Um casal de norte-americanos está a trabalhar para preservar a face chilena desta região mística. Chegar lá é uma aventura.

A Patagónia pode já não ser o mais virgem dos territórios, mas há ainda muitos segredos para descobrir. E para preservar. Acaba de ser inaugurado um novo parque natural no lado chileno. Sozinho é difícil mudar o mundo, mas fazê-lo em casal aumenta ligeiramente as probabilidades de sucesso. É isso que pensam Kristine e Douglas Tompkin, dois americanos que se apaixonaram pela Patagónia chilena e desde o ano 2000 têm comprado vários milhares de hectares de terra. Mas não o têm feito apenas para o seu usufruto.

O objetivo passa por preservar a vegetação, paisagem e habitats locais de forma a criar uma série de parques nacionais que posteriormente entregarão às autoridades. O primeiro chama-se Parque Patagónia e fica localizado em pleno vale Chacabuco, na região chilena de Aysén. Ainda não está concluído, mas tem já uma boa rede de alojamentos – sobretudo lodges de madeira – e uma série de atividades à disposição, entre elas caminhadas, ciclismo de montanha, pesca ou passeios de barco.

Para lá chegar o ideal é voar para Santiago do Chile, da capital para Balmaceda e daí seguir de carro ou autocarro até ao parque. São entre seis e oito horas da viagem. Road trip que é um prazer e uma aventura em si mesma.

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