Dez anos passaram desde o lançamento do projeto e, vários adiamentos depois, o Louvre Abu Dhabi abre hoje – finalmente – portas.

O museu é, não só um marco para o Médio Oriente – o primeiro museu universal da zona –, mas também para o resto do mundo, já que é um símbolo de tolerância e respeito pelas diferentes culturas, num local do globo onde nem sempre é esse o caso. See Humanity in a New Light (Ver a Humanidade com uma nova luz) é o lema da casa.

O edifício é uma obra de arte em si mesmo: gigante, voltado para a água, luminoso, apelidado por Jean Nouvel – arquiteto francês que desenhou o Louvre de Abu Dhabi – como uma «chuva de luz».

«A França orgulha-se de contribuir com este museu para os Emirados Árabes Unidos», afirmou Françoise Nyssen, numa conferência de imprensa em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, a 9 de setembro.

A responsável sublinhou que este museu foi a «resposta conjunta» de Paris e Abu Dhabi, num momento em que a «cultura está sob ataque».

O projeto nasceu de um acordo intergovernamental assinado em 2007 entre as duas nações. O acordo, que será válido por 30 anos, estipula que a França preste assessoria, emprestando obras e organizando exposições temporárias em troca da cedência do nome «Louvre» e de mil milhões de euros. Além do apoio do museu parisiense, o Louvre localizado na capital dos Emirados tem o apoio de mais 17 instituições francesas.

O museu tem 23 galerias permanentes e 600 obras, a maioria delas relacionadas com a História Antiga e Religião. Metade emprestada pelos franceses.

A exibição inaugural tem lugar a 21 de dezembro e vai percorrer a história do Louvre de Paris. Mas não será uma cópia do original, já que terá performances ao vivo frequentes e um museu para crianças.

» louvreabudhabi.ae


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