As companhias aéreas um pouco por todo o mundo estão a anunciar diferentes medidas excecionais, por exigência das autoridades norte-americanas, nos voos para os Estados Unidos, que vão desde entrevistas, inquéritos ou revistas mais rigorosas.

A companhia aérea Emirates, com sede no Dubai, anunciou que vai começar a realizar «entrevistas de pré-seleção» nos seus balcões de check-in para passageiros que saem daquele país e nas portas de embarque para voos de trânsito ou transferência, pedindo mais tempo a quem passar pelo aeroporto para o check-in e embarque, sem, contudo, quantificar.

O grupo alemão da Lufthansa, que incluiu várias companhias aéreas, anunciou que, «para além dos dispositivos de controlo eletrónicos já introduzidos», os viajantes para os Estados Unidos podem também ser sujeitos a «pequenas entrevistas no momento do check-in».

A Cathay Pacific Airways, com sede em Hong Kong, explicou que os passageiros com destino aos Estados Unidos serão sujeitos a uma «curta entrevista de segurança».

Já a Air France, disse que vai começar as entrevistas de segurança na quinta-feira no aeroporto Paris Orly e uma semana depois no aeroporto Charles de Gaulle. Explicaram que a triagem extra vai ter a forma de questionário.

A Royal Jordanian, com sede em Amã, explicou que vai apresentar os novos procedimentos em janeiro e que será efetuado um questionário aos passageiros antes do check-in, mas não sabe que perguntas vão ser feitas.

No caso da EgyptAir, a companhia salientou que as novas medidas incluem buscas mais detalhadas aos passageiros e às bagagens.

As operadoras dos EUA também serão afetadas pelas novas regras. A Delta Air Lines disse que estava a informar os passageiros que viajam para os EUA para chegarem ao aeroporto pelo menos três horas antes do voo para permitir um tempo extra para passarem por todos os procedimentos de segurança.

A TAP vai realizar uma «entrevista de segurança» em conjunto com a PSP a todos os passageiros nos voos para os Estados Unidos a partir de quinta-feira, anunciou hoje a empresa.

«De forma a cumprir com as novas exigências de segurança das autoridades dos EUA, todos os passageiros que embarquem tendo como destino qualquer cidade dos EUA serão submetidos, a partir de quinta-feira, dia 26 de outubro, a uma ‘entrevista de segurança’, realizada em conjunto com a PSP», informou a TAP numa resposta à Lusa sobre as consequências das medidas anunciadas pela administração do Presidente Donald Trump.

A porta-voz da Agência Norte-Americana para a Segurança nos Transportes (ANST), Lisa Farbstein, disse hoje que as novas medidas de segurança aplicam-se aos cerca de 2.100 voos que chegam diariamente aos Estados Unidos, tenham eles origem no Médio Oriente ou em qualquer outro ponto do globo.

Questionado pela Lusa, o presidente da SATA, Paulo Menezes, disse que a companhia açoriana também cumprirá as novas medidas de segurança nos voos para os Estados Unidos. «Estamos a cumprir toda a regulamentação que nos é exigida», disse Paulo Menezes.

As informações da ANST surgiram depois de seis companhias aéreas de longo curso terem anunciado hoje que, a pedido das autoridades norte-americanas, vão começar a fazer aos passageiros perguntas de segurança antes de estes embarcarem para os Estados Unidos.

Em comunicado, Lisa Farbstein precisou que as novas medidas de segurança «poderão incluir» o aumento de vigilância dos passageiros, mais inspeção de aparelhos eletrónicos que estes transportem e reforço do dispositivo de segurança dos aeroportos, frisando que tais medidas se aplicarão tanto a cidadãos norte-americanos como a estrangeiros.

Lusa

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