“Club Atlas”, uma série documental de oito episódios, da autoria do músico e produtor João Barbosa (Branko), filmada em oito cidades de várias partes do mundo, com “oito ‘cenas musicais’ diferentes”, estreia na próxima segunda-feira, às 00h22, na RTP2.

A viagem arranca em Lisboa, cidade onde Branko vive, e passa por Lima (Peru), Bombaim (Índia), Acra (Gana), Montreal (Canadá), São Paulo (Brasil) e Cidade da Praia (Cabo Verde).

“Club Atlas” apresenta novas “cenas musicais”, em que “jovens e produtores de hoje em dia usam ritmos, padrões de algum tempo atrás e os transformam em coisas digitais”.

“Começamos os episódios quase num lado tradicional, a apresentar a génese rítmica das cidades e dos sítios, as explicações sociais, muitas vezes de migrações, de como se chegou a determinado som, e vai evoluindo para ir explicando aquilo que os jovens andam a fazer hoje em dia”, descreveu Branko, em declarações à Lusa.

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“Club Atlas” surge na sequência da minissérie “Atlas Unfolded”, que o músico e produtor divulgou no Youtube em 2015, aquando da edição do seu primeiro disco, “Atlas”. A minissérie resultou das filmagens do processo de gravação do disco, que decorreu em cinco cidades, incluindo Lisboa.

Depois disso, lembrou-se de “ir à procura das fusões que existem hoje em dia entre a música tradicional e a música eletrónica”. “Achei que havia um conceito que podia ser interessante, para mim e para quem me segue, mas também para um público mais abrangente. Da mesma maneira que uma pessoa se pode interessar pelo ceviche de Lima, achei que também podia interessar-se pela cumbia eletrónica de Lima”, referiu.

O universo da série “é o universo do que sempre foi o trabalho da Enchufada”, editora que fundou. “Começou em 2006 com o EP From Buraka to the world [dos Buraka Som Sistema, banda da qual fez parte], e continuou sempre a promover esta ideia de música eletrónica, com base em algo cultural”, disse.

Nos últimos 11 anos de trabalho foi “buscar pistas” para chegar aos artistas de cada cidade, mas, “apesar de já haver pontos de contacto, foi necessário reajustar tudo”. “Porque não nos interessava [a série é realizada por João Pedro Moreira] contar a história que nós conhecêssemos, mas sim a história que todo o mundo conseguisse entender mesmo não estando dentro minimamente daquilo que nós estamos a fazer”, afirmou.

Das oito cidades cuja ‘cena’ musical é retratada em “Club Atlas”, Branko só não conhecia Lima. Das oito, a preferida continua a ser Lisboa. “É impossível uma pessoa não ter como preferida a sua própria cidade. Vivo aqui e tento representar esta ideia que existe em Lisboa uma música e uma energia únicas”, partilhou

Lusa

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