E se juntasse duas paixões e fosse atrás delas pelo mundo fora?

Nina Schwarzenberg trabalhava como designer gráfica num jornal quando decidiu ir atrás da sua paixão pela arte urbana e pelo ciclismo. No verão de 2017, achou que estava na altura de deixar a Alemanha e viajar pelo mundo para conhecer diferentes culturas, através de uma visão alternativa. Pegou no equipamento fotográfico e partiu numa viagem ambiciosa para descobrir comunidades de artistas de rua em diferentes países, enquanto experimentava uma enorme sensação de liberdade ao viajar de bicicleta.

A aventura da sua vida começou em Veneza, Itália. Depois de percorrer a costa italiana, Nina passou pela Eslovénia, Croácia, Bósnia, Montenegro, Albânia e Grécia, antes de partir para Israel. «Viajar de bicicleta é realmente a coisa mais incrível que já fiz. A liberdade que nos proporciona é inexplicável. É muito flexível, não precisamos de esperar por autocarros ou comboios, podemos sair das estradas principais e explorar lugares mais remotos, usando caminhos onde os carros não conseguem chegar. Nas cidades, não precisamos de ficar presos no trânsito ou de perder tempo a encontrar um lugar onde estacionar o carro. Vivemos o país com muito mais detalhes, conhecemos a vida selvagem, os cheiros, o vento, as colinas e as pessoas de perto», disse Nina à Lonely Planet Travel News.

Quando chega a um novo lugar, Nina costuma entrar em contacto com artistas da rua locais, quer através do Instagram, quer através de amigos de artistas que conheceu noutras cidades. «Às vezes, encontro pessoas na rua a fazer projetos e acabo por falar com elas para ver se consigo fotografá-las. Certo dia, conheci dois alemães quando bebia um copo à noite e descobri que eram artistas de rua que se encontravam em Tel Aviv para fazer um projeto de arte urbana no dia seguinte. Pode ser, por vezes, bastante aleatório e espontâneo», disse Nina.

Encontrar-se com estranhos em novos lugares pode, porém, ser igualmente assustador. Mas Nina descobriu que o seu interesse pela arte urbana é o quebra-gelo perfeito. «A maioria dos artistas de rua também são designers gráficos, e por isso temos muito que conversar. É uma ótima maneira de conhecer pessoas interessantes e aprender sobre o país e sobre as carreiras de cada um em diferentes países. Já para não falar de que esta é a melhor forma de obter recomendações sobre o que visitar e onde comer. Não precisamos de um guia turístico. Além disso, também aprendo diferentes técnicas de arte urbana: o que se torna melhor para as muitas coisas que as pessoas querem representar, e quais as paredes mais adequadas para essas diferentes técnicas. Alguns dos artistas de rua mostram-me como costumam trabalhar e até me deixam participar em algumas das suas peças. Aprendo muito sobre mim e melhoro imenso a minha fotografia», afirmou.

As próximas paragens incluem Marrocos, Japão e Canadá. Quando os destinos ficam muito distantes uns dos outros, Nina apanha um avião e despacha a bicicleta. Depois, volta à estrada para continuar as suas descobertas.

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