Foto: Pixabay

A vaga de calor que assola o sul dos Estados Unidos vai estender-se nos próximos dias a todo o país.

Atingirá cerca de 80 milhões de pessoas, que serão afetadas por médias de temperaturas acima dos 41 graus.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA anunciou que julho é o mês mais quente de que há registo, com os termómetros a atingirem valores nunca vistos, como os 46° verificados em Phoenix, no Arizona.

Esta região vive atualmente a mais longa vaga de calor de sempre, com dias consecutivos em que as temperaturas não baixaram dos 40 graus.

A cerca de 500 quilómetros de distância, na Califórnia, o Vale da Morte e as suas temperaturas mais quentes do planeta têm atraído turistas, que querem tirar fotografias de si próprios junto a um ecrã que exibe temperaturas cada vez mais extremas.

Há quem espere que seja batido o recorde absoluto da Terra, fixado em 56,6°, em 1913, embora contestado por alguns especialistas.

Também as Montanhas Rochosas e as Grandes Planícies do Midwest serão afetadas, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA).

Gavin Schmidt, climatologista chefe da NASA, atribui esta onda de calor não apenas ao El Niño, fenómeno climático cíclico que tem origem no Oceano Pacífico e que conduz a um aumento das temperaturas globais, mas porque “continuamos a emitir gases com efeito de estufa para a atmosfera.”

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