Macau com novas regras de entrada - estrangeiros continuam excluídos
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O Governo de Macau divulgou hoje mais dez roteiros turísticos locais, que incluem desde uma viagem de helicóptero, a visitas noturnas com passagem pelo centro histórico, património mundial da UNESCO.

Lançado há cerca de um mês para impulsionar a economia, afetada pela covid-19, o plano de turismo doméstico «Vamos Macau», contempla agora 25 roteiros, 13 comunitários e 12 de lazer, com os residentes a receberem 560 patacas (62 euros) caso participem em duas excursões.

Em conferência de imprensa, as autoridades de Macau detalharam, por exemplo, que a viagem de helicóptero custará 398 patacas (43 euros).

Desde que foi lançado o plano, que pretende ajudar a recuperação gradual da indústria turística local, mais de 87 mil residentes inscreveram-se para participar nas excursões no território altamente dependente do turismo e que em 2019 recebeu quase 40 milhões de visitantes.

Horas antes, o Governo tinha anunciado que o número de visitantes em Macau caiu mais de 90% em junho e 83,9% no primeiro semestre, em relação a iguais períodos de 2019. Se em junho de 2019 a capital mundial dos casinos tinha recebido mais de três milhões de visitantes, agora, passado um ano, recebeu apenas 22.556 visitantes, indicaram os Serviços de Estatística e Censos de Macau (DSEC).

Com as fronteiras ainda praticamente encerradas para visitantes, o Governo de Macau lançou também, no dia 5 de junho, a aplicação ‘Macau Ready Go’, que integra as promoções oferecidas por várias indústrias, empresas e lojas de Macau.

Até ao momento, explicaram as autoridades na conferência de imprensa, inscreveram-se na plataforma 641 empresas, que divulgaram mais de mil anúncios de promoções, foram descarregados 78 mil cupões e a página foi visitada mais de 1,3 milhões de vezes.

A plataforma tem como objetivo, no futuro, abranger o mercado turístico, ou seja, os visitantes, mas para já será focado para a população local.

Macau foi dos primeiros territórios a identificar casos de covid-19, antes do final de janeiro. O último, o 46.º, detetado em 25 de junho, quando já não havia registo de novos casos desde 09 de abril, já recebeu alta hospitalar. Macau não registou nenhuma morte relacionada com a doença e não identificou qualquer infetado entre os profissionais de saúde.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 601 mil mortos e infetou mais de 14,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

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