O Trump Soho Hotel vai perder o nome que partilha com o Presidente dos EUA. O motivo? Parece que tem tido problemas em atrair clientes e em manter o negócio.

A Trump Organization disse, na passada quarta-feira, que vai por fim ao acordo de licenciamento com o hotel de Nova Iorque do bairro de Soho, depois de ver os relatórios que comprovam as dificuldades da propriedade.

A empresa de Donald Trump assinou um acordo com os proprietários do hotel e da torre residencial para acabar com a gestão e uso do nome do «Trump». O anúncio surgiu depois de outros hotéis e resorts da empresa em todo mundo estarem a mostrar «resultados mistos».

A torre de Soho tem sido alvo de grandes controvérsias e problemas há vários anos. Um dos seus proprietários originais era um homem de negócios que acabou por ser condenado devido a esquemas de fraude de ações ligadas à máfia. Mais tarde, os três filhos mais velhos de Trump foram acusados de alegadamente terem defraudado os compradores de apartamentos no prédio – um caso que foi muito falado em 2011.

No mês passado, um advogado do Estado – representante legal da acusação em países como os EUA – de Nova Iorque, desistiu do inquérito de fraude depois de ter aceite uma contribuição de campanha no valor de 32 mil dólares (cerca de 27 mil euros) de um advogado que representava a Trump Organization na investigação. O advogado de Estado afirmou, depois, que o dinheiro nada teve a ver com a desistência do caso.

Além disso, também houve sinais de problemas de negócios recentes no Trump SoHo Hotel. Koi, o restaurante de sushi do local, fechou no início deste ano, além do The New York Times ter reportado uma queda nas tarifas do quartos e vendas lentas de apartamentos na parte residencial do prédio.

A empresa do presidente dos EUA não fez comentários, além do comunicado de imprensa que anunciava o fim do acordo. Tal como muitas outras propriedades da marca Trump, a Trump Organization não possui o Trump SoHo.

Enquanto outros hotéis e resorts com o nome «Trump» também parecem estar a ter grandes dificuldades – como é o caso dos dois clubes de golfe na Escócia, que duplicaram as perdas no ano passado, e dos campos de golfe em Los Angeles e Nova Iorque que também estão em queda -, alguns estão, aparentemente, a crescer. O hotel «Trump» em Washington, D.C. está com boas vendas, atraindo homens de negócio e diplomatas estrangeiros com negócios na cidade.


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