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Revista Volta ao Mundo de outubro já nas bancas: Costa Rica é o destino do mês

Revista Volta ao Mundo de outubro. Este mês damos destaque à Costa Rica. Veja mais fotografias da viagem nos slides seguintes. [Fotografias: Miguel Ribeiro Fernandes]
Aqui cabem cinco por cento da biodiversidade mundial e 4,9 milhões de sorrisos. Um por cada tico que o habita.
A presença de animais é uma constante. Eis dois exemplos: o bicho-preguiça (ou apenas preguiça) e os guaxinins.
O Vulcão Arenal, talvez o maior cartão-postal do país. Tem 1670 metros de altitude. Tudo à volta é mágico.
De um lado está o Pacífico, com 1016 quilómetros de costa. Do outro, 212 quilómetros de Caraíbas.
Um passeio de barco pelos canais de Tortuguero é quase obrigatório.

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Na década de 1940, a Costa Rica era o país mais pobre da América Central. Hoje é um exemplo no turismo ecológico, na educação, na cultura e na diversidade ambiental. E tudo porque acabou com as Forças Armadas. Um remate certeiro num momento de viragem.

Na década de 1940, a Costa Rica não tinha exploração de minérios nem portos estratégicos, e uma em cada dez crianças morria antes do primeiro ano de vida. Em 1948, estalou uma revolução que durou quarentas dias. José “Don Pepe” Figueres era o líder do Exército de Libertação Nacional e depôs o governo ilegítimo de Teodoro Picado. O primeiro passo de Don Pepe quando chegou ao poder mudou a história da Costa Rica – acabou com as forças armadas no país.

Há 70 anos, as autoridades da Costa Rica iniciaram um caminho que canalizou o investimento das atividades militares para segurança social, sistema nacional de saúde, educação universal e gratuita, construção de estradas, criação de áreas protegidas ou fornecimento de eletricidade à população. Já nos anos 1980, com o presidente e prémio Nobel da Paz Oscar Arias Sánchez, foi alcançado um acordo de paz e de não agressão com os países vizinhos na América Central.

E assim a Costa Rica pôde manter-se sem forças armadas, recorrendo apenas à Guarda Civil para manter a ordem no país. Um caso quase inédito, à exceção de algumas micronações do Pacífico Sul, que deveria servir de exemplo a muitos outros dirigentes mundiais. E quando se fala do orçamento para a Defesa, imagine-se também o que poderia ser feito se o dinheiro utilizado para salvar instituições bancárias fosse canalizado para a cultura ou para o ambiente. Ou se o Estado poupasse na sua frota automóvel e essa verba fosse para os cofres dos hospitais e das universidades públicas. Não é um discurso antimilitar, é só um pedido para que nos foquemos no que é importante e fundamental para um turismo sustentado, principalmente quando vivemos num país que faz parte da União Europeia e da NATO, entidades com capacidades mais do que suficientes para garantir a paz e a segurança dos seus Estados membros.

Boas viagens!