Mais do que uma área de lazer, é um convite ao conhecimento com diversão pelo meio. Fizemos uma viagem ao dia de amanhã e escolhemos aquilo que não pode perder no segundo parque temático mais visitado de França.

Texto de Mafalda Magrini

A dançar com robôs ao som de Martin Solveig – foi assim que começou a viagem ao futuro, num parque de diversões que em nada se assemelha aos outros. O Futuroscope é o segundo parque mais visitado em França – a seguir à Disneyland Paris – e recebe, em média, dois milhões de visitantes por ano. Quem pensa em milhões de pessoas logo associa confusão, filas e barulho. Mas nada disso se passa aqui.

É em Poitiers, na região da Nouvelle Aquitaine – a hora e meia de comboio de Paris – que se inicia esta «Viagem Extraordinária» pelos cinco continentes. Sem nunca sair do parque, embarca-se numa aventura que dá a sensação de se estar a voar. Começa-se no deserto do Sara – com camelos e pirâmides mesmo por baixo dos pés. Subitamente, eis que se está no Dubai, de onde se salta de um arranha-céus, em queda livre, na companhia de cinco paraquedistas. A viagem continua por terras indianas – o cheiro intenso que se inala traz os sabores da Índia para a equação. A sensação é a de estar mesmo lá. Do Taj Mahal, parte-se para os Himalaias, com o vento gelado a invadir a sala. Depois, chega-se ao Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA. Os balões de ar quente e a brisa com cheiro a eucalipto tornam esta viagem ainda mais extraordinária. Regressa-se então à Europa, mais precisamente ao próprio Futuroscope, trazendo um pouco dos cinco continentes – veem-se, para além dos visitantes do parque, os elefantes indianos e os balões de ar quente de Yellowstone. É assim, inspirada no romance Volta ao Mundo em 80 dias, de Júlio Verne, esta «L’Extraordinaire Voyage» (viagem extraordinária) que permite uma viagem de três minutos pelos vários continentes. A atração é única na Europa e foi lançada em 2017, no ano em que o Futuroscope comemora o seu 30º aniversário.

Neste parque do futuro, não se veem montanhas-russas como seria de esperar. Ainda assim, isso não o torna menos entusiasmante. O objetivo, aqui, é aliar a diversão ao saber. Filmes em 3D, atrações em 4D – em que se apanha com água na cara, se cai em teias de aranha ou se sentem ratos a passar entre os pés –, um bar a 35 metros de altura e outro onde é possível experimentar comida futurista, ou uma viagem às escuras, para se percecionar o mundo como um invisual.

O espetáculo noturno «Forges aux étoiles» está a cargo do Cirque du Soleil e, por isso, as expetativas são altas. Em vez de grandes acrobacias, apresentam um jogo de luzes e água, que conta a história de uma menina perdida entre o presente e o futuro e um gigante virtual vindo de uma galáxia distante.

No parque, há sete restaurantes temáticos – como o «La Table d’Arthur», decorado como no filme Arthur e os Minimeus, ou o «La Crêpe Volante», inspirado nos Rabbids – e outros pontos de restauração, que ficam abertos até à hora de encerramento.

A ida para o hotel – há várias opções a menos de dez minutos a pé do Futuroscope, como o Mercure – não é feita sem antes se repetir as atrações preferidas. Há uma vontade inexplicável de querer voltar a sentir tudo antes de a visita terminar. E assim se regressa ao presente, depois de uma viagem ao futuro.

Conheça estas sete diversões na fotogaleria acima.

Agradecimentos:

Horário: 10h00 até às 23h00 (quando termina o espetáculo noturno); as atrações fecham ao fim do dia. Preço: 45 euros por um dia; 82 euros por dois dias; as crianças até aos cinco anos não pagam.
futuroscope.com
Ida: a Transavia tem voos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal para Paris (aeroporto de Orly) a partir de 30 euros, e para Nantes a partir de 35 euros.


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