Anderson Cooper, jornalista da CNN, elegeu Trancoso, no Brasil, como destino de férias.

Apesar de não ser o local mais óbvio para construir uma casa – fica a 14 horas de distância de Manhattan (incluindo voo e viagem de carro) -, foi o escolhido para a sua nova residência de férias. E este mês decidiu abrir as portas da sua propriedade à revista Architectural Digest.

Cooper visitou pela primeira vez a aldeia em 2013, numas férias com o companheiro e empresário da noite, Benjamin Maisani, e com o seu amigo Andy Cohen, personalidade da televisão e rádio norte-americanas. «Um dia depois de chegar, já me imaginava a comprar uma casa», conta o viajado jornalista.

Anderson Cooper apaixonou-se verdadeiramente por aquele local: «pousei as minhas malas no bungalow onde ficámos hospedados, fui até à varanda com vista para o Quadrado, a praça da cidade, e ali fiquei durante algumas horas. Ao final da tarde, as crianças começaram a jogar futebol, homens a cavalo voltavam dos campos, e as luzes acenderam-se nas pequenas casas dos pescadores. É difícil explicar a atração, mas eu simplesmente fiquei ali sentado».

Rodeada a norte e a sul por pequenas casas de um piso com mais de 500 anos, e a leste por uma igreja católica do século XVI, situada num precipício mesmo em cima do oceano, o Quadrado é o coração social e espiritual de Trancoso. «Tinha de ter uma casa ali», afirma o pivot.

Para conseguir mergulhar na vida de Trancoso, Cooper encontrou o cicerone, designer e agente imobiliário perfeito, Wilbert Das, coproprietário do Uxua Casa Hotel & Spa, onde Cooper ficou na primeira visita ao destino. Das chegou ao Brasil há sete anos, depois de se demitir do emprego enquanto diretor criativo da marca Diesel.

Com a ajuda de Das, Anderson conseguiu um dos raros espaços vagos do Quadrado – uma longa faixa de terra cheia de uma variedade incrível de árvores de fruto: manga, jaca, banana e açaí. «Ben achou que eu tinha perdido a cabeça, e Andy, que normalmente apoia quase todas as minhas loucuras, também pensou que eu estava louco», conta.

A casa é composta por quatro edifícios separados. A primeira casa – de estilo colonial – é onde ficam as salas de estar e de jantar, a cozinha e um terraço para jantares ao ar livre. As duas casas no centro são destinadas aos hóspedes. A última estrutura, escondida perto da piscina, é uma casa com dois andares feita de madeira, com uma suíte no andar de cima, e uma sala de estar e bar ao ar livre no andar de baixo.

A «Casa Anderson» foi construída em grande parte com materiais recuperados de uma fazenda baiana que estava abandonada. «Não fomos obrigados a construir com um determinado estilo tradicional, mas achámos importante criar algo que se enquadrasse na cultura local», explica Das. Aliás, Anderson Cooper «não queria que o espaço parecesse mais elegante do que os outros edifícios na cidade».

Quando questionado sobre com que regularidade costuma ir ao Quadrado, o jornalista assume que não lá vai com a frequência que desejaria. Mas admite: «No meu escritório de Nova Iorque mantenho uma fotografia da minha casa, que acho muito relaxante. Só saber que ela existe deixa-me feliz».

Veja, na nossa fotogaleria, as fotografias da Casa Anderson, da autoria de para a Architectural Digest.


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