mundo. Tudo indica que o título esteja agora na posse do Allure of the Seas, da Royal Caribbean. Uma verdadeira cidade aquática com 360 metros de comprimento e capacidade para acomodar 6300 passageiros. Teatro ao ar livre, um carrossel, ginásio, spa, quatro piscinas, simulador de surf e um grande espaço aberto com vegetação tropical são alguns do elementos que mostram a sua grandeza. Costuma andar pelas Caraíbas, mas de vez em quando também vem até ao Mediterrâneo. royalcaribbean.com

Franklin River – Austrália

É um rio menos conhecido mas nem por isso menos espetacular. Selvagem, radical, é o local perfeito para todos aqueles que gostam de aventura. De rafting. Fica situado bem lá longe, nos antípodas, na mítica Tasmânia, património da natureza repleto de água, ar puro, gorges (gargantas) e desfiladeiros de cortar a respiração. australianwildernessadventures.com

Route 66 – EUA

É daqueles lugares comuns aos quais é impossível fugir. Se é que é mesmo preciso fugir de todos eles. Mais de 3500 quilómetros (não é fácil saber qual a distância exata) que ligam Chicago a Santa Mónica, na Califórnia. Um lugar que todos parecemos conhecer mesmo sem nunca ter lá estado, tal os filmes icónicos que ali foram rodados. Mas nada como ir para o terreno. De carro ou, porque não?, numa Harley Davidson. Os norte-americanos pensaram em tudo e há várias empresas onde poderá fazer o aluguer. route66riders.com

Cruzeiro do Nilo – Egito

Jorge Amaral/Global Imagens

Tempos houve em que se sabia tudo sobre os rios, tal era a importância que tinham no desenvolvimento de uma cidade ou de um país. Esses tempos já lá vão, mas há uma pergunta de quiz que dificilmente alguém falhará: qual o rio mais extenso do planeta? O Nilo, claro está, mais de sete mil quilómetros com passagem por dez países africanos. Desagua no mar Medirrrâneo, no Egito. Cerca de noventa por cento da população egípcia vive mesmo junto às suas margens, entre eles os quase dez milhões de habitantes do Cairo. O porto perfeito para embarcar.

Fiordes da Noruega – Bergen, Noruega

Corbis

Há fiordes na Nova Zelândia e no Chile; há fiordes na Islândia e até no Brasil (um fiorde tropical, saco do Mamangua, em Paraty); e depois há os fiordes noruegueses. Talvez seja mais correto afirmar que há os fiordes noruegueses e depois todos os outros. Bergen, cidade rodeada de montanhas, é o ponto de partida por excelência para esta viagem mágica. Uma viagem onde todos os caminhos vão dar ao fiorde de Sognefjorden, o maior e mais profundo da Noruega, com 204 quilómetros de extensão, apenas superado pelo Scoresby Sund, na Gronelândia. Mas a Gronelândia é outro mundo!

Ring Road – Islândia

Corbis

A Islândia é cerca de dez por cento maior do que Portugal, mas tem apenas uma estrada principal, a Ring Road – 1300 quilómetros que dão volta à ilha. A explicação é simples, afinal este país (a tradução literal é terra gelada) está repleto de locais protegidos onde o alcatrão não é bem-vindo. O resto são estradas secundárias, muitas vezes em terra, que tanto podem ir dar a um geyser, uma cascata, como a um glaciar. Há um antes e um depois de uma visita à Islândia.

Estrada Pan-Americana – América do Norte do Sul

Outra das grande viagens, sobretudo para os amantes das road trips. Há quem tire um ano sabático para fazer os cerca de 25 mil quilómetros que ligam o Norte do Alasca até o extremo sul da Argentina, na cidade de Ushuaia; há quem o consiga fazer em alguns meses; outros há que vão fazendo aos poucos, por partes, ao longo da vida. Existe um troço de cerca de cem quilómetros, entre a Colômbia e o Panamá, que tem de ser feito por via marítima, devido à densidade da vegetação tropical. A prova, se preciso fosse, da riqueza desta viagem.

Four Seasons Volta ao Mundo

Existem várias formas dar uma volta ao mundo – o grupo Star Alliance tem bilhetes específicos para quem quiser explorar os quatro cantos do planeta – mas fazê-lo a bordo de um avião do grupo Four Seasons é outro luxo. E tem outro preço. A companhia comprou um Boeing 757 com capacidade para 52 pessoas e criou vários pacotes de viagem. Para 2016 estão programadas quatro saídas. A primeira, que terá lugar entre os dias 26 de janeiro e 18 de fevereiro, passará por locais como Bora Bora, Sydney, Bali, Chiang Mai, Taj Mahal e Mumbai, Praga ou Londres. Custa a módica quantia de 120 mil euros por pessoa. fourseasons.com/aroundtheworld

Deserto de Gobi – Mongólia/China

Corbis

Gobi significa deserto, em mongol. Mas este não é um deserto com caraterísticas comuns. Situa-do entre o Norte da China e o Sul da Mongólia, é considerado um verdadeiro museu no que se refere à paleontologia. Ainda hoje há muito quem por lá ande à procura de pegadas de dinossauros e fósseis petrificados. Também há quem tente dar de caras com o leopardo das neves, espécie em vias de extinção que, por incrível que possa parecer, vive por estas paragens. Até porque se no verão a temperatura chega aos cinquenta graus, no inverno podem atingir valores bem negativos. A pedra é outro dos elementos dominantes da paisagem. Em 2003 foram descobertas duzentas esculturas que terão sido usadas por nómadas primitivos para adoração ao Sol.

Carretera Austral – Chile

DR

Antes dos carros, das motos e dos camiões do Paris-Dakar se terem transferido de África para as paisagens do continente americano, já muitos ciclistas faziam da Carretera Austral um dos grandes desafios das suas vidas. Uma aventura de 1200 quilómetros na Patagónia chilena, com passagem por montanhas, florestas, glaciares e inúmeros lagos. Estrada apenas construída em 1988.

South Island – Nova Zelândia

DR/New Zeland Tourism

Se não tiver possibilidade de conhecer as duas ilhas que compõe o arquipélago da Nova Zelândia, escolha a South Island (Ilha do Sul). É lá que se situam as mais belas paisagens, as melhores praias e as estradas mais cénicas. Entre elas o troço que liga a cidade Anau ao Milford Sound, o fiorde mais visitado do país. newzealand.com/int/south-island

The Blue Train – África do Sul

Cabinas com banheira, comida de luxo, talheres de prata, um mordomo por carruagem… Mais do que um comboio, o Blue Train é um hotel cinco de estrelas sobre carris. Uma ligação de 1600 quilómetros (inaugurada em 1923), que une Pretória, lá bem no Norte do país, à Cidade do Cabo. O sonho inicial era chegar ao Cairo, de forma a encurtar distâncias entre os países africanos e mostrar a diversidade de paisagens existentes no continente. Mostra a diversidade existente na África do Sul, país que é também uma espécie de continente. Um percurso para fazer ao som de Blue Train, o segundo álbum de originais de John Coltrane. bluetrain.co.za

Mont Blanc – França

DR/Chamonix-Mont Blanc Tourism

Há quem defenda que uma montanha só se conhece verdadeiramente quando a percorremos a pé. Mesmo, ou sobretudo, se essa montanha for o Mont Blanc (Monte Branco), a mais alta montanha do Velho Continente, com mais de 4800 metros de altitude. Uma aventura a fazer no inverno? Não, no verão ou mesmo no outono, antes que a neve torne a paisagem homogénea e esconda as suas muitas cores. Há várias rotas predefinidas, para diferentes níveis de dificuldade e sem necessidade por isso de recorrer a operadores. Ainda assim, e por questões de segurança, convém ir sempre ir em grupo. autourdumontblanc.com