Foto: Murtadha Ridha/AFP

Nunca uma temporada turística foi tão desoladora no outrora majestoso Lago Habbaniyah, no Iraque.

Quatro anos consecutivos de seca severa levaram o nível das águas do lago a um mínimo histórico e afastaram visitantes nacionais e estrangeiros.

“Nos últimos dois anos ainda houve alguma atividade, mas agora não há mais água”, lamenta Mohamed, comerciante de 35 anos, que preferiu não revelar à agência AFP o apelido.

Longe vão os tempos em que a sua e outras dezenas de lojas se enchiam de clientes. Estão vazias e têm apenas como companhia os cães que vão passeando por entre os guarda-sóis sem uso.

Situado a cerca de 70 quilómetros de Bagdad, o Habbaniyah viu as linhas costeiras recuarem várias dezenas de metros e afastarem tudo e quase todos.

Quando cheio, continha até 3,3 biliões de metros cúbicos de água. Agora, dizem as autoridades oficiais, não chega aos 500 milhões.

Foto: Murtadha Ridha/AFP

O Governo iraquiano culpa a Turquia pela construção de uma barragem a montante no rio Eufrates, que alimenta o lago e também atravessa a Síria.

“As reservas estratégicas de água no Iraque estão no seu ponto mais baixo desde há quase um século”, explica Khaled Shamal, porta-voz do Ministério dos Recursos Hídricos.

O Lago Habbaniyah era também casa de um resort de luxo inaugurado em 1979, popular para turistas de todo o Médio Oriente.

Atualmente, mais não é do que uma lagoa de água estagnada, imprópria para consumo ou para banhos.

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