Dez dias. Mais de mil quilómetros. Muito rum, muita salsa e uma belíssima coleção de memórias para juntar ao arquivo de viagens. Cuba de lés a lés (ou quase) é uma viagem obrigatória para quem tem sede daquilo que nem sempre aparece nos cartões-postais. Venha daí!

Texto de Maria Ana Ventura
Fotografia de Tiago Claro

Não é preciso demorarmo‑nos muito em Santiago de Cuba para perceber que a cidade faz jus ao seu slogan e que o seu caráter é forjado em igual medida por estes três atributos. É aqui que começa a nossa jornada por Cuba, uma viagem que nos levará ao encontro do óbvio (não há como fugir-lhe) mas também daquilo que o turismo de massas ainda não descobriu. Uma viagem que contará mais de um milhar de quilómetros e muitas horas de estrada e que, no final de contas, foi uma soma de momentos incríveis e irrepetíveis.

Somos recebidos em Santiago com o fervor que é apanágio em cada um dos 110 861 quilómetros quadrados da ilha que se estende ao sol no mar das Caraíbas. Um fervor que se sente no trato, na música, no ruído e no calor que emana das ruas e vielas do seu centro histórico, por onde começa a nossa romaria.

Picamos o ponto na obrigatória Catedral de Nossa Senhora da Assunção que tem a sua morada no coração de Santiago desde o século XVI e que assistiu na primeira fila ao crescimento da cidade, a diversas emboscadas de corsários e a uma mão-cheia de terramotos. E mais, é também o lugar de descanso do conquistador Diego Velázquez de Cuéllar, primeiro governador de Cuba. Aos pés da catedral encontramos o Parque Céspedes, batizado em honra do homem que escreveu a declaração de independência de Cuba e que começou o movimento que, ao cabo de três guerras, transformou o país em nação independente.

A praça é ponto de encontro de novos e velhos e de uns poucos turistas, como nós. Ouve‑se música. Música que vem de todos os lados: da boca de uma jovem morena que trauteia uma qualquer canção da moda, de uma janela aberta para a rua e do rádio de bolso de um dos senhores que dormita à sombra de uma árvore. A praça está à pinha agora como estaria a qualquer outra hora do dia. Aliás, todas as praças de Cuba são sempre concorridas. É que aqui a vida ainda se faz mais na rua e na conversa, no pé de dança, na peladinha e menos nos telefones, tablets e televisões – e isso é encantador.

«Aqui a vida ainda se faz mais na rua, na conversa, no pé de dança e na peladinha e menos nos telefones, nos tablets e nas televisões ‑ e isso é encantador.»

Com o dia a querer chegar ao fim decidimos estacionar no Hotel Casa Granda para dar descanso às pernas. No terraço do centenário hotel, com um copo de rum numa mão e a máquina fotográfica noutra, vemos o Sol desaparecer no horizonte por entre os imponentes torreões da catedral. De seguida, e sem sair do centro histórico, eis‑nos prontos para a festa na Casa de La Trova, referência musical absoluta não só em Santiago mas em todo o país.

Entre os vários motivos pelos quais Santiago é histórica – e entre eles contam‑se o facto de sido a primeira capital cubana e de ter sido o gatilho da independência e da revolução – conta‑se também ter sido berço de vários géneros importantes da música cubana como o son, o mais genuíno género cubano – uma miscigenação de ritmos espanhóis e africanos que resulta numa sonoridade única. E mais. São santiagueiros Compay Segundo, Eliades Ochoa, Olga Guillot, três gigantes da música cubana. Todos os três passaram pela La Trova que nesta noite está por conta de um septeto exclusivamente feminino. A música das Morena Son impõe um ritmo frenético aos vários pares de bailarinos que, à vez, dão também o seu espetáculo. Contagiados pelo ritmo, pela energia e pela alegria – e, sejamos francos, também pelo rum –, entramos também na dança.


Fazemo‑nos à estrada às primeiras horas da manhã passando de raspão pela Praça Antonio Maceo e pelo Cemitério Santa Ifigénia, onde estão sepultados José Martí, Fidel Castro e muitas outras figuras essenciais da história de Cuba e só depois seguimos em direção à serra Maestra, manto da invisibilidade dos guerrilheiros da independência e da revolução, mas também o coração cafeeiro de Cuba.

A estrada é íngreme, sinuosa e, graças a uma chuva miudinha, está escorregadia. O carro vê‑se e deseja‑se para vencer a subida que nos levará ao sopé (no cocuruto da montanha) da Gran Piedra. Da base ao topo da pedra colossal que nos serve de miradouro vai uma curta caminhada pelo meio da floresta nativa que serve para abrir os pulmões e recuperar dos excessos da noite passada. Do alto da Gran Piedra a vista alcança até onde o horizonte permite: a oeste a estrada que nos próximos dias nos levará de terra em terra e de praia em praia até Havana; a leste, o Parque Nacional de Bocanao (Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO) e Guantánamo, província fabulosa onde, apesar das muitas praias idílicas, o turismo de massas ainda não pôs o bico.

Aos nossos pés, escondida sob a vegetação, está a Fazenda La Isabelica, que em tempos foi uma entre várias dezenas de fazendas cafeeiras e hoje faz as vezes de museu revelando os preceitos do cultivo do café que saboreamos acabado de torrar e de coar. Apetece preguiçar na serra mas a estrada chama. E porque «para baixo todos os santos ajudam» não tarda muito até estarmos novamente ao nível do mar – ou quase.

A fortaleza seiscentista Castillo de San Pedro de la Roca é Património Mundial e um belo camarote para assistir ao pôr do Sol.

O Castillo de San Pedro de la Roca está sessenta metros acima do mar às portas de Santiago de Cuba. Determinante na defesa da cidade, a fortaleza seiscentista foi classificada Património Mundial pela UNESCO, mas o que não se escreve nos livros é que é o camarote ideal para assistir ao pôr do Sol.

 


Ao terceiro dia de viagem amanhecemos com as galinhas e seguimos caminho. Pouco antes da hora de almoço cruzamos a placa que dá as boas‑vindas a Las Tunas, conhecida como a cidade das esculturas, mas da qual nos lembraremos como a cidade onde dançamos salsa ao meio‑dia de quinta‑feira como se fossem onze da noite de um qualquer sábado.

Las Tunas é a capital da província homónima e o cognome «cidade das esculturas» percebe‑se à medida que perdemos a conta a mais de uma centena de obras de arte esculpidas por diversos artistas cubanos. Com o sol a pique e as temperaturas a bater nos 34 graus, decidimos parar para refrescar na casa da música e acabamos a dançar salsa ao ritmo de um divertido quinteto. O bailarico vai‑se fazer pagar caro. Chegamos a Camagüey, joia da Cuba colonial, já depois de o Sol posto. Tarde de mais para ver um dos centros históricos mais bonitas da ilha. Tarde de mais para nos demorarmos nela o tempo suficiente para prestar às suas muitas praças, igrejas e fachadas coloniais a atenção que elas merecem.

Na estrada que nos entregará a Havava, tropeçamos em duas cidades encantadoras: Las Tunas e Camaguey, joia de Cuba colonial.

Dia quatro e esperam‑nos mais quilómetros mas também novos costumes, tradições e caras que não haveremos de esquecer tão cedo. Vicente é uma dessas pessoas. É o homem forte do Rancho King, um rancho nas redondezas de Camagüey, que nasceu quando as relações entre Cuba e Estados Unidos da América eram mais amistosas. Vicente é o mestre-de-cerimónias do rodeo que vai acontecer na arena do rancho, uma prova de bravura de quatro valentes cubanos que enfrentam bois em quatro provas de força e destreza.

E se o rodeo é para nós uma estreia, também o é a visita que fazemos à comunidade do rancho. Uma pequeníssima aldeia de gente de sorriso tão fácil quanto a conversa. O campo está‑lhes tatuado na pele e no trato e as casas, simples e rústicas, escondem os mesteres desta gente que cedo aprendeu também a amanhar a terra, a trabalhar o barro e dar um novo uso a velhos utensílios. O café acabado de coar sabe melhor assim tomado com os da casa. E melhor ainda sabe este almoço à boa moda do rancho: arroz de feijão, salada e um saboroso porco no espeto temperado pela paciência e engenho do senhor que esteve de olho no espeto e no fogo desde as primeiras horas da manhã. Se isto não é a tal de comfort food não sabemos o que será.

Antes das despedidas houve tempo para o obrigatório pé de dança à boleia do quarteto ranchero e para trocar lembranças com Vicente que nos oferece um olho de boi para buena fortuna. E que fortuna esta de conhecer gente tão boa na estrada. É ao asfalto que voltamos para, daqui a um par de horas, chegarmos a Cayo Coco.

 


Já os vimos nas capas de revistas que apregoam destinos de sonho. Os cayos, e o Coco e o Santa Maria em especial, são dois porta‑estandartes da Cuba destino de praia e foram justamente eles que pagaram mais caro a fatura dos ventos de 260 quilómetros hora, das vagas de cinco metros e da chuva intensa que o Irma levou até às Caraíbas em setembro passado. Estamos em novembro e ninguém diria que há um par de meses o furacão mais devastador de que há memória tinha arrasado quase totalmente este pedaço de céu. A prevenção foi determinante mas o esforço hercúleo que juntou hoteleiros, empreiteiros e engenheiros locais e estrangeiros para reconstruir o paraíso depois da tempestade, esse, foi de se lhe tirar o chapéu.

Cayo Coco é o primeiro cayo (ilha) em que tropeçamos nesta viagem e aqui só vem por dois motivos, pela praia e pelo sol. Não há aldeias, não há vilarejos, não há museus, nem igrejas, nem um mercadinho sequer: só quilómetros de praia de areia branca estendidos à beira do mar turquesa caribenho. E resorts, muitos resorts.

Quis o destino que fôssemos recebidos com uma valente chuvada que fazia muita falta à agricultura mas pouca ao turismo. A chuvada não será contudo empecilho para ir até Cayo Guillermo, a ilhota vizinha, espreitar o delfinário onde, querendo, se pode riscar da lista de coisas‑que‑gostaria‑de‑fazer o item «nadar com golfinhos». Já a manhã seguinte traz tréguas no céu cinzento e podemos enfim estender os corpos ao sol e curtir a praia. A história repetir‑se‑á no Cayo Santa Maria, vizinho do Coco, e tão idílico quanto ele mas entre um e outro decidimos matar saudades do verde e fazemos um desvio até Jobo Rosado para um revigorante passeio na Reserva Natural Jobo Rosado, na província de Sancti Spíritus.

O Rancho Querete é a porta de entrada para o trilho (ou sendero) que nos vai levar a uma queda de água. Um percurso que, em vários momentos, nos faz acreditar que podíamos estar algures no nordeste brasileiro. O nosso guia caminha descalço pela lama, apontando‑nos as principais caraterísticas da mata nativa e alertando‑nos para os perigos de uma planta capaz de queimar a pele. A cascata é fabulosa num dia como o de hoje, acinzentado, mas mais deslumbrante é em dias de sol. A custo resistimos a um mergulho para nos entregarmos uma vez mais aos prazeres da cozinha rural: palmas para mais um delicioso porco no espeto.

Chamam‑se cayos, mas também «pequenos paraísos de areia branca e mar turquesa». Coco, Guillermo, Santa e Blanco são alguns dos mais populares.

Cayo Santa Maria é uma repetição da rotina praia, piscina, cocktail, mergulho, sesta, cocktail e um pé de dança que experimentámos em Cayo Coco e (sem querer estragar a surpresa mas já estragando) será a mesma que em Varadero para onde vamos mas antes tropeçamos em Remédios.

A cidade acordou há pouco e devagar, devagarinho vai-se espreguiçando ao sol. Na Plaza Isabel II Artesania montam‑se as bancas com os típicos souvenirs ilustrados com a cara de Che e Fidel mas também com instrumentos musicais abstratos e máscaras feitas de conchas. Despertam também os cafés: o Louvre, que fica bem defronte da Igreja de São João Batista, e o do Hotel Barcelona, um hotel de charme que, apesar de carregar o nome da capital catalã, tem um pátio florido forrado a azulejos que lhe dá um ar mais andaluz que outra coisa.

Adiante na estrada, em Santa Clara, encostamos para espreitar o Mausoléu de Che Guevara, um impressionante complexo encabeçado por uma colossal estátua de Che onde existe também um museu que, não fora ser segunda‑feira teríamos igualmente conhecido. Acelaramos então até Varadero, onde se repetirá, como já se disse, a receita de estender toalhas ao sol e de sair de barco para conhecer pequenas ilhotas vizinhas da estância. Sabe bem! Mas Havana saberá ainda melhor.

 


Ao cabo de nove dias, ei‑la por fim. Ei‑la, Havana! Havana de Hemingway e dos miúdos que fazem da Plaza Vieja o seu campo de futebol. Havana do Malecón, dos carros clássicos e dos seus motoristas gingões. Havana da Bodeguita, da Floridita e da música. Havana das duas faces: a «Vieja e a Moderna». É pela cidade nova que começam as apresentações. Mais propriamente pela imponente Plaza de la Revolución. Imponente não só pelo tamanho – são uns impressionantes 72 mil metros quadrados – mas sobretudo pelo peso dos momentos que ali se viveram que as, não menos imponentes, esculturas de Che, Camilo Cienfuegos e José Martí fazem questão de nos recordar. Feitas as fotos da praxe e porque o nosso tempo em Havana é muito menor do que desejaríamos, cruzamos as largas avenidas até Havana la Vieja, coração ribombante do burgo.

Na Floridita, turistas acotovelam‑se ao balcão onde Hemingway tomou incontáveis daiquiris e, seguindo as pisadas que o nobel da Literatura deixou imortalizadas na frase «Mi mojito en La Bodeguita, mi daiquirí en El Floridita», seguem depois para La Bodeguita para o cocktail da praxe. Nós também picaremos o ponto em ambos mas demoramo‑nos mais a estudar o movimento aleatório dos miúdos que correm atrás da bola na Plaza Vieja enquanto tomamos um café à sombra. Demoramo‑nos mais à conversa com um médico que salvou dezenas de crianças da malária em Angola e que hoje conduz o seu táxi pelas ruas de Havana.

A melhor forma de conhecer Havana é em pleno exercício de liberdade turística.

Em Havana demorar é preciso. E por isso temos pena de não nos podermos alongar a estudar a arte de Escalera e companhia no Museu de Belas-Artes ou a ver o que há de novo na Fábrica de Arte Cubana, fulgurante centro de arte contemporânea. Para isso e para ver que segredos escondem cada uma das vielas do fotogénico Barrio Chino. Para viver Havana como ela merece há que ir a uma mão-cheia de bares e clubes – picar o ponto no Callejón de Hamel, na Casa de la Música e nos milhentos bares e night clubs do Vedado – e dançar a salsa ou cantar o son como se o mundo fosse acabar amanhã. Para conhecer Havana sem ser levado pela turba de turistas há que tomar um copo com «os da casa» e deixar que sejam eles a dizer o que é que vale ou não a pena. Oh, tomáramos ter mais tempo para esta viagem no tempo…

Continuamos pela Calle Obispo até à Plaza de Armas e daí seguimos até à zona do porto de cruzeiros onde regateamos com um cubano gingão o preço de um passeio num carro clássico. Um cliché inevitável – ainda para mais quando o tempo para ver e viver Havana é contado.

Ao som de um qualquer hit do reggeaton do momento aceleramos pelo Malecón com a paisagem a deslizar em fast forward à frente dos nossos olhos: de um lado as ondas batidas do vento a quererem galgar o cimento, do outro as fachadas coloniais com as cores gastas pelo sol e pelo sal. Além o Castillo de los Tres Reyes Magos del Morro e, adiante, o histórico Hotel Nacional com o seu charme art déco.

Havana é uma doce mulher de armas. Histórica e resistente, de sorriso fácil e pelo na venta.

De volta ao ponto de partida, eis‑nos no Porto de Havana à hora certa para ver as cúpulas douradas da igreja ortodoxa Nossa Senhora de Cazã ainda mais reluzentes por conta do sol poente. Perdemos a conta aos quilómetros que palmilhamos e às fotografias que tiramos, Havana deu‑nos uma sova, no melhor dos sentidos, mas nesta noite bailaremos até ser quase dia num clube do qual nos esquecemos o nome (efeitos colaterais da ingestão de rum).

Chegamos ao derradeiro dia de viagem, o décimo. E é pouco, muito pouco, o tempo que nos resta em Havana. Passamo‑lo em exercício de liberdade turística: sem mapa em riste e sem destino traçado, fruindo da cidade e do seu ritmo. Um pouco mais tarde, trinta mil pés acima do nível do mar algures sobre o Atlântico, daremos conta de que trouxemos uma mão-cheia de recordações e um vincado desejo de voltar mas o coração, esse, ficou a dançar numa qualquer rua de Havana.


Cuba

Documentos: Passaporte e Visto
Moeda: Há duas moedas, o peso cubano (CUP) e o peso conversível (CUC). O CUC é a moeda do turista
Fuso horário: GMT – 5
Idioma: Espanhol

Quando Ir

Entre agosto e outubro a probabilidade de se cruzar com um furacão é maior do que no resto do ano, por isso essa será a única altura menos aconselhada para viajar para Cuba. De resto, qualquer mês é ideal.

Ir

Várias companhias têm voos regulares e charters para Havana a partir de Madrid, mas para Santiago só voa, a partir da Europa, a Cubana de Aviación (a companhia aérea nacional). Santiago e Havana têm algumas ligações aéreas diariamente operadas por companhias domésticas.

Ficar

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A meia dúzia de quarteirões do centro de Santiago. Não falta piscina, bar, restaurantes, ginásio e uma mão-cheia de outros serviços essenciais.
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PESTANA CAYO COCO
Piscinas para todas as idades, restaurantes para todos os gostos e entreténs para todos os feitios. Isto e muito mais em regime all inclusive com o selo do gigante português da hotelaria.
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Numa das zonas nobres da cidade, é um clássico. Conte com vista de mar em boa parte dos quartos e com um piso executivo com mordomias extra.
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Visitar

SANTIAGO DE CUBA
A segunda cidade mais importante de Cuba é uma caixinha de surpresas onde, além dos obrigatórios (La Trova, Hotel Casagrande, catedral e Parque Céspedes) é também fundamental vasculhar a serra Maestra e aprender mais sobre a Rota do Café.

REMÉDIOS
A cidade é uma das joias coloniais de Cuba. Oportunidade perfeita para se misturar com os locais sem fornadas de turistas.

CAYOS
O Coco e o Santa Maria são os mais badalados e a fama é justificada: são quilómetros e quilómetros de praias de areias desertas estendidas à beira de águas pornograficamente turquesa.

LA HAVANA
Aqui ficam três (mas podiam ser mil) motivos para visitar a capital. Um: Havana é única e irrepetível. Dois: as pessoas que metem conversa consigo (muitas vezes sem ser a troco de nada), que lhe sorriem nas ruas e que, sem ponta de malícia, lhe atiram um elogio só porque sim. Três: pela música, pela boémia e pela arte que andam as três de mãos dadas por cada rua da velha Habana.

Comer

Uma mescla da gastronomia espanhola, da caribenha e da africana, talvez esta seja a melhor descrição para o cozinha cubana. À beira‑ mar ganham destaque os pratos de peixe e marisco e a lagosta sobretudo, no interior o receituário usa e abusa da yuca, do arroz, do feijão e dos assados.

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