O segmento turístico de saúde e bem-estar é cada vez mais procurado. No Brasil também tem vindo a crescer, tendo aumentado mais de 18% em 2015.

Dados do estudo Demanda Doméstica Internacional, do Ministério do Turismo do Brasil, registaram em 2014 um total de 32.149 turistas internacionais que visitaram estâncias termais e outros estabelecimentos ligados ao turismo de saúde, demonstrando um aumento de 6,79% em comparação com 2008. Já em 2015, o mesmo estudo registou um total de 37.800 visitantes motivos por este segmento.

A diversidade e a qualidade da oferta neste setor são as caraterísticas que continuam a despertar o interesse dos visitantes, garante o Turismo do Brasil. Os recursos minerais das várias zonas do Brasil permitiram o desenvolvimento de uma multiplicidade de tratamentos. O presidente da Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral (ABINAM), Carlos Alberto Lancia, explica que, por exemplo, “a água rica em cálcio ajuda no tratamento de doenças como a osteoporose e, para casos de intestino preguiçoso, é mais indicado a água com alto teor de magnésio”.

Contando com cerca de oitenta estâncias termais, a resposta do setor a esta crescente procura incidiu numa vontade de diversificar e facilitar o acesso aos tratamentos termais, apostando na criação de atrativos turísticos alternativos perto das fontes termais.

As estâncias termais de Rio Quente e Caldas Novas, por exemplo, criaram parques aquáticos e hotéis com piscinas naturalmente aquecidas, enquanto outros, como os que se localizam no estado de Santa Catarina, recorrem à proximidade com a natureza.

No Brasil, este segmento tem uma receita média anual de mais de 109 milhões de euros e emprega mais de 8.700 terapeutas especializados, adianta o Turismo do Brasil. Entre os destinos mais procurados estão as estâncias de Caldas Novas, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

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Por N.M.G. Fotografias de Embratur