O recentemente inaugurado Bisate Lodge quer recolocar o país africano no mapa, mas desta vez por boas razões.

Pensar no Ruanda é, por defeito, recordar o genocídio de 1994 – em grande parte pela força do filme Hotel Ruanda, que deu ao conflito uma escala mundial que nem sempre as notícias conseguem –, a verdade é que nas últimas duas décadas o país tem sabido pacificar-se e reconstruir-se, sendo o turismo um dos mais fortes aliados.

E é com locais como o Bisate Lodge que pretende entrar definitivamente na rota da hotelaria de luxo. Um projeto do operador Wilderness Safari, fundado no Botswana em 1983 e dos mais respeitados do continente. É a primeira aventura da empresa no país. Apenas seis cabanas (para uma área de 40 hectares no meio da floresta) compostas por materiais naturais como palha, madeira, rocha vulcânica e bambu.

Simples mais simples não há. Parece simples, pelo menos. E a vista? Para os vulcões Karisimbi, o Bisoke e o Mikeno. Afinal o lodge está encostado ao Parque Nacional dos Vulcões, onde se encontram os famosos gorilas do Ruanda. Ninguém pode estar à espera de conviver com eles como Jane Goodall, mas muitas vezes é possível avistá-los.

Além das excursões aos vulcões e para avistar gorilas há também visitas ao Lago Kivu, que divide a República Democrática do Congo e o Ruanda. Um dos maiores, mais belos e menos explorados lagos do continente.

Preço por noite a partir de 924 euros.

Por João Ferreira Oliveira

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