Fazer uma pizza não é para qualquer um – ou pelo menos, uma boa pizza – e, apesar da quantidade de restaurantes que, em todo o mundo, servem autênticas pizzas italianas, há um lugar para onde vale a pena viajar para as comer. Estamos a falar de Nápoles, em Itália.

Os pizzaioli – quem faz as pizzas – esperam que as Nações Unidas atribuam o estatuto de «Património Imaterial» a esta verdadeira iguaria mundialmente conhecida.

O Comité do Património Mundial da UNESCO vai estar reunido até 9 de dezembro para considerar quais as tradições mundiais que irão ser adicionadas à sua lista de Património Imaterial. Os membros do Comité vão, então, votar nas tradições culturais que estão a lutar para sobreviver ou manter a sua identidade única.

De acordo com a publicação Pizza Marketplace, a Associação de Pizzaioli de Nápoles fez esforços para adicionar a tradição culinária à lista da UNESCO, depois de ver como outras culturas se apropriaram da pizza napolitana, adicionando molhos não-italianos, outros queijos e coberturas estranhas (como molho barbecue ou abacaxi) à pizza tradicional.

Os pizzaioli querem que a UNESCO reconheça todos os passos que fazem parte da fabricação tradicional de pizza napolitana, que inclui girar e atirar a massa ao ar e cozê-la num forno a lenha. Segundo o The Local, se a tradição for adicionada à lista do Património Imaterial, a Associação de Pizzaioli vai oferecer pizza gratuita nas ruas.

Um total de 35 tradições mundiais foram nomeadas para se juntarem à lista da UNESCO. Criada em 2003 para aumentar a consciencialização sobre as tradições locais, a lista do Património Imaterial da UNESCO inclui atualmente costumes como a dança flamenca de Espanha ou o Cante Alentejano de Portugal. O Comité decidirá na próxima sexta-feira, 8 de dezembro, quais as tradições que vão ser adicionadas à lista de 2017.


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