De acordo com The Aviation Safety Network, o ano de 2017 foi o mais seguro na história das viagens aéreas comerciais. Não houve acidentes que envolvessem grandes aviões de passageiros em qualquer lugar do mundo, apesar de o volume de tráfego aéreo ter chegado ao seu ponto mais alto de sempre.

Excluindo atos de suicídio, sabotagem e sequestro, 59 pessoas morreram em 14 acidentes aéreos em todo o mundo no ano passado, uma melhoria significativa em relação aos 17 acidentes que aconteceram em 2016 e que provocaram 258 mortes.

O pior acidente de aviação de 2017 ocorreu em janeiro, quando um avião de carga Boeing 747 se despistou numa vila no Quirguistão, matando quatro tripulantes e 35 pessoas que se encontravam no local. A véspera de Ano Novo viu o acidente com mais mortes a bordo, quando uma aeronave Cessna 208 caiu na Costa Rica – os 12 ocupantes morreram. É de ressaltar que os dados apresentados pelo The Aviation Safety Network não incluem acidentes que envolveram helicópteros e aeronaves militares. Isso significa que o acidente de um avião de transporte Y-8 da Força Aérea de Myanmar, que matou 122 pessoas em junho do ano passado, não aparece nas estatísticas.

O incidente mais recente envolvendo um avião comercial ocorreu em novembro de 2016, quando um Avro RJ85 operado pela LaMia caiu na Colômbia, matando 71 das 77 pessoas a bordo.

Nas últimas duas décadas, a tendência tem sido decrescente em acidentes e fatalidades no setor aéreo. «Desde 1997, o número médio de acidentes do avião revelou um declínio constante e persistente, graças aos esforços contínuos impulsionados pela segurança das organizações internacionais de aviação», avançou Harro Ranter, presidente da Aviation Safety Network, em comunicado.

A agência também observou que, até de 31 de dezembro de 2017, o mundo esteve 398 dias sem qualquer acidente que envolvesse um avião de passageiros e 792 dias desde que um acidente com uma aeronave civil matou mais de 100 pessoas. 2005 foi o último ano a registar mais de 1000 mortes em voos comerciais.

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