Está quase a começar a 14ª edição do Festival Internacional dos Nómadas. Durante os dias 16, 17 e 18 de março, a vila de M’hamid El Ghizlane – o ultimo oásis antes do Sahara Marroquino, a 90 quilómetros de Zagora -, em Marrocos, será «invadida» por um espírito nómada. No ano passado, o número de visitantes chegou aos 15 mil. Este ano espera-se o dobro das pessoas.

Organizado pela Associação “Nómadas do Mundo” desde 2004, este festival gratuito tem como objetivo manter viva a cultura, o património material e imaterial, e as tradições seculares das tribos nómadas.

Os principais temas são o património e a história da região Drâa-Tafilalet, antigo ponto de encontro na rota comercial das caravanas. O objetivo do Festival Internacional dos Nómadas é que as pessoas reflitam sobre as soluções para o futuro do nomadismo, num Sahara que viu a sua população autóctone ser reduzida em 70% na última década.

São três dias de muita música, dança, desportos tradicionais, e a possibilidade de experimentar a gastronomia original destas tribos e participar em debates, ateliers e muitas outras atividades, garante a organização.

Estão previstos 15 concertos, com convidados estrangeiros como o guitarrista tuaregue Bombino, o grupo maliense Terakaft, a banda polaca Dkanda, o grupo tradicional Dudy Skrzypce e ainda a dançarina de Flamenco Magda Navarrete.

Marrocos estará representado pelo grupo Nass El Ghiwane, a estrela Gnawas Mehdi Nassouli, a diva saharaoui Saïda Charaf, e ainda Mouloud Jaaba, Mohamed Jbara, e as danças tradicionais de Ahwach Ouarzazate. Sem esquecer, claro, os grupos dos jovens músicos da aldeia, Ajial M’hamid e Groupe Charq.

As noites estão reservadas à magia dos sons dos nómadas do século XXI com concertos ao ar livre; os dias começam com atividades tradicionais dos nómadas sarianos: hockey na areia (conhecido localmente como mok’hach), as corrida de dromedários, um concurso de preparação do pão de areia (a mella), e uma demonstração de como instalar as tendas nómadas.


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