A VietJet Air acaba de lançar o seu calendário 2018 e diz que a sessão de fotografias é para «mostrar o serviço de alta qualidade da companhia aérea». No entanto, as mulheres que pousaram não são nem vietnamitas nem trabalham num dos aviões da empresa. São modelos.

Fotografias de mulheres em lingerie que se apresentam como pilotos, controladores de tráfego aéreo, técnicos e assistentes de bordo. De janeiro a dezembro. O objetivo, garante a empresa, é «apresentar uma perspetiva muito interessante dos serviços da companhia aérea e da sua frota moderna». «Um calendário a pensar nos passageiros da VietJet Air e em todos os fãs da aviação», responde a empresa às críticas sobre tratar-se de «sexo».

Esta iniciativa da Vietjet Air é assumidamente para promover os seus voos. E não é novidade. A companhia aérea é conhecida pelas campanhas com mulheres, literalmente, despidas. Aparecem tanto nos calendários como em voos ocasionais. Sim, enquanto estão a trabalhar.

Mesmo com todas as polémicas sobre o desrespeito pela imagem da mulher, assim como pela cultura do Vietname, a empresa garante que a estratégia tem resultado num aumento de vendas de voos. Neste momento, a companhia aérea cobre mais de 40% dos voos domésticos no Vietname e voa para mais de 10 destinos internacionais. A CEO é Nguyen Thi Phuong Thao, identificada pela Forbes como a única mulher multimilionária no Sudeste Asiático.

Afinal, o que mais interessa aos viajantes na altura de reservar uma viagem: tarifas mais baixas e horários dos voos mais convenientes? Ou a expetativa de ter assistentes de bordo a trabalhar de lingerie?

Lembra-se do calendário polémico com as assistentes de bordo da Ryanair?


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